A Guerra de Troia foi um conflito entre diversas cidades-estados da Grécia e a cidade de Troia, localizada no território da atual Turquia.

 

Acredita-se que a Guerra de Troia tenha ocorrido há mais ou menos 3.500 anos – mais precisamente em algum ponto entre 1.500 e 1.200 antes de Cristo (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo).

 

Os mais antigos documentos literários sobre a Guerra de Troia são a Odisseia e a Ilíada, poemas épicos do poeta grego Homero. Ilíada vem de Ília, outro nome da cidade de Troia.

 

Existem inúmeras controvérsias a respeito da existência de Homero. Em virtude da falta de provas sobre o poeta, muitos historiadores estão convictos de que ele não tenha passado de um personagem lendário.

 

A Ilíada contém mais mitologia do que fatos e, por esse motivo, acreditou-se durante muito tempo que a Guerra de Troia fosse somente uma lenda. A descoberta das ruínas da cidade no século XIX e as evidências arqueológicas de que ela foi fortificada por volta de 1.200 antes de Cristo, no entanto, obrigaram os historiadores a considerar a ideia de que o conflito entre gregos e troianos tenha realmente acontecido.

 

Na versão mitológica, a guerra tem início quando o troiano Páris se apaixona pela bela Helena, esposa do rei espartano Menelau. Páris rapta Helena e a leva para Troia. Enfurecido, Menelau consegue reunir os líderes de outras cidades-estado gregas que, juntos, declaram guerra a Troia.

 

Na versão hollywoodiana estrelada pelo ator Brad Pitt, a guerra não parece ser muito longa. Na mitologia não é bem assim. Segundo Homero, os gregos sitiaram Troia por pelo menos 10 anos.

 

Os gregos reuniram uma gigantesca esquadra (algo em torno mil navios) em direção à Troia. Heróis mitológicos e os próprios deuses teriam, segundo Homero, se envolvido no conflito.

 

Foram anos de cerco e, mesmo assim, Troia parecida inexpugnável. Fingindo que desejavam a paz, os gregos deixaram um gigantesco cavalo de madeira nos portões da cidade. Entendendo ser aquele cavalo um troféu, ou “presente”, os troianos sugeriram que ele fosse levado para dentro. À noite, os homens armados que se encontravam no interior do cavalo abriram os portões e permitiram que as tropas gregas entrassem. Foi daí que surgiu a expressão “presente de grego”.

 

Sob o escuro da noite, os gregos atacaram e incendiaram Troia. Apanhados de surpresa, os habitantes foram massacrados. Dá-se aí o “fim mitológico” da história.

 

Com o término da guerra e a destruição de Troia, os gregos voltaram imediatamente para casa. Menelau e Helena também retornaram a Esparta. A única exceção foi o guerreiro Ulisses (ou Odisseu), que demorou 10 anos para voltar. A saga de Ulisses é contada no poema épico Odisseia.

 

Um dos heróis da Guerra de Troia foi o guerreiro Aquiles. Conta-se que, quando criança, Aquiles tornou-se invencível ao ser mergulhado num rio mágico. Ele era praticamente invulnerável, a não ser que alguém acertasse seu único ponto fraco: o calcanhar. Vem da daí a expressão “calcanhar de Aquiles” (uma referência ao ponto fraco de uma pessoa).

 

Micenas era a principal cidade grega na época da Guerra de Troia. É por isso que os gregos do período são chamados de micênicos.

 

As ruínas da Troia real foram descobertas no século XIX pelo arqueólogo Heinrich Schliemann. Interessante é que, ao longo dos anos, descobriu-se não apenas uma, mas nove Troias – uma erguida sobre os escombros da outra.

 

A última cidade erguida sob as ruínas de Troia foi abandonada no século V da nossa era.

 

A Guerra de Troia é um dos eventos mitológicos com maior número de adaptações para o cinema. As últimas foram Helena de Troia (2003) e Troia (2004). Recentemente, estreou no serviço de streaming Netflix um seriado de oito episódios (primeira temporada) chamado justamente Troia (Troy: Fall of a City, no original em inglês).

 

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