Carlos Drummond de Andrade é um dos principais representantes da poesia moderna brasileira. Mas é também um grande cronista. Veja nas linhas a seguir algumas curiosidades a seu respeito. Você sabia, por exemplo, que ele sabia imitar com perfeição a letra dos outros?

 

O contista, cronista e poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade mineira de Itabira em 1902 e morreu no Rio de Janeiro em 1987.

 

Apesar de ter se formado em farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, nunca chegou a exercer a profissão.

 

O primeiro emprego de Drummond surgiu quando ele ainda era garoto, como caixa numa loja. Mais tarde, o poeta trabalhou como funcionário público, função exercida durante a maior parte da sua vida.

 

Fundou um periódico de vida breve – durou apenas três edições – chamado A Revista, que foi essencial para o desenvolvimento do Modernismo mineiro.

 

Foi editor e redator de quatro dos mais importantes jornais mineiros da sua época: Diário de Minas, Minas Gerais, O Estado de Minas e Diário da Tarde (detalhe: chegou a ser redator simultâneo desses três últimos).

 

Drummond trabalhou também no Imprensa Popular, um jornal de orientação comunista comando por Luís Carlos Prestes. Ficou pouco tempo por lá por discordar dos pontos de vista da publicação.

 

Publicou a sua primeira obra poética, Alguma Poesia (1930), quando tinha 28 anos de idade. O livro teve apenas 500 exemplares, pagos pelo próprio Drummond.

 

Drummond era um excelente tradutor. Além de obras de Balzac, Proust, Garcia Lorca e outros autores, traduzia músicas dos Beatles. As traduções das letras do The White Album, do grupo britânico, foram publicadas na revista Realidade (uma antiga publicação da editora Abril).

 

Gostava de escrever cartas e chegou a trocar uma intensa correspondência com Mário de Andrade, um dos intelectuais que mais o influenciaram.

 

Costumava assinar “Carlos”, “Drummond” ou “Carlos Drummond” no final das suas cartas. Jamais assinava o nome completo.

 

Arquivava todas as cartas que recebia com anotações com as respostas que enviava. Aliás, o seu arquivo de cartas possuía o nome de 1812 correspondentes, o que faz dele o maior do país.

 

Drummond imitava com perfeição a assinatura dos outros. Para poupar-se de mais trabalho, falsificava a assinatura do chefe da repartição pública em que trabalhava. Tinha também a mania de picotar papel e tecido. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”, dizia.

 

Gostava de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim e outros músicos brasileiros, mas deu sinais de que era um grande fã de Chico Buarque. “Gosto de Chico Buarque, nem é preciso dizer, com quem me sinto identificado”, disse certa vez em uma entrevista.

 

Drummond faleceu em virtude de um ataque cardíaco 12 dias após a morte de sua filha Maria Julieta, que foi vítima de câncer.

 

Seu último livro de poesia chama-se Farewell, que em português têm o sentido de “despedida”, “adeus”.

 

Teve a sua efígie impressa na nota de NCz$ 50,00 (cinquenta cruzados novos), que circulou entre os anos de 1988 e 1990.

 

Uma estátua em sua homenagem foi deixada na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde gostava de caminhar. O problema é que os óculos desse monumento são roubados com frequência, dando prejuízo para a prefeitura da cidade.

 

Itabira têm muito orgulho de ser a terra onde nasceu Drummond. Tanto que existem monumentos, institutos voltados para a cultura e nomes de ruas em sua homenagem na cidade.

 

Fontes: Wikipédia, Brasil Escola, Educar para Crescer, Folha de S. Paulo.

 

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