A cantora e compositora brasileira Rita Lee Jones nasceu na cidade de São Paulo em 31 de dezembro de 1947. Tocou durante anos com o grupo Os Mutantes até ingressar numa bem sucedida carreira solo. Conheça alguns fatos curiosos sobre sua vida, suas composições e sua carreira através dos tópicos a seguir.

 

Charles Jones, o pai de Rita, era descendente de imigrantes norte-americanos que vieram viver no Brasil após a Guerra de Secessão. Ela recebeu o Lee no sobrenome em homenagem ao general Lee.

 

Romilda Padula, a mãe de Rita, era pianista. A menina, no entanto, gostava mesmo era de tocar bateria. Costumava sair escondida de casa para tocar em festinhas, mas acabou sendo descoberta em virtude de uma inesperada crise de apendicite.

 

Aos 18 anos, formou com algumas amigas um grupo batizado de Teenagers Singers, que mais tarde se juntou a outro chamado Wooden Faces. Com o tempo, sobraram apenas três integrantes no novo grupo: Sérgio Dias, Arnaldo Batista e Rita. Foi assim que surgiu o embrião do grupo Os Mutantes.

 

O nome do grupo surgiu quando, durante uma apresentação no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, eles viram o apresentador/cantor com um livro chamado O Império dos Mutantes. Até então, o grupo se chamava Os Bruxos.

 

O primeiro álbum com a participação de Rita foi Os Mutantes, com Arnaldo Batista e Sérgio Dias, lançado em 1968.

 

Rita foi cantora e instrumentista dos Mutantes durante seis anos. Um dos momentos mais marcantes da carreira do grupo foi quando ele acompanhou a apresentação de Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967. Com a música Domingo no Parque, Gil conquistou o segundo lugar.

 

Foi uma das criadoras do Tropicalismo, um movimento cultural de vanguarda com influências da música brasileira e música pop internacional, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e outros músicos.

 

Liderada pelo músico Luís Sérgio Carlini, a Tutti Frutti foi uma banda de apoio da cantora. Gravado com a Tutti Frutti em 1975, o álbum Fruto Proibido é considerado um dos melhores da história da música brasileira.

 

Faixa do disco Fruto Proibido, a música Esse Tal de Roque Enrow foi composta em parceria com ninguém menos que Paulo Coelho. Outro resultado da parceria foi Arrombou a Festa, do álbum Rita Lee, de 1979. Na época o “mago” era o principal parceiro musical do baiano Raul Seixas.

 

Em 1976, Rita passou 15 dias presas por porte ilegal de drogas. Condenada à prisão domiciliar, teve que passar um bom tempo sem sair de casa. Quando saiu, passou a ser apresentar com roupa listrada de prisioneira. O sucesso foi imediato.

 

No final dos anos 70, Rita iniciou uma parceria musical e sentimental com o músico Roberto de Carvalho. Eles começaram a compor juntos, dando origem a músicas como Mania de Você, Flagra, Lança Perfume, Desculpe o Auê e outras. Rita e Roberto casaram-se oficialmente cerca de 20 anos depois.

 

Diversos cantores de rock e MPB já gravaram composições de Rita. Uma das mais conhecidas é Alô, Alô Marciano, gravada por Elis Regina em 1980.

 

Várias novelas da Globo tiveram músicas de Rita como tema de abertura, entre elas Chega Mais (1980), Baila Comigo (1981, com uma versão instrumental do sucesso de mesmo nome), Final Feliz (1982), Ti Ti Ti (1985 e 2010), Sassaricando (1987) e A Próxima Vítima (1995).

 

A música Cor de Rosa Choque, um dos maiores sucessos de Rita, foi durante cerca de quatro anos tema de abertura de um programa totalmente voltado para o público feminino nas manhãs da Globo: o TV Mulher. Com estreia em abril de 1980, o TV Mulher era inicialmente apresentado por Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias. Possuía entre os seus quadros um de moda com Clodovil e outro sobre sexo com Marta Suplicy.

 

Rita foi apresentadora do programa TVLeezão, da MTV, e do Saia Justa, do canal por assinatura GNT. Fez também diversas participações especiais em humorísticos e novelas, algumas vezes como ela mesma.

 

Rita Lee ocupou a 15º posição numa lista dos 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos, publicada em 2008 pela revista Rolling Stone.

 

Em 1997, Rita recebeu o prêmio Sharp pelo conjunto da obra. Ela foi a primeira mulher a receber esse tipo de premiação.

 

Fontes: Wikipédia, Vaga-lume, Guia dos Curiosos, IstoÉ Gente – O Livro dos 1 000 Famosos.

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