Apesar de ser considerado o fundador da filosofia ocidental, Sócrates nada escreveu. Quase tudo o que se sabe sobre ele deve-se a seu discípulo Platão. Confira nas linhas a seguir algumas curtas curiosidades sobre a sua pessoa, bem como sobre o seu legado intelectual.

 

Sócrates era filho de um pedreiro e uma parteira. Nasceu na cidade-Estado de Atenas no ano 469 antes de Cristo.

 

Sabe-se pouquíssimo sobre sua vida, Mas é quase certo que tenha seguido a profissão do pai e lutado na Guerra do Peloponeso – conflito entre as cidades de Atenas e Esparta. Casou-se com uma mulher chamada Xantipa, com quem teve três filhos.

 

Sócrates vivia de maneira humilde. Costumava caminhar descalço pelas ruas de Atenas. Suas vestes davam muitas vezes a impressão de que era um mendigo.

 

Sócrates aparece como personagem nos livros do também filósofo Platão, como Apologia de Sócrates, Fédon e O Banquete.

 

Ele defendia o diálogo como método de educação e considerava de suma importância o contato direto com o interlocutor. Era seguido em grande parte pelos jovens, muitos pertencentes às mais ricas famílias de Atenas.

 

Sócrates jamais procurava respostas definitivas durante os debates dos quais participava, queria apenas investigar quais pilares sustentavam nossos conceitos. Para ele, a primeira tarefa da filosofia era compreender aquilo que somos.

 

Em relação à virtude, Sócrates acreditava que era o mais inestimável dos bens, e que nenhum ser humano podia ser realmente mal. Para ele, o mal resultava da falta de sabedoria e conhecimento.

 

O conhecimento do qual Sócrates falava não era propriamente do mundo, mas de si mesmo. Seria sobretudo “autoconhecimento”. A busca por esse saber era o caminho para a perfeição. Ajuda a definir a pessoa que realmente somos, bem como os passos que devemos seguir.

 

Sócrates utilizava com frequência a ironia e a maiêutica. A ironia consistia em levar o interlocutor a mostrar como era ignorante sobre suas próprias premissa, e a maiêutica, a despertar o conhecimento adormecido na mente. Ele não tentava convencer ninguém, mas levar as pessoas a cavar fundo até encontrar o mais precioso tesouro: a verdade.

 

Sócrates foi aos 70 anos de idade acusado de três delitos: não respeitar os deuses, introduzir novos deuses e corromper a juventude. Apesar da votação contra ele não ser numerosa, o veredicto foi pena de morte.

 

De acordo como Platão, o velho filósofo preferiu permanecer em Atenas a fugir, uma vez que as leis da cidade eram mais importantes do que a própria vida.

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, Mundo Estranho, O Livro da Filosofia (Ed. Globo, Enciclopédia do Estudante Estadão – Filosofia)

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