Encravada entre a Sibéria e a China, no centro do continente asiático, a Mongólia é um país escassamente povoado. Grande parte da população é nômade. Outra parte significativa vive em Ulan Battor, a capital. Percorra os tópicos a seguir e descubra algumas curiosidades surpreendentes a seu respeito.

 

Apesar de ser o 19º maior país do mundo, a Mongólia é escassamente povoada. Ela possui apenas 3 milhões de habitantes. A maior parte da população – em torno de 38% – está concentrada na capital Ulan Battor.

 

A maior parte dos habitantes são de etnia mongol (por volta de 90%). Existe uma minoria formada por uigures, cazaques, chineses e outros povos.

 

Cerca de 30% da população mongol é nômade ou semi-nômade.

 

Mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza. Calcula-se também que 30% dos mongóis sejam subnutridos.

 

A religião predominante é o budismo.

 

Ulan Battor significa “Herói Vermelho”.

 

A principal província chinesa fronteiriça com a Mongólia chama-se Mongólia Interior. A Mongólia Interior é uma das províncias mais escassamente povoadas da superpopulosa China.

 

O principal responsável pela baixada densidade demográfica da região é, sem sombra de dúvida, o clima. Os invernos são extremamente rigorosos. Só para se ter uma ideia, a temperatura média anual em Ulan Battor é de -5º Celsius. No verão, ela dificilmente passa dos 15º C.

 

O que torna o clima rigoroso não é apenas a localização geográfica do país (próximo da Sibéria), mas as cadeias de montanhas e planaltos, que dominam a maior parte do território mongol. Por lá, a altitude média é de 1.500 metros.

 

Os esportes prediletos dos mongóis são a luta livre mongol, a corrida de cavalos e o arco e flecha.

 

Por falar em cavalos, você sabia que a Mongólia é o único país onde o número de cavalos supera o de pessoas?

 

Um dos alimentos mais representativos do país é a manteiga de leite de iaque. O chá de manteiga é largamente consumido em muitas regiões da Ásia.

 

As casas redondas típicas dos nômades da Mongólia e Mongólia Interior são chamadas de gers. Detalhe: elas são cobertas com plástico e lã. Detalhe ainda mais incrível: uma ger pode ser montada ou desmontada em menos de 30 minutos.

 

Os mongóis são orgulhosos de seu passado guerreiro e de seu antigo líder Gêngis Khan. Tanto que existem inúmeras estátuas dele em Ulan Battor, capital do país (uma delas em frente ao prédio do Parlamento). A maior é uma estátua equestre situada a cerca de uma hora da capital. A estátua mede 40 metros e pesa 250 toneladas. Custou US$ 4,1 milhões aos cofres do governo mongol.

 

O império mongol de Gêngis Khan (na verdade, um título que significa “chefe oceânico”) e seus descendentes foi o maior em extensão de que se tem notícia, indo do Oceano Pacífico ao Mar Cáspio. O mais incrível é que foi conquistado por Khan e sucessores no curto período de 75 anos.

 

Os mongóis de Gêngis Khan eram um povo disperso geograficamente, que não conhecia a escrita, não conhecia a agricultura, comia carne crua e viviam reclamando dos piolhos. Ou seja, era um povo considerado incivilizado até para os padrões da época.

 

A Mongólia da época de Khan era habitada por diversas tribos: quirquizes, oirates, merquitas, tártaros, caraítas e mongóis. Havia também uma grande diversidade religiosa (de muçulmanos a budistas e tribos xamânicas).

 

Os mongóis sempre foram cavaleiros e arqueiros habilidosos. Até hoje, as artes da montaria e do arco e flecha são valorizados pelos descendentes de Gêngis Khan.

 

O alfabeto mongol começou a se desenvolver logo após o início das campanhas de Gêngis Khan, influenciado por tribos dominadas como os uigures.

 

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