O que a doença de chagas, hanseníase e cólera, entre outras doenças, possuem em comum? Todas são transmitidas por parasitas. Descubra nas linhas a seguir algumas informações curiosas sobre essas criaturas que vivem às custas de outros seres vivos. Algumas são horríveis, e você irá se surpreender.

 

O termo parasita veio do grego “parásitos”, que significa, “aquele que come na mesa de outro”.

 

Segundo a Wikipédia, parasitas são organismos que vivem às custas de outros, seres que normalmente prejudicam o seu hospedeiro num processo chamado parasitismo. Parasitas dependem de outros seres para sobreviver. Mas é bom lembrar que…

 

Nem toda a associação entre dois seres vivos é prejudicial ao hospedeiro. O cupim, só para citar um exemplo, possui em seu intestino uma espécie de protozoário que o auxilia a digerir a celulose da madeira, formando uma associação conhecida como simbiose.

 

Os efeitos do parasitismo podem às vezes ser pequenos. É o caso dos piolhos que, na maioria dos casos, provocam apenas coceiras no hospedeiro.

 

Parasitas podem ser transmitidos de várias maneiras: picadas de insetos, água e alimentos contaminados, mãos sujas, contato com objetos usados por pessoas contaminadas e contato pessoal.

 

As doenças transmitidas por parasitas são chamadas parasitoses.

 

Os humanos são os únicos hospedeiros do piolho-da-púbis, insetos mais conhecidos como chatos. Os chatos normalmente infestam os pelos em torno dos órgãos genitais e são em grande parte dos casos transmitidos por contato sexual.

 

A pulga infesta animais e seres humanos. Foi ela a principal responsável pela transmissão do bacilo da peste negra, doença que devastou a Europa na Idade Média. Uma pulga consome por dia 15 vezes o próprio peso em sangue.

 

As moscas depositam os seus ovos sobre matéria orgânica em decomposição como restos de alimentos, fezes cadáveres etc. Uma fêmea bota em torno de 120 ovos, todos com menos de 1 milímetro. As larvas nascem de 8 a 24 horas após e se alimentam da matéria orgânica.

 

A picada da mosca tsé-tsé transmite um parasita chamado Trypanosoma brucei, que provoca letargia e sonolência. Chamada de doença do sono, essa enfermidade provoca ainda tremores, febre alta, dores intensas e convulsões, podendo levar a pessoa à morte.

 

Cochliomyia hominivorax é uma mosca que põe os seus ovos em feridas ou partes moles do corpo como pálpebras, mucosa nasal e ânus. Assim que nascem, as larvas começam a comer o hospedeiro ainda vivo (inclusive humanos!). As áreas infestadas se transformam em feridas asquerosas. O único modo de tratar esse tipo de infestação é retirando as larvas, uma por uma.

 

O Tunga penetrans é um inseto da família das pulgas que penetra na pele humana (detalhe: só a fêmea faz isso). É conhecido como bicho-de-pé e é comum nas áreas rurais do Brasil. Ele cava um buraco na pele da pessoa – geralmente no pé – e suga o seu sangue, causando coceira e inflamação. Em casos mais graves, pode abrir uma brecha para problemas como grangrena e até tétano.

 

O carrapato-estrela, ou Amblyomma cajennense, costuma parasitar animais domesticados como bois e, principalmente, cavalos. Também é encontrado em animais silvestres como a capivara. A sua picada transmite uma bactéria causadora de uma doença perigosa chamada febre maculosa.

 

A esquistossomose é uma parasitose causada por um verme da classe Trematoda. Ele penetra em caracóis, que contaminam seres humanos, que liberam através da urina e das fezes outros vermes que, por sua vez, contaminam os caracóis. Os sintomas da esquistossomose são febre, tosse seca, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça.

 

A escabiose ou sarna é transmitida por um minúsculo parasita chamado Sarcoptes scabei – na verdade, um tipo de ácaro –, que se instala na pele do hospedeiro provocando reações alérgicas e coceiras. A sarna é uma das principais causas de coceiras em seres humanos, afetando 300 milhões de pessoas no mundo todo.

