Você sabia que o Monte Everest é apenas uma entre as milhares de montanhas do Himalaia, uma cordilheira que liga a placa indiana com a Euroasiática? Sabia que ele continua crescendo e, pasme, não é a montanha mais perigosa do mundo? Confira algumas curiosidades e informações sobre a escalada da montanha, algumas muito interessantes.

 

Acredite se quiser, mas o Monte Everest continua crescendo de 0,5 a 0,8 milímetros ano.

 

A montanha mais perigosa do planeta é o K2, que, assim como o Everest, também fica na Cordilheira do Himalaia. Mesmo assim, os alpinistas devem possuir experiência de escalada em grandes altitudes para encarar o Everest. Eles também precisam de permissão do governo do Nepal, que cobra uma taxa de US$ 11 mil.

 

Entre os equipamentos imprescindíveis para um alpinista estão o piolet (martelo para ajudar na escala), os grampos e cordas, a escada (necessária para atravessar fendas), as botas e grampões (que sejam forradas para evitar queimaduras no pé provocadas pelo frio), a segunda pele e os casacos de pele (ambos necessários para enfrentar as temperaturas congelantes), além dos óculos escuros e o oxigênio.

 

Esses mesmos alpinistas precisam ainda levar garrafas de oxigênio suplementar durante a escalada. Explica-se: a quantidade de oxigênio é três vezes menor do topo da montanha do que no nível do mar.

 

A escalada começa de fato no acampamento base, a 5.400 metros de altitude, onde os alpinistas tentam se adaptar ao ar rarefeito, treinam escaladas e aguardam as condições climáticas necessárias para continuar a subida.

 

Além do acampamento base, o escalador deve parar em outros quatro acampamentos, o último a 7.906 metros de altitude. Depois, precisa seguir direto até o topo, caso as condições do clima permitam. Mas…

 

Por mais ideais que sejam as condições climáticas, os escaladores podem permanecer somente alguns minutos no topo. Se permanecerem mais de 12 horas seguidas acima de 8 mil metros podem ter sérios problemas de saúde.

 

Ao chegar no cume do Everest, os alpinistas são obrigados a enfrentar temperaturas que ultrapassam os -40ª Celsius (é isso mesmo: 40 abaixo de zero!).

 

Outro desafio que todo alpinista deve encarar: as correntes de vento na montanha (elas são chamadas de jetstreams), que podem chegar a 200 quilômetros por hora.

 

Os alpinistas podem enfrentar uma série de problemas de saúde durante a escalada, a começar pelo congelamento. O risco de sofrer da doença aguda das montanhas (AMS, em inglês), causada provavelmente pelo ar rarefeito, é também enorme. Entre os seus sintomas estão perda de apetite, náuseas, fraqueza, tontura e dificuldade para dormir. Existe ainda o edema pulmonar ou edema cerebral de alta altitude, duas fases severas da AMS.

 

Um equipamento imprescindível durante a escalada é o óculos com lentes escuras, necessário para evitar problemas de visão durante a escala, como a ceratite ultravioleta, que causa queimaduras nos olhos em virtude do reflexo dos raios ultravioletas na neve.

 

Os melhores meses para encarar a escalada são abril e maio. O problema é que é justamente nesses meses que a quantidade de alpinistas cresce, gerando muitas vezes congestionamentos no topo.

 

Ao terminar a escala, cada alpinista terá gastado entre R$ 120 mil e R$ 300 mil, ou seja, uma fortuba bem razoável.

 

Uma última curiosidade: existem em torno de 120 corpos de alpinistas e sherpas, os ajudantes nepaleses, abandonados ao longo da escalada.

 

Fontes: Wikipédia, Superinteressante, G1, BeeCâmbio.

 

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