A nudez ainda é considerada tabu por muitos povos. Mas nem sempre foi assim. Durante o Império Romano, por exemplo, as pessoas costumavam tomar banhos nas termas, onde o nu era a regra. Confira nas linhas a seguir alguns fatos interessantes e curiosos sobre a nudez da antiguidade aos dias atuais.

 

Você estranhou as “tangas” dos espartanos no filme 300, de Zack Snyder? Pois saiba que os espartanos não usavam aquele tipo de tanga, eles combatiam nus (dizem que para criar resistência ao frio).

 

Nos jogos olímpicos da antiguidade, os atletas competiam nus e os juízes estavam geralmente despidos: era uma forma de atestar a não participação de mulheres nas competições.

 

Segundo a Bíblia, Adão e Eva – o primeiro casal criado por Deus – não tinham vergonha de sua nudez. A vergonha só teria surgido depois que eles comeram o fruto proibido da árvore do “conhecimento do bem e do mal”. Só então eles se deram conta de que estavam nus e tiveram vergonha de seus corpos.

 

Os antigos cristãos eram batizados nus em piscinas nas noites de sábado santo. Eles saiam da água nus “como Adão e Eva” e “renascidos para a vida eterna”. Tal costume durou mais ou menos até o século IX.

 

Os banhos públicos (as famosas termas) eram uma verdadeira instituição na antiga Roma. Havia banhos separados para homens e mulheres. Os banhos mistos foram mais comuns durante o Império.

 

As termas continham os chamados caldarium (locais para banhos de água quente), frigidarium (banhos de água fria) e sudatorium (uma espécie de sauna). Os romanos banhavam-se diariamente.

 

Apesar de terem sido usadas pelos romanos, as saunas praticamente desapareceram da Europa. Só retornaram à moda no século XII, trazidas do Oriente pelos cruzados. Elas, porém, voltaram a rarear com as epidemias que atingiram o continente europeu.

 

Na Idade Média, as pessoas dormiam nuas. Quer dizer, nem tão nuas assim: elas usavam gorros para se protegerem do frio. Marido, mulher, filhos e mesmo as visitas compartilhavam o mesmo leito.

 

O papa Adriano VI (1522-1523) ameaçou destruir a Capela Sistina, no Vaticano, por não se conformar com tamanha quantidade de corpos nus, em todas as posições, pintados por Michelangelo. Felizmente, Adriano VI morreu antes de dar cumprir o seu intento.

 

O naturismo é uma filosofia e um conjuntos de princípios que prega a harmonia com a natureza, a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática nudista. Em poucas palavras, ser naturista não significa apenas adotar o nudismo, mas seguir uma ética de respeito ao meio ambiente, ao outro e a si mesmo.

 

Oficialmente, existem 10 praias de nudismo no Brasil, mas acredita-se que esse número seja bem maior – algo em torno de 300. Uma das mais antigas e conhecidas é a Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

 

Alguns grupos naturistas pregam que o corpo humano foi a maior criação de Deus e, por isso, não é vergonhoso mantê-lo descoberto. São os “naturalistas cristãos”.

 

A primeira cena de nu frontal do cinema brasileiro foi feito pela atriz Norma Bengell, no filme Os Cafajestes, de 1962.

 

Existe uma brincadeira coletiva chamada No Pants Day (algo como Dia Sem Calças). Iniciada em Nova York em 2 002, a brincadeira propõe que os participantes cheguem vestidos ao metrô e tirem as calças nas plataformas e vagões. Cerca de 3 000 pessoas circulam só com a roupa de baixo pelo metrô novaiorquino. A brincadeira já se espalhou para 16 países e 43 cidades.

 

Os moradores da cidade de Laguna Niguel, no sul do estado norte-americano da Califórnia, organizam há mais de 30 anos um evento chamado “Mooning Amtrak” (“Mostrando o traseiro para o Amtrak”, em tradução livre, numa referência à empresa de trens Amtrak). O evento ocorre sempre em um dia específico do mês de julho. Consiste basicamente em baixar as calças e mostrar as nádegas para os passageiros de um trem que cruza a região. O último “Mooning Amtrak” contou com a participação de 10 mil bundas ,digo, participantes.

 

A documentarista Caroline Pochon e o jornalista Allan Rothschild lancaram na França um documentário e um livro chamados La Face Cacheé des Fesses (“A Face Oculta das Nádegas”, em tradução livre), duas obras sobre, como o próprio nome indica, a influência das nádegas na história da humanidade.

 

Responda: como se chama o ato de correr nu em locais públicos (normalmente com grande concentração de público)? Não sabe? Pois ele é chamado de streaking. O streaker (praticamente do streaking) se esconde em um local onde não é visto, tira toda a roupa e sai em disparada pelas ruas, estádios ou parques. A prática teve início nos anos 70 e ainda hoje tem simpatizantes.

 

Uma empresa russa resolveu lançar em 2014 uma campanha para mostrar como os anúncios publicitários com nus chamam a atenção. Para isso, ela afixou num caminhão um cartaz com um par de seios e a chamada “Eles atraem”. O problema foi que o caminhão provocou 517 acidentes nas ruas de Moscou. A empresa teve o veículo apreendido e ainda foi obrigada a indenizar todas as vítimas.

 

No Brasil, andar nu em locais não permitidos (uma grande avenida do Rio, por exemplo) é considerado crime de atentado violento ao pudor.

 

Existe uma lei em Singapura que proíbe os cidadãos dessa cidade-Estado de andarem nus dentro de casa. Já andar de cueca pode render três meses de prisão para o “infrator”.

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