Embora pequeno, o mosquito é um dos animais mais perigosos do planeta. Transmite doenças como a malária, dengue, Chikungunya, zika e febre amarela, entre outras. Acompanhe aqui algumas curiosidades sobre esses nefastos insetos.

 

A palavra mosquito vêm do latim “musca” e pernilongo é uma referência às longas pernas do inseto. No Brasil, eles também são conhecidos por nomes como muriçoca e carapanã. O detalhe é que em diversas partes do país, mosquito é uma palavra usada para se referir a pequenas moscas (as drosófilas) e pernilongo para o mosquito propriamente dito.

 

Os mosquitos são insetos da ordem Diptera e da sub-ordem Nematocera (dos insetos com antenas longas com vários segmentos). São divididos em oito famílias, sendo o Aedes Aegypti da família Culicidae.

 

Registros fósseis da ordem Diptera provaram que esses insetos são mais muito antigos do que a própria humanidade. Eles já existiam há 225 milhões de anos (e provavelmente devem ter picado vários animais pré-históricos).

 

Entre as características dos mosquitos, podemos citar as seguintes: antenas longas, pernas alongadas e duas asas com capacidade de realizar em torno de mil movimentos por segundo. Possuem também uma tromba (proboscis) para sugar o alimento. Os machos se alimentam de sumos vegetais e as fêmeas de sangue. Algumas espécies transmitem doenças como encefalite, febre amarela, malária, dengue, zika, febre do Nilo, chikungunia…

 

Mosquitos são insetos pequenos, com tamanhos que raramente ultrapassam os 15 milímetros. As fêmeas são na grande maioria das espécies maiores do que os machos.

 

Os mosquitos/pernilongos se reproduzem principalmente nos meses mais quentes do verão, pois aproveitam a água acumulada pela chuva para depositar seus ovos. Por se tratar de um inseto pequeno, ele é capaz de depositar os ovos até em tampinhas de garrafa com água.

 

Uma única fêmea do Aedes Aegypti (lê-se “édis egipiti”) fecundada é capaz de liberar entre 150 e 200 ovos numa única postura e de gerar cerca de 1,5 mil mosquitos durante toda a sua vida.

 

O ciclo biológico do inseto é composto de ovo, larva, pupa e adulto. As formas imaturas – ou seja, o ovo, a larva e a pupa – precisam de ambientes aquáticos para sobreviver. Essa fase aquática dura cerca de 10 dias.

 

Em geral, as fêmeas picam uma só pessoa para cada lote de ovos que produzem. No caso do Aedes Aegypti, ele é capaz de sugar o sangue de mais de uma pessoa para cada lote (ou seja, é capaz de transmitir dengue para várias pessoas em menos de uma hora).

 

São sensíveis ao ácido láctico e ao dióxido de carbono, ambos liberados por mamíferos e pássaros. Também são atraídos pelo suor (um detalhe: pessoas que suam menos recebem menos picadas).

 

A melhor forma de evitar as doenças (e o incômodos como as alergia a picadas em crianças, por exemplo) transmitidas pelos mosquitos é a prevenção. Os especialistas recomendam a instalação de telas protetoras nas janelas, o uso de mosquiteiros em camas e berços e a limpeza constante das áreas em torno da residência (quintais, terrenos baldios, calçadas etc). Deve-se evitar água parada em calhas, ralos, plantas e outros pontos.

 

O uso de inseticidas contra os pernilongos/mosquitos têm as suas limitações: só servem para combater os insetos adultos, não as larvas. Enquanto um adulto está morrendo sob o efeito do SBP, outras centenas estão se desenvolvendo nos criadouros.

 

O Aedes Aegypti recebeu esse nome porque é originário do Egito, de onde se espalhou pelo continente africano e de lá para o restante do mundo.

 

Estamos longe de ser o país com a maior quantidade de vítimas da dengue. A maioria dos casos é registrada na Ásia (70%), especialmente na Índia. Sozinha, ela responde por 34% das vítimas em todo o mundo.

 

Serpentes? Aranhas? Esqueça, o animal que mais mata pessoas no mundo é o mosquito. Calcula-se em 2 milhões o número de mortes por ano em virtude de doenças transmitidas por esses insetos.

 

Imagem acima: fêmea do Aedes Aegypti.

 

Fontes: Wikipédia, Como Tudo Funciona, Super Interessante, Enciclopédia Ilustrada Folha, UOL.

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