Tremores de terra assustam ocasionalmente a população da Califórnia, que espera ansiosa por um grande terremoto. Seu epicentro pode ser a famosa Falha de San Andreas. Mas o que vem a ser essa falha? Descubra as respostas a seguir e veja algumas informações sobre as tão faladas placas tectônicas.

 

Placas tectônicas são os blocos que separam as gigantescas porções de terras que sustentam continentes e oceanos. Elas afastam-se uma das outras e afundam alguns milímetros por ano, impulsionadas pela magma no interior da Terra. Elas possuem em torno de 150 quilômetros de espessura (só para efeito de comparação, são necessários 6.371 quilômetros para chegar até o centro do planeta).

 

O planeta possui 10 placas tectônicas, sendo elas: Placa do Pacífico, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa da América do Norte e Caribe, Placa da África, Placa da Antártida, Placa Indo-Australiana, Placa Euroasiática Oriental, Placa Euroasiática Ocidental e Placa das Filipinas.

 

Terremotos são tremores de terra provocados por atividade vulcânica, falhas geológicas e atritos entre placas tectônicas (que também são chamadas de placas litosféricas). Quando ocorre o acúmulo de pressão entre duas placas, a descarga de energia se transforma em terremotos.

 

Falhas geológicas são cisões ou rupturas de enormes blocos de pedra. Elas surgem pela pressão exercida por uma força, normalmente uma placa tectônica. Existem diversos tipos de falhas, entre as quais as transcorrentes ou laterais, em que duas placas contíguas deslizam uma sobre a outra.

 

A Falha de San Andreas (ou Santo André) é uma falha transcorrente que marca o limite entre a Placa do Pacífico e a Placa da América do Norte. Vista do alto, ela parece uma rachadura na terra (vide imagem acima).

 

A Placa do Pacífico desliza em torno de 5 milímetros e a da América do Norte, cerca de 14 milímetros por ano. Caso ocorra um grande terremoto na região, ela provavelmente se deslocará 8 metros na horizontal e 4 na vertical.

 

Com seus 1.300 quilômetros de extensão, a falha se estende de norte a sul da Califórnia.

 

Um estudo publicado recentemente pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos revelou que a Califórnia tem 99% de chance de sofrer um grande terremoto nos próximos 21 anos.

 

Acredita-se que exista um grande volume de energia acumulada no sul da Falha de San Andreas, mais precisamente nas proximidades da cidade de Los Angeles. Caso essa energia seja liberada, dará origem a terremoto de 6,7 graus ou mais na escala Richter.

 

Estimativas mais conservadoras apontam que, se houvesse um terremoto de 7 graus Richter em Los Angeles nesse momento, morreriam em torno de 2 mil pessoas. A quantidade de feridos chegaria a 50 mil. Já o prejuízos financeiros ultrapassariam os 200 bilhões de dólares.

 

O terremoto mais mortífero ocorrido na Califórnia ocorreu em São Francisco, em 1906, quando morreram 3 mil pessoas. Com 7,8 graus Richter, ele provocou incêndios que duraram dias e destruiu quase toda a infraestrutura da cidade.

 

A falha foi tema de um filme lançado em 2015, que no Brasil é conhecido como Terremoto: A Falha de San Andreas. Ele conta a história de um piloto do departamento de resgate de Los Angeles (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa (Carla Gugino), que tentam escapar da cidade após um grande temor e encontrar a filha em outro ponto da Califórnia.

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, BBC Brasil, Mundo Estranho.

 

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