 

A cisticercose é causada pela ingestão acidental dos ovos de um parasita chamado Taenia solium, ou simplesmente tênia. Ela é transmitida pelo consumo de carne suína mal preparada. A tênia se aloja em órgãos como músculos, coluna, olhos e cérebro do hospedeiro. A gravidade da doença depende do órgão afetado. Se a tênia estiver na coluna, pode causar dores e dificuldade de locomoção. Nos olhos, pode ocasionar cegueira. Mas no cérebro, ela provoca dores de cabeça, convulsões, confusão mental e até a morte. Mas…

 

O mito de que apenas a carne de porco transmite cisticercose precisa ser revisto. Na verdade, a cisticercose pode ser transmitida por qualquer tipo de carne, além de verduras mal lavadas. Com as técnicas usadas atualmente na suinocultura, a contaminação por carne de porco é cada vez mais rara.

 

Um das doenças mais comuns é a gastrite provocada pela Heliobacter pilori. Presume-se que metade da humanidade seja portadora desse parasita. Os sintomas da gastrite por H. pilori são bastante conhecidos: mal-estar gástrico, náuseas, sensação de empachamento do estômago, dores etc. A bactéria é identificada com a ajuda de uma endoscopia. O tratamento exige a combinação de três ou quatro medicamentos.

 

A Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, é um parasita que infesta células cutâneas e nervos periféricos da pessoa. Ela causa uma doença conhecida há milênios como lepra. Entre os seus sintomas estão queda de pelos como sobrancelhas, sensação de formigamento, perda de sensibilidade na área da pele, diminuição das força dos músculos da mãos e outras áreas afetadas, nódulos avermelhados e ulcerações de pernas e pés entre outros. O tratamento é ambulatorial e exige uma série de medicamentos. Mas uma das melhores formas de tratar é o diagnóstico precoce.

 

Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas ou mal de Chagas, é bastante comum no Brasil. Recebeu esse nome em referência ao seu descobridor, o brasileiro Carlos Chagas. Ela é transmitida pelas fezes do inseto do tipo Triatominae, o barbeiro. A doença de Chagas pode causar de inflamação nos gânglios a problemas cardíacos, de aumento do fígado a encefalite. A única forma de erradicar a doença é mantendo o inseto longe do convívio humano.

 

Já a Vibrio cholera é a bactéria transmissora da cólera. Ela se instala no intestino do hospedeiro provocando vômitos e fortíssimas diarreias. As fezes são líquidas e a perda excessiva de água pode fazer com que o hospedeiro se desidrate rapidamente, o que pode levar à morte. A Vibrio cholera é encontrada em lugares com pouco saneamento básico e é transmitida através de esgoto e água contaminada.

 

A ascaridíase é uma parasitose transmitida pelo verme Ascaris lumbricoides, popularmente conhecido como lombriga. As lombrigas infestam vários órgãos, principalmente o intestino, onde vivem cerca de dois anos.

 

Calcula-se que no início dos anos 2000 existia 1,3 bilhão de pessoas com lombrigas. Só na América do Sul eram cerca de 170 milhões de indivíduos.

 

A lombriga faz parte de uma família de seres vivos chamada nematóides. Das 30.000 espécies de nematóides estudadas, 20.000 são parasitas. Os menores nematóides medem cerca de 1 milímetro e o maior é chama-se Placentonema gigantissima, com cerca de 8 metros. O placentonema é encontrado em baleias.

 

Um dos mais horríveis parasitas é a ameba Naegleria fowleri. Se uma pessoa mergulhar em uma piscina ou lagoa com esse tipo de criatura, pode ser contaminada. Ela entrará pelo seu nariz e migrará até o cérebro, onde começara a usá-lo como refeição. Os hospedeiros geralmente morrem.

 

Obs: os dados aqui colhidos são de 1998 a 2015.

 

Fontes: Wikipedia, Brasil Escola, Super Interessante, Mundo Estranho, Drauzio Varella.com e ABC da Saúde

 

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