De origem grega, a palavra Antártida (ou Antártica) significa “oposta ao Norte”.

 

Acredita-se que o continente antártico tenha surgido há 250 milhões de anos, surgido da desintegração do primitivo continente Gondwana.

 

Com 14 milhões de quilômetros quadrados, a Antártida é um dos maiores continentes da Terra. É também o menos populoso. Não possui população permanente, e a provisória raramente ultrapassa 4 mil pessoas durante o verão.

 

A temperatura média durante o verão é -10º Celsius e durante o inverno pode chegar a -40º Celsius. Aliás, você sabia que a temperatura mais baixa do planeta, -89,2º Celsius, foi registrada no interior da Antártida?

 

Detalhe: a Antártida é mais fria do que o Ártico. Motivos: além de se localizar no extremo sul do planeta, o continente antártico é extremamente montanhoso.

 

Mais de 95% do território antártico está coberto de gelo. Em muitos pontos, a camada de gelo chega a 2 quilômetros de espessura.

 

Você sabia que se todo o gelo antártico derretesse, o nível dos oceanos subiria 60 metros?

 

A camada de gelo antártico é tão espessa que baixou o leito rochoso do continente em 600 metros.

 

Por falar nisso, você sabia que os cientistas retiram amostras de gelo de até 2.200 metros de profundidade para estudar como era a atmosfera da Terra há 160 mil anos?

 

As maiores reservas de água doce do planeta estão na Antártida na forma de gelo.

 

Além de ser o mais frio, a Antártida é o continente mais seco, ventoso e montanhoso da Terra.

 

O pico mais alto do continente tem, aproximadamente, 4.892 metros de altitude.

 

Apesar de possuir a maior parte da água doce do mundo, a Antártida é um continente árido. Chove menos de 50 milímetros ao ano por lá, o mesmo que nas regiões mais secas do inóspito deserto do Saara.

 

Os ventos antárticos são constantes e inclementes, podendo chegar a mais de 300 quilômetros por hora.

 

Existem diversos lagos subglaciais na Antártida. Você não sabe o que é um lago subglacial? São lagos cobertos por imensas camadas de gelo.

 

Sete países reivindicam o território da Antártida. São eles: Argentina, Austrália, Chile, França, Nova Zelândia, Noruega e Reino Unido. Esses países concordaram em suspender essas reivindicações através do Tratado da Antártida, que abre o território à exploração científica internacional e determina o seu uso para fins pacíficos.

 

As primeira expedições documentadas ao continente gelado ocorreram no século XVI e o primeiro homem a circunavegá-lo foi o britânico James Cook, no século XVII.

 

Não é o relógio, nem o calendário que determina as ações humanas no continente, são as condições climáticas. Todas as atividades ao ar livre dependem do clima.

 

De tão bem preservados sobre o gelo, os meteoritos encontrados na Antártida dão para os cientistas excelentes pistas sobre a origem e a evolução do Sistema Solar.

 

O frio é tão intenso que, se você jogar um copo de água fervente para o alto, a água se congelará imediatamente, formando pequenos cristais de gelo. Mesmo uma bolha de sabão pode se congelar em fracções de segundos.

 

Existem mais de 30 espécies de aves voadoras na Antártida. As mais comuns são os petréis, as skuas (espécie de gaivota) e os albatrozes.

 

O pinguim é uma ave típica do Polo Sul. Existem 17 espécies de pinguins na Antártida. O maior é o Imperador, com mais de 1 metro de altura.

 

Os mamíferos mais comuns são as baleias (cerca de 10 espécies) e as focas e seus parentes (elefantes-marinhos e lobos-marinhos, entre outros).

 

Afinal, aves e mamíferos antárticos se alimentam de que? De peixes (são mais de 100 espécies) e de um pequeno crustáceo chamado krill. Parecido com o camarão, o krill é a principal fonte alimentar dos animais da região. Calcula-se que existam milhões de toneladas de krills na costa gelada da Antártida.

 

Suspeita-se que o impenetrável solo antártico seja rico em minerais como ferro, cobre, zinco, prata, chumbo e até ouro.

 

O Ártico e a Antártida são os melhores lugares para pesquisar os efeitos do aquecimento global. Recentemente, um iceberg do tamanho do Distrito Federal se descolou do continente, provando que a Terra está realmente ficando mais quente.

 

A noite na Antártida dura nada menos que 6 meses.

 

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