No início dos anos 2010, a Síria mergulhou numa guerra que matou milhares de pessoas e gerou um grande fluxo migratório em direção a países como Jordânia, Turquia e Alemanha. Parte do país foi dominada por um grupo radical religioso. Confira nas linhas a seguir algumas curiosidades sobre a população e a história da Síria.

 

O nome oficial do país é República Árabe da Síria.

 

A maior parte da população árabe (cerca de 90%) pertence à etnia árabe, mas a Síria também possui um grande contingente de curdos, turcos e armênios. O islamismo é a religião predominante.

 

Cerca de 10% da população é constituída de cristãos, em sua maioria de ritos ortodoxos e gregos. Detalhe: a quantidade de cristãos caiu com a Guerra da Síria e os ataques do grupo mega-terrorista Estado Islâmico.

 

As principais cidades da Síria são: Damasco (a capital), Alepo, Tartus e Homs. A capital é a cidade de Damasco.

 

O país é governado por Bashar Al-Assad, herdeiro do ex-presidente Hafez Al-Assad. O detalhe é que Bashar era o segundo na linha sucessória do pai. Ele só se tornou herdeiro (e presidente, com a morte do pai em 2000) depois que seu irmão, Basil Al-Assad morreu num acidente de carro. O clã Assad está no poder há 40 anos.

 

O país é governado pelo partido Baath, de Hafez e Bashar Al-Assad, desde 1963 e vive em estado de sítio há mais de 40 anos.

 

Síria e Israel estão em estado de guerra desde 1948. Em 1967, Israel tomou as Colinas de Golã, o que acirrou ainda mais os atritos entre os dois países.

 

As Colinas de Golã foram ocupadas pelos israelenses em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Ela foi um conflito envolvendo Síria, Jordânia e Egito contra Israel.

 

A Síria é continuamente acusada por Israel de armar grupos insurgentes islâmicos do Sul do Líbano, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

 

Assim como o Líbano, Iraque, Jordânia, Israel e outros países da região, a Síria fez parte do antigo Império Otomano. Também foi durante um bom tempo colônia francesa.

 

Damasco foi capital do Império Omíada, a primeira dinastia de califas depois do profeta Maomé. O Império abrangia os atuais Iraque, Egito, Jordânia, Israel, Líbano, Irã, Armênia, Israel e a própria Síria.

 

Por falar em Damasco, você sabia que ela é uma das cidades mais antigas habitadas continuamente do mundo? Quer dizer, ela é habitada há mais de 5 mil anos.

 

Outra curiosidade: uma das cidades-irmãs de Damasco é a brasileiríssima São Paulo.

 

Damasco é um importante centro de peregrinação xiita. Os peregrinos vêm de diversas partes do Oriente Médio e Irã para visitar o santuário de Sayidda Zeinab, neta do profeta Maomé.

 

Mais uma curiosidade: o apóstolo Paulo se converteu ao cristianismo a caminho de Damasco.

 

O artesanato sírio é apreciado no mundo todo, em especial os tecidos de seda, os trabalhos em vidro e os trabalhos em metal. As espadas sírias foram sempre valorizadas no Oriente Médio e em outras regiões.

 

Sírios e libaneses imigraram em massa para a América do Sul na época do Império Otomano. Um dos países que mais recebeu imigrantes foi o Brasil, sendo que a maioria se concentrou na região Sudeste. Outro país a receber enormes contingentes de imigrantes sírios foi a Argentina.

 

O governo de Bashar Al-Assad enfrentou em 2011 uma revolta popular que culminou numa guerra civil com mais de 200 mil mortos. Tal revolta foi influenciada pelos protestos pró-democracia na Tunísia, no Egito e na Líbia.

 

Com o governo enfraquecido em virtude da guerra civil, partes do território sírio foram dominados por um grupo extremista chamado Estado Islâmico. A visão distorcida e radical das leis islâmicas feita pelo EI impôs o terror em quase todo o território por ele conquistado: cristãos são perseguidos, muçulmanos xiitas discriminados, curdos combatidos…

 

Além de imensas porções de terras na Síria, o Estado Islâmico tomou todo o norte do Iraque (um país enfraquecido por anos de conflito). Em virtude disso, é continuamente combatido por curdos, xiitas e outros grupos apoiados por uma coalização de mais de 20 países.

 

Em virtude da Guerra Civil e das atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, a Síria se tornou o país com maior número de refugiados do Oriente Médio. Milhares de pessoas vivem em acampamentos nas fronteiras da Jordânia, Turquia e Irã. Outros milhares imigraram para a Europa.

 

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