Mário de Andrade é nacionalmente conhecido como poeta e escritor. É também um dos nomes mais lembrados quando se fala na Semana de Arte Moderna de 1922. Mas ele foi muito mais do que isso. Descubra nos tópicos a seguir algumas curiosidades sobre sua vida e sua obra.

 

O musicólogo, poeta, romancista, crítico de arte, ensaísta e professor universitário Mário de Andrade nasceu na cidade de São Paulo em 09 de outubro de 1893 e morreu em 25 de fevereiro de 1945, vítima de um enfarte do miocárdio.

 

O nome completo de Mário de Andrade era Mário Raul de Morais Andrade.

 

Mário era especialista em etnomusicologia, um ramo da ciência que estuda a música em seu contexto cultural. Ele estudava e catalogava ritmos musicais indígenas e folclóricos. Chegou a publicar diversos trabalhos sobre música popular.

 

Como diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, ajudou a criar um acervo vastíssimo sobre a cultura popular brasileira. Costumava viajar pelo interior do país com o objetivo de ampliar esse acervo. O conhecimento adquirido durante as pesquisas foi de grande utilidade na criação de seu mais famoso personagem: Macunaíma.

 

Fundou a Discoteca Pública do Estado de São Paulo, com um raro acervo de gravações de músicas populares e folclóricas. Esse acervo é atualmente mantido para consulta pública no Centro Cultural São Paulo, no bairro do Paraíso.

 

Chamado Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, o seu primeiro livro de poemas foi publicado com o pseudônimo de Mário Sobral.

 

O romance mais famoso de Mário de Andrade foi Macunaíma. O mais famoso trabalho em poesia foi Pauliceia Desvairada. Seus livros de poesia mais conhecidos são: Clã do Jabuti, Remate de Males, Losango Cáqui e Lira Paulistana.

 

O romance Amar, Verbo Intransitivo foi adaptado para o cinema com o título de Lição de Amor, com direção de Eduardo Escoréu.

 

Mário foi um dos mais entusiasmados defensores da Semana de Arte Moderna de 1922, da qual participou ao lado de amigos e conhecidos como Anita Malfatti (uma de suas maiores amigas), Oswald de Andrade, Vitor Brecheret, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti.

 

A Semana foi um marco para a cultura brasileira com suas inovações estéticas musicais, literárias e artísticas. Detalhe: apesar de ter ser chamada de “Semana”, ela durou apenas três dias.

 

Uma curiosidade muito interessante: apesar de ter sido aplaudida pelos artistas de vanguarda, a Semana de Arte Moderna foi vaiada pelo público. Chegaram a ocorrer tumultos durante apresentações como a de Heitor Villa-Lobos.

 

A Semana de Arte Moderna foi tratada com críticas e indiferença pela elite intelectual brasileira. Pouco se falou dela nos meses seguintes, mas devido à sua influência nas artes plásticas, música e literatura (os poetas, por exemplo, romperam de vez com a formalidade do Parnasianismo e Simbolismo), foi considerada um importante evento para a história da nossa cultura.

 

Por contar a iniciação sexual de um adolescente com a empregada da casa, o romance Amar, Verbo Intransitivo causou escândalo na época em que foi lançado.

 

A vida íntima de Mário era uma incógnita. Alguns amigos achavam ser ele casto, mas tudo indica que Mário era homossexual.

 

Mário de Andrade foi sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo. Próximo ao seu túmulo estão os de outras grandes figuras da literatura brasileira, como Monteiro Lobato e Oswald de Andrade.

 

Trocava intensa correspondência com diversos artistas e intelectuais, como Manuel Bandeira, Sérgio Buarque de Holanda, Carlos Drummond de Andrade e Tarsila do Amaral. Só para Manuel Bandeira foram 400 cartas.

 

Mário foi retratado por alguns dos mais consagrados artistas plásticos modernos. Anita Malfatti, Lasar Segall, Cândido Portinari e Tarsila do Amaral foram alguns desses pintores.

 

Mário de Andrade estampou a nota de Cr$ 500.000,00 (Quinhentos mil cruzeiros), que entrou em circulação no ano de 1993. O Brasil vivia um período de inflação galopante na época em que foi lançada. Com o surgimento do Plano Real, no entanto, ela logo foi tirada de circulação. (Veja imagem acima).

 

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