Descubra nas linhas abaixo uma lista de curiosidades sobre a vida e os feitos do Barão do Rio Branco, uma das principais figuras do final do Império e início da República. Você sabia, por exemplo, que ele foi responsável pela anexação dos atuais estados do Acre e do Amapá ao Brasil?

 

José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu no Rio de Janeiro, em 1845, e faleceu na mesma cidade, em 1912.

 

Nem todos sabem, mas o apelido do nobre Barão era Juca.

 

O título Barão do Rio Branco foi concedido pela Princesa Isabel, em 1888. Mesmo com a proclamação da República, o senhor José Maria continuou usando esse título.

 

Começou a estudar Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, mas tornou-se bacharel na Faculdade de Direito de Recife.

 

José Maria largou durante um tempo o Direito para se dedicar ao jornalismo. Atuou como editor do jornal A Nação, mas também abandonou esse cargo para se dedicar a sua área de maior interesse: a diplomacia. Exerceu o cargo de cônsul do Brasil em Liverpool, na Inglaterra.

 

Com o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, seu pai, o senhor José Maria da Silva Paranhos, atuou nas mediações de paz entre este país e os membros da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai).

 

O Barão do Rio Branco desempenhou, juntamente com Assis Brasil e José Plácido de Castro, papel importante na questão do Acre, que culminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em que o Brasil tomava posse do território do Acre em troca de vantagens financeiras e concessões de terra aqui e ali para a Bolívia.

 

Ele desempenhou também papel importante na disputa do Amapá com a Guiana Francesa, anexando esse território ao país através do diálogo e sem disparar um único tiro.

 

Foi o Barão do Rio Branco um dos principais responsáveis por dar ao mapa do Brasil o contorno que ele possui atualmente. Hábil negociador, ele também resolveu a questão sobre a região de Palmas (oeste de Santa Catarina) com a Argentina, anexando esse território ao sul do país.

 

Apaixonou-se perdidamente pela atriz belga Marie Philomène Stevens, com quem se casou somente 18 anos após se conhecerem. Juntos, tiveram 5 filhos

 

Ele foi responsável pela publicação do livro em francês Album de Vues du Brésil, o primeiro livro de fotografia publicado no Brasil e na América Latina. Com imagens de fotógrafo consagrados na época, ele visa promover a imagem do país no exterior.

 

O Instituto Rio Branco, uma das academias diplomáticas mais antigas do mundo, foi assim nomeado em sua homenagem. Um detalhe: ela foi inaugurada em 1945, anos do centenário de nascimento do Barão.

 

A cidade de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, recebeu esse nome em sua homenagem. Diga-se o mesmo em relação a Rio Branco, a capital do estado do Acre (até 1912, ela se chamava Vila Pennápolis).

 

Teve a sua efígie impressa em dinheiro mais de uma vez. Foi homenageado, por exemplo, pela Casa da Moeda do Brasil com a cédula de Cr$ 1.000 (Mil cruzeiros), no começo dos anos 1980. Essa nota era carinhosamente chamada pelos brasileiros de “Barão”.

 

Eleito em outubro de 1898, ocupou a cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras (só para lembrar: ele escreveu dois livros).

 

Quando morreu, durante o carnaval de 1912, a festa foi adiada em virtude da comoção popular e das homenagens a ele prestadas.

 

Imagem acima: detalhe da nota de Cr$ 1.000 (Mil cruzeiro)

 

Fontes: Wikipédia, Brasil Escola, Toda Matéria.

 

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