Veja no texto abaixo uma série de curiosidades sobre as aves de rapina. Descubra algumas coisas que você devia saber sobre falcões, águias, gaviões, corujas e outras rapinantes. Você sabia, por exemplo, que os falcões são usados como aves de caça em diversos países?

 

Rapinantes ou aves de rapina são aves carnívoras que, em geral, possuem garras fortes, bicos pontiagudos e recurvados e uma impressionante visão de longo alcance.

 

Exemplos de aves de rapina: falcões, harpias, águias, açores, abutres, gaviões e corujas.

 

As rapinantes pertencem à classe das aves. As famílias são: Accipitridae, Pandionidade, Falconidae, Strigidae, Sagittariidae e Tytonidae.

 

As rapinantes representam 10% das espécies de aves e a maior parte é encontrada na América Latina. Só no Brasil existem 83 espécies.

 

Espécies do Brasil: gaviãozinho, carcará, suindara, harpia, águia cinzenta, gavião-tesoura, mocho-diabo, coruja-de-igreja, gavião-carijó, urubu-rei, falcão-peregrino, falcão-mateiro e gavião-preto, entre outras dezenas de aves.

 

A maior coruja do mundo é o bufo-real, com quase 2,76 metros de envergadura.

 

A menor ave de rapina do mundo é o falcãozinho asiático, do gênero Microhierax, que possui de 8 a 13 centímetros de comprimento. Os machos pesam cerca de 35 gramas.

 

O título de maior ave de rapina vai para o condor. A bem dizer, são duas espécies de condor: o condor-dos-andes e o condor-da-Califórnia, ambos com 1,3 metro de comprimentos e com asas que podem atingir 3 metros de envergadura.

 

A maior ave de rapina do Brasil é a harpia, com 1,15 metros e envergadura de 2,5 metros.

 

Você sabia que a harpia ganhou esse nome por causa do seu tamanho? Os primeiros exploradores da América batizaram a ave de harpia por que elas lembravam as monstruosas mulheres águias da mitologia grega.

 

Você sabia que a harpia se alimenta de macacos, cachorros do mato, bichos-preguiça e até filhotes de veado?

 

As águias e falcões são usados em brasões desde a antiguidade. Atualmente, eles figuram nos brasões dos Estados Unidos, Albânia, Alemanha, Panamá, Áustria, Romênia, México e Rússia, só para citar alguns países.

 

Considerado um símbolo da América Andina, o condor-dos-andes está presente nos brasões da Bolívia, Chile, Colômbia e Equador.

 

A ave símbolo dos Estados Unidos, presente no brasão e no selo do país, é conhecida como águia-de-cabeça-branca.

 

O brasão no centro da bandeira mexicana tem origem em uma lenda asteca sobre a fundação de Tenochtitlán, sua antiga capital. Segundo a lenda, os astecas, então um povo nômade, fundaram a cidade em um local onde foi vista uma águia pousada sobre um cacto e com uma serpente no bico. A visão foi interpretada como um sinal do deus da guerra Huitzilopochtli. Erguida em uma região pantanosa, Tenochtitlán deu origem a atual Cidade do México.

 

Você sabia também que a harpia está desenhada no brasão do estado do Paraná?

 

Águias, corujas e abutres simbolizam dezenas de equipes e associações esportivas ao redor do mundo. O mais conhecido exemplo é o gavião, símbolo da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians. Elas também viraram mascotes. É o caso da águia, mascote do Bayern de Munique, e do abutre, mascote do Flamengo do Rio de Janeiro.

 

Com uma visão mais aguçada do que a humana, as aves de rapina são capazes de enxergar uma presa a quilômetros de distância.

 

A ave de rapina mais veloz do mundo é o gavião-real. Quando desce em alta velocidade, prestes a capturar a presa – pombos, por exemplo –, ele atinge a marca de 250 quilômetros por hora. O choque é suficiente para matar a presa antes dela cair no chão.

 

Uma das aves de rapina mais curiosas é o quebra-ossos. Ele espera que as aves carniceiras devorem as carcaças dos animais mortos para engolir os ossos. O tamanho dos ossos não é problema. O quebra-ossos atira-os ao solo durante voo e depois engole os pedaços.

 

O dramaturgo Ésquilo, considerado por muitos como o criador da tragédia grega, morreu ao ser atingido na cabeça por uma tartaruga que uma águia deixou cair.

 

Você sabia que os falcões são usados como aves de caça no Oriente Médio e Ásia Central?

 

A moa era uma ave gigante (parente do avestruz) endêmica da Nova Zelândia, com o dobro da altura de um homem. Ela se extinguiu por causa da caça excessiva. O principal predador da Moa era a águia-de-haast, uma espécie gigante de águia. Só para se ter uma ideia do tamanho dessas rapinantes, suas asas tinham cerca de três metros de envergadura. Assim como sua principal presa, a águia-de-haast também desapareceu.

 

Com base num estudo genético sobre as aves, uma dupla de biólogos norte-americanos propôs uma nova classificação para os urubus. Eles concluíram que os urubus não são parentes das águias e falcões, mas das cegonhas.

 

O maior abutre (ou urubu, como ele é popularmente conhecido) do Brasil é o urubu-rei, com 56 centímetros de altura e 143 de envergadura.

 

Os urubus são desengonçados em terra, mas mestres no ar. Eles voam em grandes altitudes e aproveitam as correntes de ar quente para planar horas a fios.

 

Urubus voando perto de aeroportos são um perigo. Quer um exemplo? Só nos Estados Unidos, foram registrados mais de 16 000 colisões com essas aves em apenas 5 anos.

 

Como o urubu consegue comer carniça sem adoecer? Segundo os cientistas, a proeza é do estômago, que secreta um suco gástrico que neutraliza as bactérias e toxinas presentes na carne putrefata.

 

Você sabia que, para refrescar o corpo durante o calor, os urubus defecam e fazem xixi nas próprias pernas?

 

As corujas não contam apenas com a visão apurada para caçar, mas com uma audição extremamente eficiente. O detalhe em relação à visão é que elas não enxergam cores. Outro detalhe: como possuem olhos frontais, não tem uma visão global do ambiente.

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