Michel de Montaigne foi um político, jurista, escritor e filósofo francês. Viveu numa época de intensa agitação social e guerras religiosas. Foi de certa forma o criador dos ensaios pessoais. Mas o que você sabe a respeito de Montaigne? Veja nas próximas linhas algumas curiosidades sobre a sua vida, além de frases de sua autoria.

 

Michel de Montaigne nasceu na região francesa da Nova Aquitânia, em 1533, e faleceu no mesmo local, em 1592.

 

Seu nome completo era Michel Eyquem de Montaigne.

 

Ele nasceu e morreu no Castelo de Montaigne, um castelo de propriedade de sua família, na Nova Aquitânia, que existe até hoje.

 

Montaigne era descendente de judeus portugueses por parte de mãe.

 

Passou uma fatia de sua infância sob os cuidados de um tutor que lhe falava somente em latim. Desse modo, podemos com toda a certeza dizer que a língua materna de Montaigne foi o latim.

 

Casou-se aos 32 anos, em 1565, com Françoise de La Chassagne, uma moça 11 anos mais jovem. Ambos tiveram seis filhos, dos quais apenas um sobreviveu.

 

Era tio de Joana de Lestonnac, fundadora da Ordem de Maria e mais tarde reconhecida pela Igreja Católica como Santa Joana de Lestonnac. A “Ordem” possui presença em quase 30 países atualmente, inclusive no Brasil.

 

Era grande amigo do filósofo Étienne de La Boétie, autor do texto Discurso da Servidão Voluntária, falecido aos 32 anos de idade. Em “Ensaio Sobre a Amizade”, um dos seus mais conhecidos escritos, Montaigne fez questão de homenagear La Boétie.

 

Os dois primeiros volumes dos Ensaios levaram nove anos para ficarem prontos. A obra completa foi lançada em três volumes.

 

Montaigne não era um moralista, não possuía nenhum sistema político e tampouco era um doutrinador. Interessava-se sobretudo pela compreensão do ser humano e, principalmente, de si mesmo. Suas maiores inspirações foram os grandes autores da antiguidade.

 

Michel adorava passar o tempo na biblioteca de uma das torres do castelo onde vivia. Foi nessa biblioteca que conheceu melhor as ideias de Sócrates, Epicuro, Sêneca e outros autores.

 

Alfabetizado em latim, Montaigne leu As Metamorfoses, de Virgílio, com apenas oito anos de idade.

 

Ele gostava bastante de citações e dizeres dos grandes autores clássicos, além de versículos da Bíblia. Costumava pintar citações em ripas de madeira pregadas horizontalmente na base de uma de suas prateleiras.

 

Tinha uma curiosidade imensa sobre os costumes dos povos do recém-descoberto continente americano. Um dos livros que leu com interesse foi Viagem à Terra do Brasil, de Jean de Léry, que o inspirou a escrever uma crítica ao etnocentrismo e preconceito.

 

Citações atribuídas a Montaigne:

 

“Quem teme o sofrimento sofre já aquilo que teme.”

 

“A mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas.”

 

“O silêncio, tal como a modéstia, ajuda muito numa conversação.”

 

“Saber de cor não é saber: é conservar aquilo que se guarda na memória.”

 

“A velhice faz mais rugas no espírito do que na cara.”

 

“Chorarmos por daqui a cem anos não estarmos vivos é loucura semelhante à de chorarmos por não termos vivido há cem anos”.

 

“Quando me contrariam, despertam-me a atenção, não a cólera: aproximo-me de quem me contradiz e instrui.”

 

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a ouve.”

 

Fontes: Wikipédia, As Consolações da Filosofia (Alain de Botton), UOL Educação, Citador.

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