Autor de clássicos como Triste Fim de Policarpo Quaresma, o escritor carioca Lima Barreto só foi realmente reconhecido após a sua morte. Sua vida foi bastante sofrida, tendo que lidar com a doença do pai e os problemas do alcoolismo. Descubra nos tópicos a seguir 15 curiosidades sobre esse talentoso e insubstituível escritor.

 

O nome completo do jornalista e escritor fluminense Lima Barreto era Afonso Henriques de Lima Barreto.

 

Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em 1881 e faleceu na mesma cidade em 1922, com apenas 41 anos.

 

Tanto seu pai quanto sua mãe possuíam antepassados africanos. O pai trabalhava como tipógrafo, e a mãe, como professora.

 

Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 6 anos de idade, cabendo ao pai a criar sozinho os cinco filhos. Foi em grande parte com a ajuda do padrinho, o Visconde de Ouro Preto, que o jovem Afonso conseguiu uma educação de qualidade.

 

Cursou engenharia Escola Politécnica, mas teve que abandonar os estudos em virtude dos problemas de saúde do pai (ele tinha sido internado numa instituição para pessoas com problemas mentais), o que o obrigou a sustentar a família.

 

Tendo que sustentar os irmãos e o pai doente, Afonso passou a escrever para jornais de grande prestígio do Rio de Janeiro. Em virtude da vida difícil que levava – o que inclui a solidão –, virou boêmio e começou a apresentar problemas com o alcoolismo.

 

Um dos principais problemas de Lima Barreto era o alcoolismo. Ele chegou a ser internado duas vezes em manicômios em virtude da bebida. Acredita-se que tenha sido ela a maior responsável pela morte do escritor.

 

Trabalhou em diversas revistas, entre as quais a Fon-Fon, Careta, ABC e Revista do Brasil – com o detalhe de que as duas primeiras foram bastante populares naquela época. Fundou também a revista Floreal, da qual foi o principal articulista.

 

Recordações do Escrivão Isaías Caminha, seu primeiro romance, saiu em 1909, quando Lima tinha apenas 19 anos de idade.

 

Triste Fim de Policarpo Quaresma, seu segundo romance, foi publicado no Jornal do Commercio. O escritor tinha 21 anos na época.

 

Seus livros mais conhecidos são Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Triste Fim de Policarpo Quaresma, Numa e a Ninfa, Clara dos Anjos, Cemitério dos Vivos (obra inacabada) e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá.

 

Cemitério dos Vivos foi uma obra inacabada de Lima Barreto, onde ele narra a vida de tragédias do protagonista e denuncia as injustiças e os preconceitos sofridos pelos negros e mulatos brasileiros (lembrando que o escritor era filho de mulatos).

 

Suas obras tornaram-se mais conhecidas depois de sua morte, vítima de ataque cardíaco aos 41 anos de idade. Algumas foram adaptadas para o cinema, teatro e televisão. Uma das adaptações mais conhecidas foi a novela Fera Ferida, exibida pela Rede Globo.

 

Exibida entre 1993 e 1994, a novela Fera Ferida foi inspirada em diversas obras de Lima Barreto, entre as quais Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Ela tinha também personagens inspirados nos contos Cemitério de Ossos e O Homem que Sabia Javanês.

 

O escritor foi homenageado em 1982 pela escola de samba Unidos da Tijuca, que apresentou o samba-enredo Lima Barreto – Mulato Pobre mas Livre.

 

Fontes: Wikipédia, Brasil Escola, Mundo Educação.

 

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