Acredite se quiser, mas a polícia de cidades grandes como Moscou costuma parar pessoas que tenham “cara” de imigrantes/estrangeiros. Os policiais normalmente exigem documentos, mas às vezes revistam os supostos imigrantes e não raro, levam eles para a delegacia. As maiores vítimas desse tipo de preconceito são homens da Ásia Central.

 

Grupos nacionalistas e de extrema direita são comuns em cidades como Moscou. Eles costumam promover manifestações – vigiadas de longe pela polícia, obviamente – contra imigrantes, gays, muçulmanos e outros grupos.

 

Propaganda gay é extremamente proibida. Paradas gays, ainda que formadas por um pequeno grupo de pessoas, são reprimidas pela polícia. O governo russo precisou prestar esclarecimentos sobre a homofobia ao Comitê Olímpico Internacional durante os jogos de inverno de Socchi.

 

Existem cartazes e outdoors com a imagem do presidente Vladimir Putin em praticamente toda a cidade de Moscou. Souvenires, camisetas e presentes também são comuns. Pode-se dizer sem exagero que Putin é uma personalidade onipresente nas ruas.

 

Os habitantes de Moscou e outras grandes cidades adoram sushis e sashimis. Existem restaurantes japoneses em quase todas as principais esquinas da capital russa, sem exagero.

 

Câmeras instaladas nos painéis frontais dos automóveis são bastante comuns nas ruas russas. O motivo é simples: possuir um registro em vídeo que sirva como prova em caso de acidente. Foi, aliás, uma dessas câmeras que filmou a queda de um meteorito na cidade de Cheliabinsk, no interior do país, em fevereiro de 2 013.

 

Os apartamentos são muito pequenos. E uma das coisas que mais chamam a atenção dos estrangeiros é o banheiro, dividido em duas partes: uma para a privada e outra para o banho.

 

Quase todas as residências possuem papel de parede. Russos também adoram decorar as paredes com tapetes. Quando vêm ao Brasil, eles estranham o nosso costume de só usar tapete no chão.

 

Tirar o sapato antes de entrar em casa é um costume super comum no país. Os russos possuem, inclusive, uma sandália só para usar em casa, cujo nome é tapochki.

 

As missas nas igrejas – lembrando que a maior parte da população é cristã ortodoxa – são acompanhadas de pé. As mulheres costumam usar véus durante as cerimônias.

 

Chamar alguém com um assobio é algo muito comum no Brasil, mas não na Rússia. Para os russos, isso é ofensivo. Chamar com um “psiu” também não é muito bem visto por lá.

 

Você acha os russos sisudos? Acha o presidente Vladimir Putin com cara de poucos amigos? Pois a explicação é cultural. Os russos não costumam sorrir para quem não é amigo – e muito menos em ocasiões formais.

 

Russos são pontuais em seus encontros, formam fila ordenadas (furar uma fila é o cúmulo da falta de educação), não interrompem seus interlocutores e são diretos em suas opiniões e solicitações. Quando querem dizer algo, eles dizem na cara.

 

Russos são bastante desconfiados com estranhos. Parece uma espécie de autoproteção, uma reação de alguém que acha que vai ser enganado. Mas quando eles veem que a pessoa é confiável, tornam-se mais abertos.

 

Não existe muita diferença de sotaque entre a população russa. Mesmo vivendo num país imenso, eles usam praticamente o mesmo vocabulário e o mesmo padrão de pronúncia.

 

Fontes: Galileu, Mundo Estranho, Fatos Desconhecidos, Beyound Rússia.

 

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