O pintor e decorador Gustav Klimt nasceu na localidade de Baumgarten, Áustria, em 1862. Detalhe: Baumgarten é atualmente um distrito de Viena, capital austríaca.

 

Gustav foi o segundo dos sete filhos do casal Ernest e Anna Klimt.

 

O gosto pelo dourado surgiu ainda na juventude graças à profissão do pai, que era gravador de ouro.

 

Aos 14 anos, ingressou na Escola de Artes Decorativas de Viena, onde fez cursos sobre teorias das projeções, perspectivas e estilo. Ernest e Goerg Klimt, irmãos de Gustav, também se formaram na mesma instituição.

 

Em 1880, abriu em parceria com o irmão Ernst um ateliê voltado para as artes decorativas. Realizaram trabalhos em diversos espaços públicos importantes, incluindo o Teatro Municipal de Viena.

 

Foi um dos fundadores do Secessão de Viena, um grupo que desejava protestar contra as normas tradicionais e artística da época. O grupo editava a revista “Ver Sacrum”, para a qual Klimt fez diversas ilustrações.

 

A primeira mostra do Secessão ocorreu em 1898. O evento foi visto com desconfiança pelos críticos, mas fez tamanho sucesso entre o público que com o dinheiro arrecadado Klimt e seus amigos construíram uma sede própria para o grupo, o Edifício Secession.

 

Painéis pintados por ele para o auditório da Universidade de Viena renderam-lhe a acusação de “perverter a juventude” – talvez em virtude da presença de mulheres nuas e cenas de aparente êxtase sexual. Infelizmente, eles foram destruídos por um incêndio provocado por nazistas, restando apenas fotografias em preto e branco.

 

O quadro mais famoso de Klimt é O Beijo, pintado num momento em que sua carreira entrava em franca decadência. Detalhe: ele foi comprado por uma galeria austríaca, que pagou um preço recorde, antes de ser finalizado.

 

Alguns historiadores suspeitam que o casal retratado em O Beijo sejam o próprio pintor e sua amante, a estilista Emilie Flöge.

 

O Beijo é provavelmente a obra mais reproduzida de Gustav Klimt. A imagem nele contida transformou-se em calendário de mesa, guarda-chuva, caneca, cartão-postal, marca-página, prato decorativo, caixa de chocolate, xícara, pires, toalha, lenço…

 

O governo austríaco lançou em 2003 uma moeda comemorativa de 100 euros com a reprodução de O Beijo de um lado e um retrato do pintor do outro.

 

Pintada em 1907, o Retrato de Adele Bloch-Bauer I foi vendido por US$ 135 milhões, em junho de 2006, transformando-se durante algum tempo no quadro mais caro da história.

 

Os quadros de Klimt sempre foram caros, inclusive para a época em que viveu. Um senhor da alta sociedade vienense, por exemplo, pagou 20 mil coroas por um retrato de sua esposa feito pelo artista – O Retrato de Sonja Knips. Com um pouco mais, era possível comprar uma mansão mobiliada na cidade.

 

Klimt faleceu repentinamente em 1918, aos 56 anos, vítima de um acidente vascular cerebral.

 

Klimt nunca se casou. Mesmo assim surgiram 14 jovens dizendo-se filho do pintor após a sua morte, todos exigindo o seu quinhão na herança. Apenas quatro foram reconhecidos.

 

A relação de Klimt com as mulheres é considera um capítulo à parte dentro da história da arte. Ao mesmo tempo que flertava uma dama chamada Alma Mahle-Werfel e se encontrava com Emilie Flöge, mantinha um relacionamento com a cunhada Helene Klimt. E, pasmem, engravidou duas outras mulheres na mesma época.

 

Grande parte da obra do artista se encontra atualmente em exposição permanente em vários museus de Viena, inclusive no “Edifício Secession”. O que chama a atenção dos visitantes que vão a esse museu são as palavras “Ver Sacrum” na sua entrada.

 

Movimento artístico vigente na época de Klimt foi o Art Nouveau. Pode-se dizer que ele foi influenciado pelo estilo, mas Klimt e seus dourados – que para muitos críticos soa como kitsch – continuam únicos na história da arte. Seu nicho não teve seguidores.

 

Fontes: Wikipédia, Folha Grandes Mestres da Pintura, UOL Educação, Deustch Welle Brasil.

 

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