Além de professor, o grego Tales de Mileto era político e excelente homem de negócios. Acredita-se que tenha viajado por boa parte do Mediterrâneo oriental, inclusive pelo Egito, onde teria aprendido geometria prática. Saiba mais sobre ele e outros 12 pensadores da antiguidade.

 

Um dos grandes feitos de Tales foi ter previsto um eclipse solar, em maio de 585 antes de Cristo. O problema é que ninguém até hoje sabe como ele teria conseguido isso. Os indícios levam a crer que descobriu um ciclo de 18 anos nos movimentos do Sol e Lua, mais tarde desenvolvido por Hiparco.

 

Tales sugeriu que o mundo era feito inteiramente de água. Anaxímenes acreditava que era feito de ar. Já Aristóteles, por sua vez, afirmava que “a fomentação de todas as coisas é umedecida e até o calor é originado do molhado”. Empédocles foi um pouco além: dizia que o mundo é produto de quatro raízes: fogo, ar, água e terra.

 

Pitágoras liderou uma comunidade onde ensinava matemática e misticismo. Ele dizia que “todas as coisas são numeros” e acreditava firmemente que o universo era regido pelas relações matemáticas.

 

É provável que tanto Tales quanto Pitágoras tenham aprendido os fundamentos da geometria em viagem ao Egito, e este último ficado fascinado com as grandes pirâmides.

 

Eratóstenes foi o primeiro pensador a medir a circunferência da Terra (detalhe: com um erro de apenas 2%), além de introduzir os conceitos de meridiano e paralelo (o equivalente a longitude e latitude) em seus mapas.

 

Uma das lendas que cercam o filosofo Diógenes de Sinope é de que vivia na mais completa miséria e perambulava pelas ruas como indigente. Reza ainda que ele morava num barril e costumava andar com uma lamparina pelas ruas em plena luz do dia à procura de homens verdadeiros – ou seja, pessoas inteiramente virtuosas.

 

Outra lenda à respeito de Diógenes conta que certo dia, Alexandre, o Grande, disse para o velho filósofo: “Pede-me o que quiseres”. Então, ele pediu: “Devolva o meu sol”. O pedido se deu porque Alexandre estava fazendo sombra para o velho.

 

Outro filósofo que provavelmente vivia de maneira humilde era Sócrates. Dizem que costumava caminhar descalço pelas ruas de Atenas e que suas vestes surradas davam a impressão que se tratava de um mendigo.

 

Zenão de Cítio também vivia de maneira simples. Estava sempre bronzeado e, de acordo com relatos que chegaram aos nossos dias, tinha uma aparência bastante desgastada. Costumava ensinar nos pórticos de Atenas – chamados de “stoa”, de onde veio a palavra estoicismo.

 

Platão não é um nome, mas um apelido. O verdadeiro nome do filósofo, dramaturgo e escritor grego que nasceu por volta de 427 antes de Cristo era Arístocles. Em tempo: “platão” significa “amplo”. Acredita-se que tenha sido assim chamado por causa dos seus ombros largos e figura robusta.

 

Aristóteles era um macedônio nascido em uma família de médicos. Foi discípulo de Platão, com quem conviveu durante 20 anos. Em 343 antes de Cristo foi convidado pelo rei Filipe da Macedônia para ser o o educador de seu filho Alexandre, que mais tarde se tornaria O Grande.

 

Uma vez que defendia a tese de que o verdadeiro bem estava no prazer, as ideias de Epicuro foram durante muito tempo combatidas e até proibidas. Elas eram confundidas com o hedonismo. Mas o que Epicuro defendia era um prazer moderado, que não residia no banquete em si, mas na companhia das pessoas que o compartilham. Epicuro salientava o prazer do sábio, compreendido ainda como domínio das emoções e quietude da mente.

 

Demócrito – ou talvez Leucipo, pois a relação ente ambos era bastante estreita – foi o primeiro pensador a formular a existência das partículas minúsculas que todos conhecemos como átomos. Acredita-se também que tenha sido um dos primeiros a propor que o universo era infinito, com muitos mundos como o nosso.

 

Hipácia foi a primeira mulher documentada como sendo matemática. Mas tudo indica que tenha ido muito além. Ela estudou oratória, retórica, filosofia, religião, artes e astronomia. Isso numa época em que o machismo era ainda muito grande.

 

Uma das mortes mais violentas que se tem notícia na antiguidade foi a de Hipácia. Ela foi atacada em plena rua por um grupo de radicais cristãos enfurecidos, levada para uma igreja e torturada até a morte. Enquanto alguns relatos dão conta de que seu corpo teria sido esquartejado e jogado nas ruas, outros dizem que teria sido lançado numa fogueira.

 

Cláudio Ptolomeu foi um dos últimos grandes cientistas da antiguidade. Nascido no Egito e de origem grega, propôs o sistema geocêntrico: a Terra encontra-se no centro do universo e todos os planetas giram em torno dela. Esse sistema só foi de fato questionado mais de mil anos depois, quando o polonês Nicolau Copérnico formulou o heliocentrismo, em que tanto a Terra quanto os demais planetas giravam ao redor do Sol.

 

Pitágoras, Sócrates e outros filosófos da antiguidade não deixaram praticamente nada escrito. De acordo com alguns biógrafos, Epicuro escreveu mais de 300 trabalhos, mas pouquíssimos sobreviveram até os nossos dias. O que sabemos sobre esses filósofos é ainda muito pouco diante do verdadeiro legado deles.

 

Imagem acima: Escola de Atenas, do pintor renascentista Rafael. Entre os pensadores retratados estão Sócrates, Platão (no centro), Aristóteles, Pitágoras e Epicuro. A única mulher presente é Hipácia de Alexandria (vestida de branco, à esquerda).

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, O Livro da Filosofia, O Livro da Ciência, Mega Curioso.

 

Share: