O Nilo é o maior rio do continente africano, além do segundo maior do mundo. Percorre países como Sudão, Etiópia e Egito. Descubra algumas curiosidades interessantíssimas sobre ele, bem como sobre o seu papel na geografia e história da África.

 

O Nilo é o segundo rio mais extenso do mundo, depois do Amazonas. Existem controvérsias sobre a extensão de ambos, mas tudo indica que o Amazonas seja maior por uma diferença de 400 quilômetros.

 

A palavra Nilo veio do grego Neilos, provavelmente uma deformação do egípcio Na-eior, uma designação para o delta do rio.

 

O rio Nilo nasce na floresta Nyungwe, em Ruanda, e deságua no mar Mediterrâneo, no litoral do Egito. Até há pouco tempo, acreditava-se que a sua nascente seria no Lago Vitória, em Uganda. Ele deposita em torno de 2.700 metros cúbicos de água por segundo no mar.

 

Sua bacia percorre vários países africanos: Ruanda, Uganda, Tanzânia, Quênia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Etiópia e Egito.

 

O Nilo corta países como Sudão e Egito ao meio.

 

Cerca de 90% da população do Egito vive às margens do Nilo. A maior cidade cortada por ele é o Cairo, a capital egípcia, com 9,5 milhões de habitantes.

 

A principal represa do rio é a Grande Barragem de Assuã, no sul do Egito. Construída nos anos 60, ela fornece eletricidade para praticamente todo o território egípcio.

 

A construção da Barragem de Assuã formou um grande lago na fronteira entre o Egito e o Sudão. Chamado de lago Nasser, ele soterrou diversas relíquias da antiga civilização egípcia.

 

O segundo maior crocodilo do mundo é o crocodilo-do-Nilo. Apesar do nome, ele habita muitos outros rios africanos. É famoso por atacar grandes mamíferos como gnus, zebras, búfalos, leões e até hipopótamos que se metem em suas águas.

 

O matemático e astrônomo grego Eratóstenes foi primeiro a mapear com precisão o rio Nilo até as proximidades de Cartun, no atual Sudão. Uma observação: Eratóstenes é mais conhecido por ter calculado a circunferência da Terra.

 

O historiador grego Heródoto disse certa vez que o Nilo era uma “dádiva do Egito”, e com certa razão. O rio levava uma grande quantidade de sedimentos para as margens nos períodos de cheia. Quando a água baixava, deixava os nutrientes que aumentavam a fertilidade do solo. Isso permitiu o cultivo de diversos alimentos pelo antigos egípcios, principalmente cereais.

 

Os antigos egípcios eram extremamente dependentes do Nilo. Eles utilizavam o rio para a agricultura e pecuária, caça e pesca, comércio e viagens. Procissões religiosas eram também bastante comuns nas suas águas.

 

A civilização egípcia surgiu a partir das aldeias agrícolas que se estabeleceram nas margens do Nilo. Com o tempo, elas formaram dois reinos: o Baixo Egito (localizado ao norte) e o Alto Egito (mais ao sul). Elas foram unificadas por volta do ano 3.000 antes de Cristo por Menés, que formou a primeira dinastia de faraós.

 

Abundante nas margens do rio, o papiro foi largamente utilizado como meio para a escrita. Os egípcios aproveitavam a parte do caule, que era cortado em tiras finas, trançado e prensado. O papiro foi o precursor do papel.

 

Os egípcios veneravam animais como o gato, o falcão e o chacal (eles representavam determinados deuses). Costumavam também mumificar animais para usá-los como oferendas, entre eles alguns que viviam às margens do Nilo.

 

Fontes: Wikipédia, Klickeducação, Brasil Escola, UOL Educação.

 

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