Alexandre nasceu provavelmente no ano 356 antes de Cristo, na cidade de Pela, capital do antigo reino da Macedônia.

 

Era filho de Filipe II, rei da Macedônia. Filipe reorganizou o seu exército e criou a falange macedônica – uma unidade com soldados com lanças até 3 metros maiores do que as comuns – com o intuito de conquistar a Grécia e posteriormente a Ásia Menor, região que na época estava em poder dos persas.

 

Depois de conquistar os ilírios, os trácios e os peônios, Filipe lançou-se na conquista da Grécia. Aproveitou-se que as cidades-Estados gregas estavam em decadência para derrotá-las na batalha de Queroneia. Dois anos depois, ele seria assassinado por um dos seus guarda-costas.

 

Podemos citar entre os feitos de Filipe II a unificação das cidades-Estados gregas e a paz duradoura entre elas. Pela primeira vez na história, a Grécia tornava-se uma confederação. Até então, ela era um conjunto de mini-Estados que vez ou outra entravam em conflito, entre as quais Atenas, Esparta e Tebas.

 

Alexandre foi educado até o 16 anos por ninguém menos que Aristóteles. Nascido na cidade de Estagira, o filósofo deixou escritos que abrangem diversos assuntos: biologia, física, metafísica, ética, política, drama e poesia. Aristóteles foi ao lado de seus predecessores Platão e Sócrates, um dos fundadores da filosofia ocidental.

 

Alexandre herdou um reino unificado e um exército forte, com o qual resolveu dar continuidade aos planos imperialistas de seu pai. Com a frase “Nada mudou, exceto o nome do rei”, lançou-se em suas empreitadas no território asiático.

 

Dizem que quando destruiu a cidade de Tebas, um dos últimos bastiões resistentes na Grécia, Alexandre deixou apenas a residência do poeta Píndaro em pé.

 

Em 334 antes de Cristo, Alexandre dominou a Ásia Menor (correspondente ao atual território da Turquia) e em seguida a Fenícia, Síria, Palestina, Egito e Império Persa. Menos de sete anos depois, chegou ao atual território da Índia.

 

O Império de Alexandre só perdia em extensão para o romano, sendo o segundo maior da antiguidade. Começava no norte da Grécia e terminava no que hoje é o norte da Índia. Abrangia territórios de países conhecidos atualmente como Turquia, Líbano, Síria, Iraque, Irã, Paquistão e Afeganistão.

 

Fundou cerca de 20 cidades que levavam o seu nome, sendo a mais conhecida a egípcia Alexandria. Foi nela que viveu a rainha Cleópatra, descendente de um de seus generais. Foi também em Alexandria que surgiu a famosa biblioteca e o grande farol.

 

Permitiu que apenas três artistas fizessem seu retrato: o escultor Lisipo, o lapidor de pedras preciosas Pirgoteles e o pintor Apeles. As cópias deixadas por Lisipo e as descrições da época definem Alexandre como um homem baixo (provavelmente 1,50 metros de altura), com cabelos longos cacheados, barba rala e pele clara com tons avermelhados no rosto.

 

Alexandre tinha uma obsessão pela Ilíada, do poeta Homero. Considerava-o um manual de guerra e levava um exemplar em todas as suas campanhas. Costumava mantê-lo sob o travesseiro juntamente com um punhal. Quando conquistou a Ásia Menor, fez questão de conhecer as ruínas da lendária cidade de Troia.

 

Foi na capital de seu imenso Império, a cidade da Babilônia, que Alexandre morreu em 323 antes de Cristo, vítima de uma febre (alguns cientistas suspeitam que tenha sido malária).

 

O Império foi disputado por seus generais, que lutaram entre si. Ao final, ele foi dividido entre Seleuco (que ficou com a Pérsia, Mesopotâmia e Síria), Cassandro (que ficou com a Macedônia e Grécia), Lisímaco (Ásia Menor e Trácia) e Ptolomeu (Egito).

 

Uma das principais consequências da conquista do Egito e Oriente foi a fusão da cultura grega com as culturas locais, dando origem ao que os historiadores chamam de helenismo. Houve uma intensificação do comércio e grande valorização das artes e ciências. Até a conquista do Oriente pelos romanos, a cultura helênica foi predominante na região.

 

No Egito, floresceu a dinastia dos ptolomeus, que ajudou a fundir a cultura local com a grega. Até hoje são encontrados por lá vestígios de templos gregos e até múmias com feições de povos europeus.

 

Fontes: Wikipédia, História Geral – Antiga e Medieval, Pesquisas de Conhecer, National Geographic Brasil.

 

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