Todos sabem que a múmia de Tutancâmon é a mais famosa do mundo, inclusive em virtude de sua belíssima máscara mortuária. Mas quem foi esse faraó? Como sua tumba foi descoberta? Descubra nas linhas a seguir os detalhes curiosos sobre a sua vida e sua morte.

 

Tutancâmon foi um faraó egípcio que morreu há mais de 30 séculos. Ele subiu ao trono aos 9 anos de idade e morreu muito jovem, com apenas 19 anos. Tornou-se o faraó mais conhecido nos tempos atuais em virtude da descoberta da sua tumba, com relíquias de valor inestimável. Uma das peças mais preciosas é a máscara mortuária, feita em ouro maciço.

 

Foram encontrados em sua tumba 5.398 objetos de vários tipos: porta-joias, caixas de cosméticos, sandálias, colares, pingentes, brincos e braceletes. Entre armas, foram encontradas arcos, clavas, adagas e escudos.

 

A tumba de Tutancâmon foi descoberta no Vale dos Reis, uma região na margem oeste do rio Nilo onde foram sepultados diversos faraós. Ele é visitado todos os anos por milhares de turistas. Detalhe: o Vale dos Reis é ponto de atração turística desde a antiguidade.

 

Tutancâmon era filho do faraó Akhenaton e Kiya, uma de suas esposas. Casou-se com Ankhesenamon, uma meia-irmã nascida da união de Akhenaton com Nefertiti.

 

Devoto do deus Aton, seu pai tentou instituir o monoteísmo no país. Chegou a mudar de nome, trocando Amenhotep por Akhenaton (“Servo de Aton”). A atitude desagradou em cheio milhares de sacerdotes, que fizeram o possível para derrubá-lo e restabelecer o politeísmo e o culto ao deus Amon. É por isso que quando assumiu o trono, Tutâncamon se chamava Tutâncaton.

 

Tutâncamon (“A Imagem Viva de Amon”) restabeleceu o politeísmo e a adoração a Amon. Mandou construir diversos templos e aumentou consideravelmente as oferendas aos deuses.

 

Tutancâmon era magro e tinha cerca de 1,67 metro de altura. Possuía crânio alongado e, ao que tudo indica, tinha um defeito em um dos pés. A dificuldade para andar explica as diversas bengalas encontradas em sua tumba.

 

O casal real não teve filhos, mas sabe-se que Ankhesenamon sofreu dois abortos. Os fetos mumificados de duas meninas – uma delas com deficiências físicas sérias – foram encontrados na tumba de Tutancâmon.

 

As representações em sua tumba, além das armas nela encontradas, demonstram que Tutancâmon gostava muito de caçar. Uma das cenas mostra Tut atirando com seu arco, enquanto um ajudante prepara outra flecha. Ele provavelmente caçava patos na região pantanosa do delta do Nilo e avestruzes e gazelas no deserto.

 

Acreditava-se que o faraó tenha morrido assassinado ou num acidente de biga, mas a autópsia da múmia deixa a entender que a provável causa podem ter sido complicações derivadas de problemas congênitos. Ele também teve malária, doença que talvez tenha acelerado a morte.

 

O corpo foi encontrado num sarcófago de quartzito vermelho dentro de três caixões em forma de múmia – dois deles de ouro maciço – que, por sua vez, estavam em quatro caixas embutidas. O faraó tinha uma máscara mortuária feita em ouro que cobria o rosto e os ombros.

 

A morte repentina do faraó levou os sacerdotes a utilizarem um túmulo inconcluso para o sepultamento. Em comparação com o túmulo de outros faraós, ele é também apertado. Acredita-se que esse túmulo tenha originariamente pertencido a um cortesão.

 

O túmulo foi descoberto pelo arqueólogo britânico Howard Carter, que tinha como principal financiador o compatriota Lorde Carnarvon. Dizem que quando Carter introduziu uma pequena vela em um buraco na porta de entrada, Carnarvon teria perguntado: “Viu alguma coisa?”. Ele respondeu: “Sim, coisas maravilhosas”.

 

As mortes repentinas de Lorde Carnarvon e de pessoas que participaram da descoberta do túmulo do rei Tut gerou uma lenda sobre uma possível maldição do faraó (Carnarvon faleceu apenas 5 meses depois da descoberta).

 

Através de modernas técnicas de investigação de crimes, os cientistas conseguiram “dar uma fisionomia” ao faraó (imagem menor acima). Para isso, usaram um crânio digital tridimensional e investigaram o tipo de pele de pessoas de sua época e idade.

 

Restauradores quebraram a máscara mortuária do faraó (mais propriamente a barbicha) e tentaram colá-la com um material grosseiro para isso: epóxi. O acidente gerou uma grande polêmica sobre os processos de restauração e cuidados nos museus do Egito.

 

A reconstituição do perfil genético do faraó revelou que metade dos homens europeus possuem “parentesco” com Tutancâmon. Curiosamente, essa mesma pesquisa chamou a atenção para o fato de que apenas 1% dos egípcios modernos são da “sua família”.

 

Egiptólogos britânicos e egípcios revelaram em setembro de 2 015 a existência de ranhuras no túmulo de Tutancâmon que indicam uma possível passagem para outra câmara. As suspeitas são de que essa suposta passagem conduza a um túmulo desconhecido, talvez da rainha Nefertiti.

 

Fontes: Wikipédia, Reuters, Veja, Aventuras na História, National Geographic, Biblioteca Egito – Tuntacâmon.

Share: