Carlos Chagas foi ao lado de Oswaldo Cruz e Vital Brazil, um dos mais importantes médicos brasileiros do início do século XX. Foi quem identificou o mal de Chagas, uma doenças bastante comum no interior do Brasil. Descubra nos tópicos a seguir curiosidades sobre a sua vida, carreira e descobertas. Você achará interessantes.

 

O biólogo, médico e sanitarista brasileiro Carlos Justiniano Ribeiro Chagas nasceu em 1879 e faleceu em 1934. Ele é natural da cidade de Oliveira, em Minas Gerais.

 

Carlos Chagas perdeu o pai quando tinha 4 anos de idade. Coube, então, à mãe Mariana Cândida Chagas administrar a fazenda de café da família e cuidar dos cinco filhos.

 

O menino Carlos foi fortemente influenciado pelos tios maternos, principalmente o tio Carlos (que tinha o mesmo nome que ele), que o inspirou a seguir carreira na medicina.

 

Apesar das fortes influências dos tios (lembrando que havia dois que eram advogados em São Paulo), Carlos acabou por vontade da mãe ingressando no curso preparatório do curso de Engenharia da Escola de Minas de Ouro Preto. Mas…

 

Aos 18 anos, ingressou no curso de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde receberia mais duas influências importantes: as dos professores Francisco Fajardo (que colocou Carlos no estudo de doenças tropicais) e Miguel Couto (que lhe ensinou noções de medicina moderna, e com quem travaria uma grande amizade).

 

Seu grande mestre e orientador, no entanto, seria o médico e sanitarista Oswaldo Cruz, com quem trabalhou no Instituto Manguinhos.

 

Em razão de sua tese sobre a malária, Carlos Chagas foi recrutado por Oswaldo Cruz para combater a doença em Itatinga. Foi assim que ele realizou a primeira campanha bem sucedida de combate à doença no Brasil. Ela inspiraria campanhas semelhantes em diversas partes do mundo, tornando-o conhecido no exterior.

 

Foi na cidade de Lassance, no interior de Minas, no entanto, que ele faria a descoberta mais importante da sua vida: uma “nova” espécie de protozoário no sangue de um macaco. Alertado por alguns moradores de que algumas pessoas era picadas por um inseto que alimentava-se de seus sangues, ele resolveu examiná-las. Veio daí a constatação de que elas possuíam no organismo o mesmo protozoário identificado no macaco. Foi assim que ele identificou com a ajuda de médicos como Oswaldo Cruz o agente transmissor da chamada Doença de Chagas.

 

Enquanto a doença transmitida pelo inseto barbeiro (que infectava as pessoas com o protozoário descoberto por Chagas) recebeu o seu nome, o protozoário foi identificado como Trypanossoma cruzi, em homenagem a Oswaldo Cruz.

 

Carlos Chagas conseguiu realizar um efeito inédito na história da medicina: conseguiu identificar a anatomia patológica, a epidemiologia, as formas clínicas, os meios de transmissão, a profilaxia e a sintomatologia da doença que receberia o seu nome.

 

Participou de uma expedição a Amazônia a fim de estudar a salubridade dos locais de trabalho onde havia extração de borracha (era a época do ciclo da borracha) e as doenças que acometiam os ribeirinhos. Chegou a fazer diversas observações clínicas a respeito, principalmente sobre uma doença que há muito vitimava essas populações: a malária.

 

Carlos Chagas desempenhou papel importante no combate à gripe espanhola, que assolou a cidade do Rio de Janeiro no final dos anos 1910. Toda a ação contra a doença foi coordenada por ele, apesar do próprio Chagas, da mulher, e dos filhos terem sido infectados.

 

Quando descobriu o protozoário, instalou seu laboratório ao lado do quarto onde dormia. Detalhe: o laboratório estava infestados de barbeiros.

 

Conta-se que Carlos Chagas fazia bem o estilo “cientista avoado e distraído”, o que lhe rendeu várias histórias divertidas. Mas sabe-se também que era uma pessoa de grande coração, incapaz de fazer mal a uma mosca (ou mosquito).

 

Conta-se que Chagas gostava bastante do que fazia, além de que era um trabalhador incansável. Chegava a trabalhar 14 horas por dia no Instituto Manguinhos.

 

Carlos Chagas teve seu trabalho reconhecido por diversas instituições científica estrangeiras. Foi diplomado e recebeu prêmios na Alemanha, França, Bélgica, Portugal, Espanha e Estados Unidos, entre outros.

 

Carlos Chagas morreu aos 55 anos de ataque cardíaco enquanto dormia. Sabia que tinha sido infectado pelo mesmo protozoário que estudara, mas não se deixara examinar.

 

Os filhos Evandro Chagas e Carlos Chagas Filho seguiram a mesma carreira do pai. Ambos trabalharam em institutos renomados como o Oswaldo Cruz e o Manguinhos. Carlos Chagas Filho chegou a presidir a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, indicado pelo papa Paulo VI.

 

Evandro Chagas, o filho mais velho de Carlos Chagas, morreu aos 34 anos num acidente aéreo. Detalhe: sua morte ocorreu apenas seis anos depois da morte do pai.

 

Carlos Chagas recebeu diversas homenagens após a sua morte. Uma delas foi o nome de uma cidade: Carlos Chagas, no norte de Minas Gerais.

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, IstoÉ.

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