Você sabia que a palavra diabo possui origem grega? Sabia que Satã é um nome de origem hebraica? Percorra as linhas a seguir e descubra algumas informações curiosas sobre esse ser tão temido pela cristandade, e que já foi o vilão de inúmeros filmes de Hollywood: o diabo.

 

Diabo é uma palavra de origem grega que significa “acusador” ou “caluniador”.

 

A palavra Satã – ou Shaitan, no islã – veio da antiga língua hebraica e significa praticamente a mesma coisa que diabo em grego: “acusador”, “caluniador”. Lúcifer também tem origem no hebraico, e quer dizer “o que leva a luz”.

 

A primeira representação do diabo vem do século VI antes de Cristo, na antiga Pérsia. O pioneirismo pertence à religião fundada por Zaratustra ou Zoroastro (que, por sinal, é chamada de zoroastrismo), para quem a existência do mal devia-se a um demônio chamado Angra Maniyu (Ahriman, em persa). Da Pérsia, o zoroastrismo teria se espalhado pelo Oriente Médio e influenciado diversas mitologias, inclusive a hebraica.

 

O pentagrama é uma estrela de cinco pontas normalmente usado como símbolo religioso e amuleto. Os satanistas usam o pentagrama invertido, com duas pontas para cima. Para eles, o pentagrama representa o triunfo da matéria sobre o espírito.

 

O termo inferno vem do latim infernum, que significa “mundo inferior”. Ele é usado para representar a morada dos mortos que foram condenados à dor e ao sofrimento eterno.

 

Enquanto as tradições islâmicas e cristãs consideram o inferno um lugar de castigo eterno, as judaicas, hindus e budistas o veem como um local para a purificação e restauração da alma. No judaísmo, por exemplo, a condenação não é eterna, e o inferno não é um beco sem saída, pois a alma pode de lá sair pura e renovada.

 

As referências bíblicas ao diabo são maiores no Novo Testamento. No Antigo Testamento, ela quase não aparece.

 

Segundo alguns especialistas em exegese, Satã desempenhava o papel de promotor diante de Deus. “Ele não encarna o mal, e está autorizado a se apresentar diante do Senhor”, diz a edição especial da revista História Viva sobre religiões. “No Livro de Jó, os filhos de Deus comparecem à audiência do Senhor tendo o satã entre eles. Satã relata ao Senhor que percorre a Terra para observar os homens, anotar os maus comportamentos e prestar a Ele conta disso”. E prossegue que o Satã “promotor” começou a ter a cara do diabo como conhecemos a partir do texto das Crônicas, quando convenceu Davi a fazer um recenseamento. “Os autores do Novo Testamento evocam Satã com frequência por sua tradução grega “diablos” e somente a partir da Idade Média ele passou a ter maior destaque na religião cristã.

 

Para os hebreus, Jeová era um deus superior aos deuses dos povos vizinhos. Talvez seja por isso que o diabo tenha recebido nomes de entidades estrangeiras, como Asmodeu (deus persa da tempestade) e Belzebu (uma divindade filisteia).

 

Reza uma lenda que Lúcifer era um dos arcanjos celestiais, e o preferido de Deus. Inteligente e com boa lábia, o arcanjo convenceu parte dos anjos a se rebelarem contra o Criador, o que, no final das contas, ficou caro. Lúcifer foi desmoralizado, expulso do reino celestial e atirado nas profundezas do mundo, onde criou o inferno.

 

Na Idade Média, acreditava-se que o inferno possuía infraestrutura e o diabo, diversos assessores, entre eles Nergal (demônio que comandava a polícia do inferno), Astaroth (tesoureiro infernal), Abramalech (responsável pelo guarda-roupa de Lúcifer) e Baalberith (secretário de Lúcifer).

 

Pazuzu é um antigo demônio assírio, filho do deus Hambi. Na Idade Média, era considerado o rei dos espíritos malignos. É Pazuzu quem atormenta a menina no filme O Exorcista.

 

Asmodeu é um deus persa transformado pela mitologia judaica em príncipe do inferno. É o demônio regente do sexo e da luxúria.

 

Baal era o deus fenício da fertilidade transformado em um dos príncipes do inferno. É um dos deuses “pagãos” mais citados na Bíblia.

 

Íblis é o nome de Lúcifer na mitologia islâmica.

 

Mefistófeles é considerado, em alguma culturas, sinônimo do próprio. Na Idade Média, era considerado uma das encarnações do mal, auxiliar de Lúcifer na captura de almas inocentes. É o mesmo que Mefisto.

 

Contrariando o senso comum (e as mentes preconceituosas), o exu das religiões afro-brasileiras não é um demônio. Exu é o guardião dos caminhos, emissário entre os homens e os orixás, uma divindade que não está associada ao mal. Na umbanda, Exu é representado por Santo Antônio.

 

Durante o Hajj, a peregrinação islâmica a Meca, os fiéis cumprem o ritual de apedrejamento de três pilares representando o diabo. Segundo o Islã, cada peregrino deve atirar 21 pedras.

 

Existe nos Estados Unidos uma igreja totalmente dedicada ao diabo. Fundada por Anton LaVey, intitulado pelos seus seguidores como “O Papa Negro”, é a primeira instituição religiosa abertamente satânica do mundo. Os satanistas não creem nas representações do mal fornecidas pelas religiões monoteístas. Do ponto de vista deles, o diabo representa a oposição aos dogmas aceitos pelas igrejas cristãs e seria nada mais, nada menos do que as forças da natureza.

 

Existem 119 sinônimos para a palavra diabo no dicionário Aurélio. No Houaiss, são 116.

 

Filmes em que o diabo faz uma pontinha ou é um dos personagens principais: O Exorcista, O Advogado do Diabo (com Al Pacino no papel do Tinhoso), A Lenda, O Auto da Compadecida, A Profecia, Coração Satânico (Robert De Niro no papel do diabo), A Encruzilhada, Constantine e Paraíso Perdido, entre outros.

 

No conto A Igreja do Diabo, de Machado de Assis, o demônio volta a Terra para atestar se os fiéis estão seguindo seus preceitos/maldades. Para sua surpresa, homens estão praticando virtudes às escondidas. Os cobradores de impostos restituíam pequenas quantias, os avaros davam esmolas e os glutões faziam jejum nos dias santos católicos. A voltar ao céu, o diabo ouve as seguintes palavras de Deus: “Que queres tu? É a eterna contradição humana”.

 

(a imagem do demônio que ilustra esse post foi retirada do filme A Lenda)

 

Fontes: Super Interessante, Revista das Religiões, História Viva e Wikipédia.

 

Share: