A série de televisão Vikings vem há anos chamando a atenção para a história, tradições e costumes desse povo que habitava a Escandinávia. Mas você sabia que a maioria dos vikings tinha uma vida pacata, dedicada a cuidar da agricultura familiar? Descubra nas próximas linhas algumas curiosidades e detalhes interessantes sobre esse povo.

 

Os vikings não formavam um grupo homogêneo, muito pelo contrário. O território que hoje compreende a maior parte da Escandinávia era habitado por inúmeras tribos que guerreavam com frequência entre si. Aliás…

 

Eles sequer chamavam a si próprios de vikings! A palavra “viking” significa “ataque pirata” na língua nórdica antiga.

 

Esqueça os capacetes com chifres. É verdade que os vikings chegaram a usar capacetes, mas não há registros de que tenham utilizado esse capacete em especial. O mito de que os vikings tinham capacetes com chifres surgiu no século XIX, talvez inspirado em relatos de habitantes do norte feitos por antigos gregos e romanos.

 

Esqueça a falta de higiene. Os vikings são normalmente descritos como bárbaros avessos à higiene, mas pinças, lâminas de barbear, pentes e limpadores de ouvidos encontrados em sítios arqueológicos mostram o contrário. As evidências mostram que também se lavavam no mínimo uma vez por semana, ao contrário de outros europeus.

 

A escravidão e o tráfico de pessoas eram bastante comuns entre os vikings. Eles costumavam escravizar os jovens dos povos que derrotavam – anglo-saxões e eslavos, por exemplo – e vendê-los em outras partes da Europa, além do Oriente Médio.

 

Existem fortes evidências de que os vikings tenham chegado ao continente americano 500 anos antes de Cristóvão Colombo. O verdadeiro descobridor teria sido o viking Leif Eriksson, que teria conquistado uma terra chamada Vinland (“Terra das Vinhas”).

 

Os vikings não navegaram apenas pelo mar Báltico e norte do Atlântico, mas pelo Mediterrâneo. Chegaram no norte da África e antigo Império Bizantino. Existiu até um contingente viking que protegia o imperador bizantino.

 

Eles não navegavam somente com a intenção de saquear, mas de conquistar novas terras. Uma dessas terras foi a atual Islândia, colonizada por vikings provenientes da Noruega.

 

As mulheres vikings tinham mais liberdade do que outras mulheres de sua época. Embora casassem cedo e passassem a maior parte da vida cuidando do lar enquanto os maridos permaneciam fora, elas podiam herdar propriedades, pedir o divórcio e reaver seus dotes caso o casamento não desse certo.

 

É verdade que muitos vikings ganharam a vida como guerreiros e piratas, mas estavam longe de ser maioria. O grosso da população passava a vida cuidando da terra. Eles plantavam aveia, cevada e centeio (quando o tempo permitia, é claro), além de que criavam bois, cabras e porcos. A agricultura era normalmente de subsistência.

 

Um dos produtos mais comuns na culinária viking era o peixe. Eles eram preferencialmente capturados nos meses mais quentes e secos para serem consumidos durante o inverno (lembrando que os invernos escandinavos são bastante frios).

 

O padrão de beleza era o loiro. Mesmo os homens morenos faziam questão de clarear o cabelo e a barba com um sabonete com alto teor de soda cáustica para parecerem loiros, mas… suspeita-se que também fizessem isso para se livrarem de um bichinho muito incômodo: o piolho.

 

Os vikings faziam questão de ser sepultados em seus barcos. Eles acreditavam que as embarcações podiam conduzi-los em seu destino final. O detalhe é que chefes tribais e guerreiros distintos eram sepultados em barcos cheios de pertences pessoais (armas, joias e, acredite se quiser, até animais e/ou escravos sacrificados).

 

Nem sempre os barcos eram enterrados. Eles eram muitas vezes incendiados e deixados à deriva no mar.

 

Eles eram politeístas. Cultuavam deuses como Odin, o “pai de todos”; Thor, o deus do trovão; Balder, que era relacionado à sabedoria e justiça; Freya, deusa da fertilidade; e Loki, o deus da trapaça e da travessura.

 

Fenry Greyback, um lobisomem da saga Harry Potter, foi inspirado num lobo gigante feroz da mitologia viking.

 

Ragnar Lothbrok, personagem da série de televisão Vikings foi inspirado numa figura (provavelmente real) comum em poemas medievais.

 

Imagem acima: representação de Thor, o deus do trovão.

 

Fontes: Wikipédia, History Channel, National Geographic, Galileu.

 

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