O império mongol de Gêngis Khan e seus descendentes foi o maior em extensão de que se tem notícia, indo do Oceano Pacífico ao Mar Cáspio. O mais incrível é que foi conquistado por Khan e sucessores em apenas 75 anos. Mas quem foi Gêngis Khan? Descubra algumas curiosidades (muito) interessantes a seu respeito.

 

Os mongóis pré-Gêngis Khan eram um povo disperso geograficamente, que não conhecia a escrita, nem a agricultura. Dizem ainda que comiam carne crua e viviam reclamando dos piolhos. Ou seja, era um povo considerado incivilizado até para os padrões da época.

 

Gêngis Khan não é um nome, mas um título cujo significado seria algo como “soberano supremo”. Mas…

 

Gêngis Khan era mais conhecido entre os mongóis como Cinggis Khan, título que significa “Chefe Oceânico”.

 

O nome verdadeiro de Gêngis Khan era Temudjin.

 

Temudjin nasceu em uma Mongólia dividida em clãs, cada um governado por um “cã” (senhor) que se impunha tanto pela descendência nobre como pela mais pura força.

 

A Mongólia era habitada por diversas tribos: quirquizes, oirates, merquitas, tártaros, caraítas e mongóis. Havia também uma grande diversidade religiosa (de budistas e tribos xamânicas).

 

O pai foi assassinado pelos tártaros quando Temudjin contava apenas 9 anos de idade. Curiosamente, foi entre os tártaros que Gêngis Khan recrutou boa parte de seus guerreiros.

 

Os mongóis sempre foram cavaleiros e arqueiros habilidosos. Até hoje, as artes da montaria e do arco e flecha são valorizados pelos descendentes de Gêngis Khan.

 

Chamar o exército mongol de cruel é pouco. Com exceção dos homens mais habilidosos e com funções que podiam ser úteis para o império, eles matavam quase todos os habitantes das cidades conquistadas. A população de Bukhara, no atual Usbequistão, foi massacrada. O mesmo ocorreu em Samarcanda, Heart e Ghazni. Em Bagdá (Iraque) e Delhi (Índia) quase todos os habitantes foram mortos (detalhe: cada uma contava cerca de 10.000 habitantes na época).

 

Depois de destruir, Gêngis Khan planejava a reconstrução. Se toda a população de uma determinada cidade era morta, ele mandava buscar pessoas que a substituísse.

 

Reza a lenda que todas as pessoas envolvidas no enterro de Gêngis Khan foram assassinadas para que ninguém descobrisse o local onde o líder foi enterrado. De fato, ninguém sabe onde repousam os restos mortais do antigo líder.

 

Os descendentes de Temudjin mais conhecidos foram Ogedei, Guyuk, Mogka, Kublai e Tamerlão.

 

Um dos poucos países a escapar da fúria mongol foi o Japão. Kublai Khan tentou invadi-lo duas vezes, mas sem sucesso. As forças navais mongóis, apoiadas por soldados chineses e coreanos, não conseguiram vencer o mar e as tempestades que isolavam o Japão do grande império erguido por Gêngis Khan.

 

O alfabeto mongol começou a se desenvolver logo após o início das campanhas de Gêngis Khan, influenciado por tribos dominadas como os uigures.

 

Os mongóis tem orgulho de seu passado guerreiro e seu antigo líder. Tanto que existem inúmeras estátuas de Gêngis em Ulan Battor, capital do país (uma delas em frente ao prédio do Parlamento). A maior é uma estátua equestre situada a cerca de uma hora da capital. A estátua mede 40 metros e pesa 250 toneladas. Custou US$ 4,1 milhões aos cofres do governo mongol.

 

Estudos realizados em 2002 revelaram que 8% da atual população do antigo império mongol é descendente de Gêngis Khan.

 

Entre o final dos anos 70 e início dos 80, existiu um grupo brasileiro de música pop chamado Gêngis Khan. Um de seus maiores sucessos foi uma canção chamada… Gêngis Khan.

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