O moderno Estado de Israel declarou sua independência em 14 de maio de 1948. Seu centro financeiro é a cidade de Tel Aviv. Conheça alguns detalhes e descubra curiosidades sobre o Israel moderno nas linhas a seguir.

 

Embora a maior parte da população de Israel seja judia, não podemos afirmar que todo israelense é judeu. Existem israelenses muçulmanos, cristãos ortodoxos e drusos, por exemplo. A maior minoria étnica é formada pelos chamados árabes israelenses.

 

O sistema de governo israelense é democrático com sufrágio universal e parlamentarista.

 

As línguas mais faladas em Israel são o hebraico e o árabe.

 

Com 135 quilômetros, o território de Israel é muito pequeno. Tanto que é possível atravessá-lo de leste a oeste de carro em apenas duas horas.

 

O centro financeiro e cultural de Israel é a cidade de Tel Aviv. Detalhe: ela é também conhecida pela sua intensa vida noturna e por suas praias.

 

Tel Aviv possui cerca de 400 mil habitantes, mas faz parte de uma região metropolitana com mais de 3 milhões de pessoas.

 

Os arqueólogos acreditam que a cidade de Jerusalém foi fundada por povos semitas por volta do ano 2.600 antes de Cristo. Na tradição judaica, ela foi fundada por Sem e Éber, filho e neto de Noé.

 

Enquanto os judeus se referem a Jerusalém como “Cidade da Paz”, os árabes muçulmanos a tomam como “A Santa”.

 

Jerusalém é sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos. Depois de Meca e Medina, ela é a terceira cidade mais importante do islamismo. Os seguidores do Alcorão acreditam que o profeta Maomé ascendeu aos céus em Jerusalém.

 

Embora não seja reconhecida em todo o mundo como sua capital, Jerusalém é considerada pelos judeus a capital do Estado de Israel.

 

Ao longo da história, a cidade de Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.

 

Situada a cerca de 27 quilômetros de Jerusalém, a cidade de Jericó é tida pela arqueologia como a cidade mais antiga do mundo. Presume-se que Jericó tenha sido fundada no ano 9.000 antes de Cristo (isso mesmo, 10.500 anos antes do descobrimento do Brasil).

 

A primeira referência histórica a palavra Israel é, provavelmente, do 1.210 antes de Cristo, em uma inscrição em que o faraó egípcio Mernetapt comemora uma vitória contra as chamadas tribos de Canaã, entre elas Israel.

 

O cisma das tribos de Canaã ocorreu em 920 antes de Cristo, quando são fundados os reinos de Judá e Israel. Israel é dominada pelos assírios e Judá, pelos babilônios. É o rei persa Ciro quem liberta os judeus do antigo cativeiro da Babilônia.

 

Dois séculos depois do cativeiro da Babilônia, a região do atual Israel é dominada pelos macedônios. Pouco tempo depois, seria a vez dos romanos conquistarem toda a região.

 

Ocorreram diversas revoltas judaicas contra a dominação romana. A maior delas ocorreu no ano 70 antes de Cristo, quando os judeus são derrotados pelos romanos. A última, porém, aconteceu no ano 134 da nossa era, quando os romanos proíbem o judaísmo e renomeiam a região como Síria Palestina.

 

Com a queda de Roma, Jerusalém e a atual região da Palestina é administrada pelos bizantinos e, em seguida, pelos árabes muçulmanos. O califa Omar conquista pacificamente a cidade e permite que os judeus continuem a praticar a sua religião.

 

Os cruzados cristãos conquistam Jerusalém em 1099 depois de Cristo, porém, após um breve período de dominação, são derrotados pelo sultão curdo Saladino.

 

Os muçulmanos dominam a região até o século XX, quando é criado o Estado de Israel. Para os judeus, foi um feito histórico. Para os árabes palestinos foi “uma catástrofe”. Até hoje, os palestinos se referem ao ano da criação de Israel como o ano da “desgraça” (el-nakba).

 

Todos sabem que os primeiros sionistas liderados por Theodor Herzl desejavam fundar um Estado judeu. O que pouca gente sabe é que eles não pensaram apenas na região da Palestina. Eles pensaram em criar o Estado em territórios hoje pertencentes ao Chipre, Quênia e até Argentina.

 

Existe um grupo de judeus ultra-ortodoxos que rejeita a existência do Estado de Israel e luta pelos direitos dos palestinos. Chamado de Neturei Carta (ou “Guardiões da Cidade”, em aramaico), ele possui mais de 5 mil membros em todo o país.

 

Acredite se quiser, mas em 1952, o então primeiro-ministro Ben Gurion convidou ninguém menos que o físico de origem alemã Albert Einstein para assumir o cargo de presidente do Estado de Israel.

 

Todos os anos chegam cerca de mil cartas em Jerusalém endereçadas a ninguém menos que Deus.

 

Localizado na divisa entre Israel e Jordânia, o Mar Morto recebeu esse nome em virtude da alta salinidade das suas águas. Ele é 10 vezes mais salgado do que qualquer oceano.

 

A estrela no centro da bandeira israelense simboliza a Estrela de Davi.

Share: