Samurais eram soldados da aristocracia japonesa, senhores feudais conhecidos como daimyos. Foram durante séculos a mais prestigiada classe do país. O código de conduta samurai é ainda hoje conhecido como bushido (cujo significado literal é “caminho do guerreiro”).

 

A palavra samurai significa “aquele que presta serviços”.

 

O bushido possuía 7 princípios, que consideravam a benevolência, a polidez, a honestidade, a lealdade, o dever, a coragem e a bravura heróica. Para um samurai, viver era arriscado e perigoso. A própria vida exigia coragem e o medo devia ser substituído pelo respeito e a cautela.

 

A classe guerreira dominou a história do Japão entre os anos de 1185 e 1867, ou seja, durante um período de sete séculos. O apogeu dos samurais deu-se durante o período Edo (1603 a 1867).

 

Os primeiros samurais foram treinados em regime privado. Durante o século XV, os milhares de samurais espalhados pelo Japão guerrearam pelos clãs que dominavam o país (lembrando que o Japão foi durante muito tempo um país feudal). Esse período tornou-se conhecido como Senzoku Jidai (Era do País em Guerra).

 

A mais famosa batalha da história do Japão foi a Batalha de Sekigahara (1606), que envolveu mais de 150 mil samurais lutando por dezenas de clãs. O grande vencedor foi Tokukawa Ieyasu, que unificou o país.

 

Para evitar a desonra da derrota, os samurais praticavam o seppuku. Também conhecido como haraquiri, essa forma de suicídio ritual consistia em rasgar lentamente o próprio ventre enquanto um outro samurai garantia que a cabeça fosse decepada para que o suicida não permanecesse vivo. Mas, por diversos motivos, nem sempre o seppuku era praticado. Então…

 

Quando um senhor era derrotado, o interior do país era tomado por milhares de samurais desempregados, os chamados ronins. Os ronins (literalmente, “homens-onda”), seguiam sem destino, fazendo pequenos serviços em troca de alimentos.

 

Além de manejar as espadas (uma curta e uma longa), os samurais empenhavam-se em arranjos florais, praticavam caligrafia (uma arte bastante apreciada em algumas civilizações orientais), escreviam poesias, oficiavam cerimônias do chá e assistiam peças do teatro nô. Chegavam a dar festas para apreciar a floração das sakuras, as cerejeiras.

 

A katana, a espada-padrão dos samurais, não era apenas uma arma, mas parte da alma do guerreiro. Consta que Miyamoto Musashi, o mais famoso samurai da história, evitava tomar banho para não ficar longe de suas duas espadas.

 

Os samurais usavam dois tipos de espadas super-afiadas. A mais curta era a wakisashi, mais utilizada em lutas em ambientas fechados. Com cerca de 90 centímetros, a katana costumava ser usada durante os enfrentamentos em lugares abertos.

 

Feita de materiais diversos, as armaduras samurais eram leves. Continham partes como o kotê (para proteger braços e punhos), o dô (para o abdome), kusazuri (virilha e coxas) e suneate (canelas e joelhos). Na proteção da cabeça, usava-se o capacete. Alguns samurais também usavam máscaras.

 

Chamados de kabutos, os capacetes simbolizavam o poder e o status. Muitos tinham ornamentos como chifres, usados provavelmente para intimidar os adversários. Era essa também a função da máscara ou viseira, conhecida como mempô (aliás, era comum que tivessem formas demoníacas e assustadoras).

 

A classe samurai entrou em decadência com a modernização do Japão, ocorrida a partir dos anos 1870. Com a abertura dos portos locais ao comércio exterior e a cada vez mais forte influência ocidental na cultura japonesa, não restava outro destino aos lendários guerreiros senão a extinção.

 

Uma última curiosidade: a Câmara Municipal de São Paulo instituiu o dia 24 de abril como Dia do Samurai, em homenagem ao nipo-brasileiro Jorge Kishikawa, que ajudou a difundir as artes samurais no Brasil. O Dia do Samurai é também comemorado em diversas cidades e estados brasileiros.

 

Fontes: Wikipédia, National Geographic Brasil, Mundo Estranho, Aventuras na História, Japão em Foco.

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