O nome completo do filósofo romano Sêneca era Lucius Annaeus Seneca (em português, Lúcio Aneu Sêneca).

 

Sêneca nasceu na província romana da Hispania no ano 4 e morreu na cidade de Roma em 65 depois de Cristo.

 

Além de filósofo, Sêneca era escritor, advogado e senador.

 

Sêneca sofria de asma crônica e tinha ideias suicidas com uma certa frequência.

 

Sêneca foi obrigado a sair de Roma em mais de uma ocasião. Numa dela, foi acusado por Messalina, esposa do imperador Cláudio, de adultério com Júlia Livila, sobrinha do imperador. Como consequência, foi exilado na Córsega.

 

Em virtude de um discurso considerado brilhante, provocou inveja ao imperador Calígula, que forçou o seu exílio. Calígula só não o matou porque achou que Sêneca estava velho e logo morreria de causas naturais.

 

A obra de Sêneca é considerada uma das mais expressivas do pensamento estoico. Fundada em Atenas no século III antes de Cristo por Zenão de Cítio, o estoicismo era uma doutrina que pregava a imperturbabilidade frente às paixões, o autocontrole como uma forma de superar os pensamentos e sentimentos negativos, a valorização do ensinamento da ética, a virtude como um caminho para a felicidade e a ideia de que devemos aceitar o que não pode ser mudado.

 

Além de Zenão e Sêneca, os principais filósofos estoicos foram Cleantes de Assos, Crisipo de Sólis, Posidônio, Epicteto e Marco Aurélio.

 

Acusado de planejar o assassinato de Nero, Sêneca foi condenado a cometer suicídio. No ano de 65 depois de Cristo, cortou os pulsos na presença de amigos, no que foi seguido pela esposa, Pompeia Paulina.

 

Sobra a filosofia, Sêneca afirmava que ela “molda e constrói a alma, organiza a vida, orienta nossa conduta, nos mostra o que devemos fazer e o que devemos deixar de fazer… Inúmeras coisas que acontecem a cada hora clamam por conselhos; e tais conselhos devem ser buscado na filosofia”.

 

Sêneca era da opinião de que não devíamos nos atormentar com o passado nem nos preocupar com o futuro, pois “o que já aconteceu não nos afeta e o futuro ainda não nos toca… devemos contar cada dia como uma vida separada”.

 

As diferenciações sociais, além de práticas como a escravidão, eram combatidas pelo filósofo. Para Sêneca, o que realmente pode proporcionar nobreza e valor a uma pessoa é a virtude, uma qualidade que está ao alcance de qualquer um. Ele acreditava que todos os homens eram iguais, sendo a nobreza somente uma construção individual.

 

Sêneca via a raiva como o resultado de um julgamento sobre uma situação (“Eu fui ferido por alguém e é natural que me vingue”). Esse julgamento se torna habitual e tratado como um fato, não um mero juízo criado pela mente. Para ele, uma das melhores coisas que podemos fazer quando estamos com raiva é dar um tempo “para que a paixão inicial engendrada possa diminuir a névoa que envolve a mente e se dissipar”.

 

Ele via os fracassos como inevitáveis e o que importava era lidar de maneira sóbria com eles. O sucesso consistia em manter a paciência diante dos problemas que não estão sob controle e manter o foco naqueles que podemos controlar.

 

Fontes: Wikipédia, EBiografias, UOL Educação, Galielu, Filosofia para a Vida/Jule Evans.

 

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