Veja a seguir alguns fatos interessantes e curiosidades sobre a vida e o trabalho de exploração do Marechal Rondon. Você sabia, por exemplo, que ele participou do movimento abolicionista? Sabia também que Rondon descobriu mais de 10 rios, além de que mapeou milhares de quilômetros do interior do Brasil? Confira.

 

O nome completo do Marechal Rondon (1865-1958) era Cândido Mariano da Silva Rondon.

 

Rondon nasceu na cidade de Santo Antônio de Leverger, no Mato Grosso, em 1865, e morreu no Rio de Janeiro, em 1958.

 

Tanto seu pai, Cândido Mariano da Silva, quanto sua mãe, Claudina Freitas Evangelista, possuíam origem indígena. Cândido Mariano era também descendentes de portugueses e espanhóis.

 

Como os pais morreram cedo (o pai morreu antes dele nascer), Rondon foi criado por um avô e, posteriormente, por um tio. Foi esse tio paterno quem cuidou dele até os 16 anos de idade, quando entrou no Exército brasileiro.

 

O sobrenome Rondon veio da avó paterna, a senhora Maria Rosa da Silva Rondon. Ele foi adotado pelo tio que o criou e, posteriormente, por Cândido.

 

Na escola militar, situada no Rio de Janeiro, Rondon estudou matemática e ciências físicas e naturais.

 

Foi aluno de Benjamin Constant e, por influência dele, participou de dois movimentos importantes para a história do Brasil: o abolicionista e o republicano.

 

Depois de formado, participou da comissão de construção da primeira linha de telégrafo entre os estados de Mato Grosso e Goiás, na época isolados dos grandes centros urbanos (lembrando que até recentemente, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul formavam um único território). Exerceu em seguida a mesma função no Amazonas, Acre e regiões fronteiriças.

 

Aproveitou suas viagens para mapear as terras por onde passava. Percorreu mais de 2 mil quilômetros em florestas inexploradas e descobriu pelo menos 12 novos rios, além de corrigir o traçado de outros tantos.

 

Rondon ainda iniciou contato com diversas tribos indígenas isoladas, entre as quais os nhambiquaras. Era um defensor dos índios, tornando-se o primeiro diretor do Conselho Nacional de Proteção ao Índio, que daria origem à FUNAI.

 

Por sua experiência sertão adentro, foi convocado para acompanhar o então presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevel, numa expedição à floresta amazônica.

 

Rondon e sua equipe quase passaram fome diversas vezes em virtude da escassez de alimentos (os mantimentos sempre acabavam antes do previsto). Eles foram obrigados a caçar e sobreviver do que a floresta lhes fornecia.

 

Ele nunca dispensava uma boa leitura. Lia até montado num cavalo e quando terminava uma página, a arrancava e jogava fora para “diminuir a carga”.

 

Sempre começava o dia às 4h da manhã com um banho de rio.

 

Rondon foi indicado para o prêmio Nobel de 1957, quando já estava com a saúde bastante debilitada. Com sérios problemas de visão, o explorador faleceu no início do ano seguinte.

 

Conhecido como o maior explorador brasileiro depois dos bandeirantes, Cândido Rondon é hoje lembrado de diversas formas. O estado de Rondônia (antigo território do Guaporé) recebeu esse nome, por exemplo, em homenagem ao Marechal.

 

Existe em São Paulo uma rodovia chamada Marechal Rondon. Ele também foi homenageado com nomes de cidades (como Rondonópolis/MT), bairros e ruas em diversos estados brasileiros.

 

O Marechal Rondon recebeu também homenagem na nota de Cr$ 1.000 (Mil Cruzeiros), que circulou no início dos anos 1990 (imagem acima).

 

Fontes: Wikipédia, Enciclopédia Britânica, Guia dos Curiosos, Portal São Francisco.

 

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