Autor de livros como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis é reconhecido como um dos maiores escritores brasileiros. Mas o que você sabe sobre a sua vida? E o que aprendeu a respeito da sua obra? Descubra nos tópicos a seguir algumas curiosidades sobre esse grande gênio de literatura nacional.

 

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. O futuro escritor foi batizado na mesma igreja onde seus pais casaram.

 

O pai de Machado de Assis era um descendente de escravos que trabalhava como pintor de paredes. A mãe, portuguesa de Açores, faleceu quando Machado tinha 10 anos. Sua única irmã morreu vítima de sarampo com sete anos de idade.

 

Segundo os seus biógrafos, Machado nunca teve educação formal. Para ajudar a família, chegou a trabalhar como engraxate e vendedor de balas e doces.

 

O escritor era fluente em francês, língua que aprendeu com um padeiro. O alemão e o inglês Machado aprendeu estudando sozinho.

 

A caligrafia do escritor era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.

 

Machado de Assis tinha epilepsia. Além disso, o autor de O Alienista e Dom Casmurro, entre outras obras, era gago.

 

Aos 17 anos, Machado passou a trabalhar na Tipografia Nacional onde, ao ser flagrado lendo escondido, quase foi demitido.

 

O primeiro poema de Machado de Assis chama-se Ela, e foi publicado em 1855 na revista Marmota Fluminense. Na época, Machado contava apenas 15 anos.

 

O primeiro conto publicado em uma revista saiu em 1858, quando o escritor tinha 19 anos. O conto se chamava Três Tesouros Perdidos e também foi publicado na revista literária Marmota Fluminense.

 

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi Crisálidas, de poemas. Na época, Machado contava 35 anos de idade. O primeiro livro de contos – cujo título era Contos Fluminenses -, saiu no ano seguinte.

 

Carolina Machado, a esposa do escritor, era quatro anos mais velha que ele. O casamento só terminou depois de 35 anos, com a morte de Carolina. Dizem que era ela quem revisava os textos do escritor.

 

Como era comum na época, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em folhetins e só mais tarde lançado em livro.

 

Machado de Assis utilizou 21 pseudônimos ao longo da carreira. Na revista A Semana Ilustrada, usava o pseudônimo de Dr. Semana.

 

A obra de Machado de Assis tendia, no início para o Romantismo (como no caso da obra Helena). Mais tarde, ele abraçou o Realismo (como em Dom Casmurro).

 

Os principais romances de Machado de Assis são: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Helena, Quincas Borba, Esaú e Jacó, Memorial de Aires, Iaiá Garcia, O Alienista e A Mão e a Luva.

 

O jogo predileto de Machado de Assis era o xadrez. Ele participou do primeiro campeonato de xadrez disputado no Brasil. As peças usadas pelo escritor estão até hoje em exposição na ABL – Academia Brasileira de Letras.

 

A Academia Brasileira de Letras teve Machado de Assis como um de seus fundadores. Ao invés de ocupar a cadeira número 1, ele ficou com a 23. O patrono da cadeira número 1 foi o escritor cearense José de Alencar.

 

Machado era amigo de Mário de Alencar, filho do escritor cearense José de Alencar.

 

Machado escreveu em diversos jornais e revistas da sua época, entre os quais A Semana Ilustrada, Diário do Rio de Janeiro, Jornal das Famílias, Revista da Semana, Correio Mercantil e O Espelho.

 

Apesar de ser conhecido apenas como romancista e cronista, Machado era poeta e dramaturgo, chegando a escrever nove peças de teatro entre 1860 e 1906.

 

No total, ele escreveu sete livros de contos, cinco de poesia, nove de teatro e nove romances.

 

Em 1878, o escritor foi obrigado a passar uma temporada na cidade de Nova Friburgo para se tratar de uma infecção nos olhos.

 

Segundo alguns biógrafos, as últimas palavras de Machado de Assis antes de morrer foram: “A vida é boa”.

 

O discurso da cerimônia fúnebre de Machado de Assis foi feito por Rui Barbosa.

 

Machado foi sepultado no cemitério São João Batista, em 1908, mas seus restos mortais foram transferidos para a sede da Academia Brasileira de Letras, em 1999.

 

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