A Mesopotâmia é uma região entre os rios Tigre e Eufrates, no território do atual Iraque. Mesopotâmia quer dizer “terra entre rios” (do gregos “mesos”, que significa “entre”; e “potamus”, que quer dizer “rios). Foi lá que se fixaram povos como os assírios, caldeus e babilônios. Veja algumas informações interessantes nas linhas a seguir.

 

Os rios Tigre e Eufrates nascem no leste da Turquia, atravessam o território do atual Iraque e desembocam no Golfo Pérsico.

 

A Mesopotâmia é parte de uma região por muitos chamada de Crescente Fértil. O Crescente Fértil compreende os atuais Iraque, Síria, Israel e Egito. Ela tem o formato de um arco que muito lembra uma lua crescente.

 

Tudo indica que as primeiras civilizações da história surgiram nessa região, bem como às margens do rio Nilo. Alguns historiadores consideram que também foi lá que apareceram a agricultura, a criação de animais e a escrita.

 

A Mesopotâmia foi habitada por diversas civilizações, entre elas os sumérios, os assírios e os babilônios. Por lá também passaram hebreus, persas, gregos e mongóis.

 

As principais cidades da Mesopotâmia foram Ur, Uruk, Nínive, Babilônia, Akkad, Kish, Hatra, Babel, Acádia e Nimrud.

 

Os povos que habitaram a Mesopotâmia falavam línguas semitas, um conjunto linguístico do qual fazem parte o hebraico e o árabe. Entre as línguas semíticas, vale lembrar do caldeu, do assírio, do acadiano e do ugarítico.

 

O primeiro povo a dominar a Mesopotâmia foi o sumério. Ele se fixou próximo ao Golfo Pérsico, no sul da região. Fundaram cidades como Ur, Uruk e Lagash.

 

Foram os sumérios que desenvolveram a escrita cuneiforme em 3.500 antes de Cristo, um tipo de escrita feita com objetos em forma de cunha. Os primeiros registros foram feitos em tabuletas de argila.

 

A Suméria foi dominada pelos acádios e, mais tarde, pelos amoritas, que criaram o Primeiro Império Babilônico.

 

O Império Babilônico tinha como capital a cidade da Babilônia, vindo daí o nome do Império.

 

Com a decadência da Babilônia, a Mesopotâmia foi totalmente dominada pelos assírios. A primeira capital do Império Assírio foi Assur. Depois, foi a vez de Nínive ser a capital.

 

Os babilônicos dominaram Nínive e subjugaram os assírios, fundando o Segundo Império Babilônico. Esse império também foi chamado de Império Caldeu. Foi nessa época que foram erguidos os míticos jardins suspensos da Babilônia.

 

Os jardins suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. Dizem que foi um presente do rei Nabucodonosor à sua esposa. Uma curiosidade muito interessante: Os jardins suspensos da Babilônia continham berinjelas, cebolas, pepinos e árvores frutíferas.

 

Babilônia foi dominada pelo líder persa Ciro II no ano de 539 antes de Cristo, transformando-a em província de seu império. Mas tarde foi a vez dos macedônios conquistarem a região.

 

O cativeiro da Babilônia foi a deportação em massa de judeus para a Babilônia, ordenada por Nabucodonosor II, o mais poderoso rei da Babilônia. Consta que durou 70 anos, só terminando com a conquista da região pelos persas.

 

Os templos mesopotâmicos mais comuns eram os zigurates. Os zigurates tinham forma de pirâmide planada, com camadas construídas umas sobre as outras. O zigurate mais conhecida da história é a torre de Babel, localizada na cidade de mesmo nome. A torre de Babel é citada no mito bíblico sobre as origens das línguas.

 

O mito do dilúvio universal provavelmente surgiu na Mesopotâmia. Ele é conhecido por muitos historiadores como parte da Epopeia de Gilgamesh. Outro mito hebraico que também pode ter origem na Mesopotâmia é o da criação do mundo.

 

Foram os caldeus que estabeleceram a divisão do ano em 12 meses, da semana em 7 dias, da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.

 

O Código de Hamurabi foi um conjunto de leis criado na Mesopotâmia pelo rei Hamurabi. Um dos pontos principais do código foi a lei de talião, a famosa lei do “olho por olho dente por dente”.

 

O Código de Hamurabi, rei da antiga Babilônia, continha leis sobre a fabricação e a comercialização da cerveja, além de deveres e direitos dos frequentadores das tabernas.

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