A poluição das águas pode ser provocada por diversos tipos de agente, inclusive físicos como o plástico. O excesso de plástico nos oceanos está contaminando os peixes e prejudicando toda a vida marinha. Descubra alguns fatos e curiosidades sobre esse que é uma das maiores preocupações dos ambientalistas atualmente.

 

A poluição das águas pode ser provocada por agentes químicos (hidratos de carbono, ácidos, sais solúveis etc), físicos (lixo) e biológicos (bactérias, protozoários e outros).

 

Acredita-se que 88% da superfície dos oceanos tenha sido poluída com agentes físicos, sobretudo plástico. Na maior parte dos casos, o lixo é carregado para longe de suas áreas de origem. Ou seja, uma embalagem plástica descartada no Japão pode facilmente ir parar no litoral oeste dos Estados Unidos.

 

Para cada quilo de plâncton e algas marinhas existem nada menos que 6 quilos de plástico e outros materiais sintéticos nos oceanos.

 

Cientistas franceses encontraram em apenas 1 quilômetro quadrado do Oceano Ártico, 50 mil fragmentos de plástico. Isso representa uma taxa dez vezes maior do que o esperado.

 

A quantidade de lixo é tamanha no Oceano Pacífico que chega a formar um lixão com uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, maior do que o estado do Pará.

 

De acordo com o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento francês (IRD), o lixo plástico mata mais de 1,5 milhão de animais marinhos por ano.

 

Como o plástico se quebra em pedaços cada vez menores, acaba sendo digerido pelos peixes. E o pior é que, com o consumo de peixes, esses mesmos resíduos terminam no estômago humano.

 

Uma pesquisa realizada em 150 amostras de água de torneira de cidades dos cinco continentes divulgadas em 2017, revelou um dado assustador: 83% continham fibras de plásticos. Cabe lembrar que as pessoas de modo geral usam a água da torneira para preparar alimentos e beber.

 

Acredite se quiser, mas boa parte dos microplásticos encontrados nas águas de torneira vem da poeira de pneus, tecidos sintéticos, embalagens e cosméticos (microplásticos ainda são muito usados em esfoliantes).

 

A maior parte do lixo encontrado nas águas marinhas é formado por plástico pesado (em torno de 70%), que acaba indo para o fundo dos oceanos.

 

Pouca gente sabe, mas 20% da poluição dos oceanos tem como origem navios de grande porte como cargueiros e transatlânticos.

 

Você sabia que 1/3 da poluição do rio Tietê, em São Paulo, é gerada pelo lixo que a população joga nas ruas?

 

O rio Tietê nasce limpo na região de Mogi das Cruzes, mas morre antes de chegar na capital paulista. Já em Guarulhos, ele recebe 680 toneladas diárias de esgoto. Com exceção de alguns tipos de bactérias, nenhum peixe ou planta consegue sobreviver nesse trecho.

 

O Tietê que chega na cidade de São Paulo é um rio morto, de águas escuras e fluxo quase parado. A ele juntam-se as águas de afluentes totalmente poluídos, como o Aricanduva e o Tamanduateí. Esse último recebe dejetos domésticos e industriais de municípios do ABC e bairros paulistanos como Vila Prudente, Mooca e Ipiranga.

 

Pesquisas divulgadas recentemente mostraram que um dos maiores problemas dos mananciais é a presença de medicamentos e hormônios na água. A quantidade é tão pequena que não causa transtornos na saúde humana, mas suspeita-se que esteja provocando danos consideráveis na fauna e flora aquática.

 

Fontes: Wikipédia, Planeta, Superinteressante, Plastivida, G1, O Globo, Planeta Sustentável.

 

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