O Haiti divide com a República Dominicana a ilha de Hispaniola, a segunda maior ilha do Caribe. A ilha de Hispaniola é também chamada de Ilha de São Domingos.

 

O primeiro europeu a aportar na ilha de Hispaniola foi o descobrir Cristóvão Colombo. Aliás, foi lá que ocorreu a descoberta da América.

 

Os nativos do Haiti eram os tainós, um povo que chamava a sua terra de Ayti, que significa “Terra de Montanhas”. Foi daí que surgiu o nome do país.

 

A imensa maioria dos haitianos é descendente de escravos africanos levados para o Caribe pelos colonizadores franceses.

 

O Haiti é ao lado de nações como Canadá (região de Quebec) e Guiana Francesa, um dos poucos países da América onde a língua oficial é o francês. Outra língua oficial é o crioulo, falado por quase 90% da população.

 

Quase 90% das palavras do crioulo são de origem francesa. O detalhe é que ela possui um vasto número de termos de origem indígena e africana (iorubá, fon, ewé…).

 

O Haiti foi o segundo país do continente a conquistar a independência, depois dos Estados Unidos. O movimento de independência começou com uma revolta de escravos contra os senhores franceses.

 

Com apenas 9,8 milhões de habitantes, o Haiti tem menos gente do que a Grande São Paulo. O que mais chama a atenção, no entanto, é que metade da população nasceu depois de 1990.

 

Com 1,2 milhão de habitantes, Porto Príncipe é a cidade mais populosa do país. Outras cidades com grande contingente populacional são Carrefour, Delmas e Pétionville.

 

O Haiti é o país mais pobre do continente americano, e um dos mais pobres do mundo. Oitenta por cento dos haitianos vivem em pobreza absoluta. Apenas 53% da população sabe ler e escrever.

 

A maior parte da população do país – em torno de 79% – ainda vive em áreas rurais.

 

Os pobres gastam entre 60% e 70% da renda com alimentos. Entre 25% e 40% das crianças haitianas são desnutridas.

 

Em virtude da pobreza e falta de perspectivas, milhões de haitianos migraram para outros países. Tanto é que existem grandes contingentes de imigrantes nos Estados Unidos, Canadá, República Dominicana, Cuba, França e Brasil.

 

Os haitianos que migram para o Brasil normalmente entram no país através do Acre. De lá, eles seguem para estados como São Paulo e Paraná.

 

O terremoto que devastou o Haiti em 2010 – especialmente a região de Porto Príncipe, cabe aqui lembrar – afetou mais de 2 milhões de haitianos e matou entre 100 mil e 200 mil pessoas. Segundo as autoridades do país, 80 mil corpos foram enterrados em valas comuns.

 

O Haiti é um dos países mais sujeitos a desastres naturais do hemisfério ocidental. Os furacões, por exemplo, são frequentes. A temporada de furacões de 2008 foi uma das mais devastadoras da história, destruindo quase 70% da lavoura haitiana.

 

Acredite se quiser, mas as florestas originais do Haiti foram completamente destruídas. Os animais nativos são quase inexistentes. As principais causas da devastação foram a agricultura improdutiva e a extração de madeira para a indústria carvoeira.

 

Porto Príncipe é uma cidade pobre. Cinco anos depois do terremoto que devastou a região, a quantidade de escombros ainda era grande. Outro detalhe que não passa despercebido: o lixo acumulado nas ruas. A coleta é inexistente, o que faz do haitiano um povo cercado de lixo.

 

A maioria dos haitianos professa o catolicismo romano, seguido do protestantismo e outras religiões. Grande parte da população, no entanto, participa de rituais de uma religião de origem africana como o nosso candomblé: o vodu.

 

Após a morte do líder da independência Toussaint L´Ouverture, o país passou a ser governado por Jean-Jacques Dessalines, que se proclamou imperador haitiano e mandou matar a maioria dos europeus que ainda viviam lá.

 

Um dos passatempos preferidos dos haitianos é a rinha de galos. O dono do galo vencedor ganha menos de US$ 100 por luta, valor considerado uma fortuna num país onde a população vive em pobreza absoluta.

 

É difícil de acreditar, mas os haitianos não costumam acenar a mão quando se despedem de uma pessoa. Isso porque as milícias da família Duvalier – uma dinastia de ditadores – tinha por hábito apontar o dedo para os opositores e agitar as mãos na altura do pescoço para indicar que eles seriam executados.

 

Outra interessante curiosidade: os homens haitianos não andam sem camisa. Durante a era colonial, só os escravos andavam descamisados. Por isso, os haitianos vinculam a falta dessa vestimenta à sofrida época da escravidão.

 

Fontes: Wikipédia, Terra, Enciclopédia Ilustrada Folha, Almanaque Abril, O Globo.

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