Predominante em todo o Nordeste, a caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro. Possui um número incontável de plantas adaptadas ao clima seco, entre as quais o pau-ferro, o xique-xique, o jericó e outras. Veja nas linhas a seguir algumas informações sobre a caatinga.

 

De origem tupi-guarani, a palavra caatinga significa “mata branca”. O cinza e o branco são as cores predominantes nos períodos de estiagem.

 

A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro. Sua área original era de 740.000 quilômetros quadrados. Hoje, mais de 50% dela está devastada.

 

O bioma da caatinga engloba territórios dos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, além do norte de Minas Gerais.

 

O clima típico da região de caatinga é o semiárido, cuja maior característica são as chuvas escassas e mal distribuídas ao longo do ano.

 

Agreste e sertão são diferentes. O agreste é a faixa intermediária entre o sertão (onde chove menos e a vegetação é mais acinzentada) e a zona da mata (onde os índices pluviométricos são mais elevados e a vegetação abundante e verde).

 

A caatinga é bastante variada e complexa, mas tem algumas características comuns: é adaptada ao clima semiárido nordestino, convive bem com o solo arenoso e o predomínio é de plantas xerófitas (adaptadas ao clima seco).

 

A folhagem da caatinga segue o ritmo das chuvas. Nos meses com baixos índices pluviométricos, as plantas permanecem secas. Já nos meses com maior volume de chuvas, elas se tornam verdes, mudando totalmente a paisagem.

 

A queda das folhas durante os períodos de seca torna menor a perda de água pela transpiração das plantas menor. Essa é a mais eficiente estratégia da vegetação para sobreviver à seca.

 

Para suportar a estiagem, algumas espécies de plantas possuem reservas de água em seus tecidos. A barriguda, por exemplo, armazena o precioso líquido no tronco. O umbuzeiro, por sua vez, guarda nas raízes.

 

Quanto menores os índices pluviométricos num dado local, mais baixa é a vegetação. As espécies mais comuns são os cactos, como o mandacaru e o xique-xique.

 

Uma das plantas mais comuns na caatinga é a imburana. Os seus frutos são comestíveis e sua semente, usada na extração de óleo medicinal. Essas sementes são também utilizadas como aromatizantes na indústria de fumo.

 

Outra planta comum na regiões secas do Nordeste é o juazeiro. Suas folhas são utilizadas como alimento para o gado. Os frutos são consumidos por humanos e animais. A madeira é aproveitada na marcenaria e a casca, aproveitada como remédio natural.

 

Um dos cactos mais vistosos da caatinga é o mandacaru, que pode atingir até 12 metros de altura. O mandacaru possui um caule carnoso, com considerável fonte de água. É muito utilizado na produção de doces.

 

Uma interessante curiosidade sobre o mandacaru: suas flores abrem-se durante a noite, atraindo insetos e morcegos com o seu néctar.

 

A madeira da sabiá é bastante aproveitada para estacas e esteios. De rápido crescimento, essa árvore com até 7 metros de altura é uma das mais utilizadas nos programas de reflorestamento do sertão.

 

Um fruto bastante apreciado pelo sertanejo é o umbu, de uma árvore típica da caatinga chamada umbuzeiro. O umbu serve de alimento para o gado e para o ser humano, que costuma utilizá-lo na produção de doces típicos.

 

Comum na caatinga, o imburuçu possui sementes envoltas em plumas extremamente macias. Essas plumas são utilizadas como enchimento de colchões e travesseiros.

 

As vestimentas dos vaqueiros nordestinos, quase toda de couro, servem como proteção contra os galhos ressecados e espinhos das plantas da caatinga. Sem elas, o vaqueiro pode sofrer lesões na pele.

 

Até o momento foram registrados mais de 1.000 espécies de plantas. Acredita-se, no entanto, que esse número seja bem maior, chegando a 3.000.

 

Outras plantas típicas da caatinga: favela, pau-ferro, jericó, coroa-de-frade, marmeleiro, facheiro, carnaubeira, quipá e xique-xique.

 

A fauna é mais reduzida e possui tamanho menor do que as da Amazônia e do cerrado. Animais como os répteis e, principalmente, os anfíbios somem durante a temporada da seca.

 

Animais mais comuns nas áreas de caatinga: preá, siriema, tatu, gambá, cuíca, calango, suçuarana, gato-maracajá e jararaca. São, ao todo, 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios e 241 de peixes.

 

 

FONTES: Caatinga – Célia de Assis e Inês Cordeiro, editora FTD; Geografia – Fernando Portela e Joaquim Andrade,  editora Atlas; Wikipédia, UOL Educação e Super Interessante.

 

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