A Sibéria fica no extremo do norte da Ásia, entre os montes Urais e o oceano Pacífico. Abrange a maior parte do território russo. É uma das regiões mais geladas do planeta, onde a temperatura pode ultrapassar os 50º Celsius negativos. Descubra algumas curiosidades fascinantes sobre essa imensa e inóspita região.

 

A Sibéria compreende quase 60% do território da Rússia, o maior país do mundo.

 

As florestas de coníferas – também chamadas de floresta boreal ou taiga – ocupam a maior parte da Sibéria. O extremo norte predomina a tundra, um ecossistema constituído de gramíneas, musgos e líquens resistentes ao frio da região.

 

A maior floresta do mundo é a boreal. Ela cobre grandes extensões do norte da América, da Europa e da Ásia. Aliás, o país com a maior cobertura de florestas é a Rússia.

 

A cidade mais fria do mundo é Yakutsk, na Sibéria. No inverno, as temperaturas podem girar em torno de -50º Celsius (isso mesmo: 50 abaixo de zero!).

 

Uma das regiões mais remotas do mundo é a península de Kamtchatka, na costa do Pacífico. Além de extensas áreas de florestas, ela possui uma imensa cadeia de montanhas. Atividades vulcânicas e abalos sísmicos são comuns por lá.

 

Uma das principais reservas naturais da Rússia é a de Kronótski, em Kamtchatka. Suas extensas florestas, vulcões ativos e gêiseres atraem milhares de turistas todos os anos. O Vale dos Gêiseres é considerado uma das Sete Maravilhas da Rússia.

 

Localizado nas proximidades da cidade de Irkutsk, o Lago Baikal é o maior lago de água doce do planeta. É também o mais profundo, com 1.680 metros de profundidade. Ele é o habitat da única foca de água doce que existe.

 

Um dos maiores pântanos do planeta fica entre as cidades siberianas de Irtich e Orb. Chamado de Pântano de Vasiugan, ele é considerado umas reservas naturais mais bonitas da Rússia.

 

Para muitas pessoas, o animal típico da Sibéria é o urso. Trata-se de um estereótipo, embora a quantidade desses animais seja considerável. A Sibéria possui uma rica biodiversidade. Por lá são encontrados animais tão diferentes quanto falcões, renas, lobos, alces, esquilos, tigres e raposas.

 

O urso pode não ser o animal típico da Sibéria, mas certamente é da região de Kamtchatka. Eles são facilmente encontrados por lá, onde existem entre 15 mil e 30 mil desses animais.

 

A mais longa ferrovia do mundo é Transiberiana. Ela atravessa dois continentes (Europa e Ásia), 12 regiões e 87 cidades russas. Uma viagem de Moscou a Vladivostok, no extremo leste da Sibéria, dura 7 dias.

 

Existem mais de 120 mil rios na Rússia, grande parte na região da Sibéria. Devido ao frio inclemente na região, eles permanecem congelados na maior parte do ano.

 

Já foram encontrados corpos congelados de rinocerontes lanudos, leões das cavernas e mamutes ainda em perfeito estado de conservação no permafrost siberiano (o permafrost é um tipo de solo constituído de terra, rochas e gelo comum no Ártico).

 

Extintos há mais de 10 mil anos, os mamutes eram comuns na imensidão gelada do Ártico. A abundância desse animal fez do norte da Sibéria um verdadeiro manancial de fósseis. Agindo na clandestinidade, os caçadores de fósseis preferem as presas dos mamutes. Elas são contrabandeadas a peso de ouro para países como a China.

 

A Rússia é responsável por 1/4 de produção mundial de diamantes. A maior mina do planeta é a de Mirny, na Sibéria. Ela possui 1,2 mil metros de diâmetro e 525 de profundidade. Só para efeito de comparação, o Pão-de-Açúcar, no Rio de Janeiro, possui 395 metros de altura (ou seja, caberia com folga dentro dessa mina).

 

A maior extinção da história da Terra não foi a dos dinossauros, mas a chamada “grande extinção do Permiano”. Estima-se que 96% da vida marinha e 70% da vida terrestre tenha sido eliminada durante esse evento. A causa foi provavelmente uma série de erupções vulcânicas catastróficas ocorrida onde hoje é a Sibéria. Além de provocar um sufocante efeito estufa, essas erupções lançaram milhões de toneladas de gases tóxicos na atmosfera.

 

Fala-se muito dos campos de concentração nazistas e poucos dos campos soviéticos. Chamados de gulags, esses campos receberam milhões de prisioneiros, normalmente submetidos a trabalhos forçados. Eram em grande parte prisioneiros de guerra e presos políticos. Acredita-se que mais um milhão de pessoas tenham morrido nesses campos de concentração, principalmente na era Stálin. Detalhe: quase todos ficavam na Sibéria.

 

Fontes: Wikipédia, História Viva, Gazeta Russa, Viagem e Turismo, O Estado de S. Paulo, G1.

 

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