As celebrações do Natal sofreram influências da cultura alemã, italiana e norte-americana, entre outras. A árvore de Natal, por exemplo, surgiu na Alemanha. Conheça nas linhas a seguir algumas curiosidades sobre as origens e as tradições dessa que é uma das maiores festividades cristãs.

 

A árvore de Natal foi criada na Alemanha e tratava-se de um pinheiro enfeitado com maçãs. O primeiro registro sobre a montagem de uma árvore de Natal, no entanto, vem da Letônia, em 1510.

 

Afinal, em que dia devemos montar a árvore de Natal? E quando devemos desmontá-la? No Brasil, a tradição diz que a árvore deve ser montada em 6 de dezembro, dia de São Nicolau, e desmontada em 7 de janeiro, depois do Dia de Reis.

 

O hábito de comer peru no Natal surgiu em Plymouth, Massachussets, Estados Unidos, em 1621.

 

O primeiro presépio foi montado por São Francisco, na cidade de Assis, Itália, no séc. XII.

 

Papai Noel foi inspirado na figura de São Nicolau, que nasceu em Patras, Grécia, no séc. III (uma observação: os turcos alegam que Nicolau nasceu em seu território). Em alguns países, ele é chamado de Santa Claus. Em Portugal, é conhecido como Papai Natal.

 

Em países como a Rússia, a Igreja Ortodoxa comemora o Natal em 6 de janeiro.

 

Já ouviu falar na reconciliação de Natal? Não? Pois saiba que a reconciliação é comum na França. No dia de Natal, os franceses (ou uma grande parte deles) costumam visitar os seus inimigos para ser reconciliarem com eles. Para nós pode ser uma atitude esquisita, mas para os conterrâneos de Victor Hugo nada mais é do que uma atitude nobre.

 

Os indianos cristãos festejam o Natal decorando árvores típicas do país como a mangueira e a bananeira. Por isso, não se espante se for para a Índia em dezembro e topar com uma bananeira de Natal.

 

Na Letônia, a tradição ordena que o velhinho barbudo e vestido de vermelho presenteie as crianças por 12 dias seguidos. Dá até pena do Papai Noel.

 

Na Suécia, as festividades do Natal começam em 13 de dezembro, quando é comemorado o dia de Santa Luzia. Nesse dia, os suecos realizam uma procissão com tochas acesas.

 

Devido ao calor no hemisfério sul no final do ano, os sul-africanos realizam a ceia de Natal ao ar livre, normalmente no quintal de casa. Aliás, você sabia que na Austrália é normal comemorar o Natal na praia?

 

As crianças boazinhas ganham presentes no Natal, certo? E quanto as más, o que acontece com elas? Pelo menos na Áustria, os garotos e garotas que não foram bons tem muito com que se preocupar. No dia 5 de dezembro, os austríacos celebram o dia do Krampus, uma espécie de demônio que sai por aí castigando a meninada que não foi legal ao longo do ano. As pessoas saem às ruas fantasias do dito cujo e batendo uma nas outras com varas.

 

As comemorações do Natal foram proibidas pelos puritanos na Inglaterra do século XVII. Como os puritanos eram muito carolas, a explicação não podia ter sido outra: além de não ser mencionado na Bíblia, o Natal significava festa, comilança, preguiça… ou seja, tinha tudo a ver com o pecado. A repressão ao Natal não durou nem 10 anos. Com a restauração da monarquia, as festividades natalinas acabaram sendo retomadas.

 

Para os antigos romanos, 25 de dezembro era uma data festiva. A população homenageava a divindade que representava a luz, o bem e a solidariedade entre os humanos: o deus persa Mitra. Comilanças e trocas de presentes eram muito comuns nessa festividade. Muitos estudiosos acreditam que o hábito de distribuir presentes no Natal originou-se no culto de Mitra.

 

As homenagens a Mitra em 25 de dezembro vem de outro hábito ainda mais antigo: a celebração do solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte. A partir de 25 de dezembro, os dias começam a se tornar mais longos e as noites mais curtas. O solstício era comemorado na Mesopotâmia (imagine, a festa durava 12 dias!), no Egito (onde celebrava-se a passagem do deus Osíris para o reino dos mortos), na Grécia (onde o deus homenageado era Dionísio) e até em Stonehenge, no atual Reino Unido.

 

As celebrações coincidiam com as saturnálias, quando os romanos também homenageava o deus Saturno. Sacrifícios, banquetes, troca de presentes e cumprimentos eram muito comuns. A festança começava mais ou menos em 17 de dezembro e durava até 23 de dezembro. Instituir o Natal em 25 de dezembro seria uma maneira de angariar novos fiéis para o cristianismo e fazer com que, em uma Roma mais cristã, o povo tivesse o que fazer em 25 de dezembro.

 

Natal, a capital do estado do Rio Grande do Norte, recebeu esse nome porque foi fundada em 25 de dezembro. A província de Natal, na África do Sul (também chamada de Kwazulu-Natal) foi batizada com esse nome por ter sido descoberta pelos europeus durante o Natal.

 

Agora, uma última curiosidade: se fosse presentear todas as famílias do mundo, Papai Noel teria que percorrer 50 milhões de quilômetros e entrar em 2,5 bilhões de lares.

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