Os escorpiões são responsáveis por milhares de acidentes todos os anos no Brasil. Mas qual o tipo de escorpião mais comum por aqui? O que acontece quando uma pessoa é picada por um desses animais? Veja aqui algumas informações importantes e dados curiosos sobre os escorpiões.

 

O escorpião é um artrópode quelicerado, pertencente ao filo Arthropoda, classe Arachnida (por terem quatro pares de patas) e ordem Scorpiones. A palavra escorpião veio do latim scorpio/scorpionis. Em algumas regiões do Brasil, o escorpião é chamado de lacrau.

 

O filo dos artrópodes inclui, além dos escorpiões, animais como os carrapatos, os opiliões, os ácaros e as aranhas. Existem 60 mil espécies de artrópodes da classe dos aracnídeos.

 

Existem por volta de 1.500 espécies de escorpiões em todo o mundo. Alguns, porém, afirmam que esse número é bem maior, chegando a 2.000.

 

As espécies menores medem cerca de 2 centímetros e as maiores – acredite se quiser – quase 20 centímetros.

 

Os escorpiões existem há pelo menos 400 milhões de anos. É difícil de acreditar, mas eles conviveram com os dinossauros.

 

Um dos mais primitivos e fantásticos parentes do escorpião é o pterygotus, que viveu no Paleozóico, há cerca de 400 milhões de anos. Alguns fósseis são do tamanho de um homem de 1,80 metros – prova de que eram animais gigantescos.

 

Das 1.500 espécies de escorpiões, apenas 20 são venenosas. Das 160 que vivem no Brasil, os venenosos não chegam a 4.

 

Escorpiões venenosos mais comuns no Brasil: Tityus serrulatus (escorpião amarelo), Tityus bahiensis (escorpião marrom), Tityus stigmurus (escorpião amarelo do Nordeste , Tityus paraensis (escorpião preto da Amazônia)

 

Ao contrário das serpentes, cujos venenos variam, os escorpiões produzem um único tipo de veneno. A vantagem é que um único tipo de soro podem salvar a vítima da picada de qualquer escorpião venenoso.

 

Além de dores fortes, a picada do escorpião provoca sudorese, náuseas, vômitos, insuficiência cardíaca e falta de ar. As vítimas normalmente morrem por asfixia. Detalhe: os riscos são maiores para idosos e crianças pequenas.

 

O número de mortes de seres humanos provocadas por ataques de escorpiões varia entre 800 a 2.000 por ano em todo o mundo.

 

Os estados brasileiros com maior número de acidentes com escorpiões são: Bahia, Pará, Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais. O campeão nesse tipo de ocorrência é Minas Gerais.

 

Escorpiões costumam se alimentar de baratas e outros insetos. Além de picar as vítimas, eles (detalhe: apenas a vítimas grandes), vamos assim dizer, “vomitam” uma enzima nelas para serem mais facilmente comidas.

 

Escorpiões são imunes ao próprio veneno. Aliás, a lenda de que escorpiões se suicidam não passa disso: uma lenda.

 

Escorpiões não atacam pessoas, eles apenas se defendem.

 

Fêmeas de escorpiões não botam ovos. Elas “parem” os filhotes que vão, pouco a pouco, juntando-se no dorso da mãe.

 

A fêmea T. serrulatus (escorpião amarelo) é capaz de se fecundar sem a presença de um macho. Esse tipo de fenômeno é chamado de partenogênese.

 

O que fazer em caso de picada de escorpião?

01 – Lave o local da picada com água e sabão;

02 – encaminhe imediatamente a vítima a um posto de saúde, pronto-socorro ou hospital;

03 – capture o animal e leve num vidro lacrado para auxiliar na sua identificação.

 

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