Acredite se quiser, mas o estado norte-americano de Wisconsin produz uma variedade maior de queijos do que a França. Os Estados Unidos são o maior produtor mundial. Veja nas linhas a seguir outras curiosidades muito interessantes sobre esse apetitoso alimento: o queijo.

 

O queijo é produzido pela coagulação do leite e pode ser de vaca, ovelha, cabra, búfala e outros mamíferos.

 

Existem centenas de tipos de queijos (são mais de 400 só na França). São vários os processos de produção que tornam um queijo diferente do outro: o tipo de mamífero que forneceu o leite, os teores de gordura, os tipos de bolores e bactérias (as responsáveis pela acidificação do produto), o tempo de envelhecimento etc.

 

Alguns estudiosos dizem que a produção de queijo é tão antiga quanto a domesticação de animais. O queijo teria surgido por volta de 12.000 antes de Cristo, mas as primeiras referências a ele datam de 3.000 antes de Cristo.

 

O leite de búfala é mais branco e nutritivo do que o de vaca. A verdadeira muzzarella italiana é feita com esse tipo de leite.

 

O queijo emental surgiu por volta do século 15. Durante a produção, ele passa duas semanas no refrigerador e, em seguida, é levado para uma câmera com temperatura entre 20º e 24º Celsius. Essa mudança ativa uma bactéria que produz gás carbônico, formando buracos no queijo. O emental é muito usado em fondues.

 

O parmesão surgiu na cidade de Parma, na Itália – daí a origem do nome. Para adquirir seu aspecto, o parmesão chega a ficar dois anos maturando. Semelhante ao parmesão, o queijo grana permanece quatros anos na maturação.

 

O queijo parmesão ralado é um dos mais populares no Brasil. Ele é utilizado em receitas de polenta, lasanha, macarrão, carnes, salgadinhos e até bolos.

 

O queijo roquefort surgiu no Sul da França no século 11. Na produção tradicional, o Roquefort é envelhecido nas cavernas da cidade de Roquefort, onde o frescor e a umidade ajudam o fungo Penicillium roqueforti a lhe dar o conhecido aspecto embolorado.

 

O cheddar é um queijo de origem inglesa, surgido no condado de Somerset.

 

O gouda é um queijo originário da cidade de Gouda, nos Países Baixos (Holanda).

 

O nome do gruière vem da cidade de Gruyères, na Suíça. É um queijo duro, um pouco salgado e picante. É largamente usado em fondues.

 

Originário da região da Normandia, na França, o petit suisse ganhou esse nome por ser uma versão de um queijo cremoso produzido desde a Idade Média na Suíça. No Brasil, ele é largamente utilizado em produtos para crianças como Chambinho e Danoninho.

 

O macio queijo brie recebeu esse nome por cauda da província de Brie, na França, de onde é originário.

 

De origem italiana, a ricota não é propriamente um queijo, mas uma espécie de derivado do queijo produzido a partir do soro do leite de vaca. Para obter a ricota, basta ferver o soro para que a parte sólida venha à superfície.

 

Como o próprio nome indica, o queijo Minas surgiu em Minas Gerais. Sua produção é muito simples, já que ele não passa por etapas de envelhecimento.

 

O catupiry (que, na verdade, é um tipo de requeijão) é uma criação brasileira. Ele foi criado por Mário e Isaíra Silvestrini, um casal de imigrantes italianos, em 1911, em Lambari, Minas Gerais. A palavra catupiry tem origem tupi-guarani e significa “excelente”.

 

O queijo-do-reino, ou queijo reino, começou a ser produzido no Brasil para atender a demanda dos nobres portugueses instalados no país. Foi o primeiro queijo curado industrializado do Brasil. Recebe o nome de queijo-do-reino por ser fabricado para esses nobres. É semelhante ao queijo holandês edam. O consumo é maior durante o Natal.

 

Assim como o reino, o Minas e o Catupiry, o queijo prato é originário do Brasil. É muito parecido com o queijo dinamarquês fynbo. O prato surgiu em 1920, da tentativa de colonos dinamarqueses de produzir o fynbo por aqui. Como tinha um formato cilíndrico baixo, ele recebeu o nome de prato.

 

Típico do Nordeste, o coalho é feito por meio da adição de coalho ou outras enzimas coagulantes ao leite. É muito vendido em espetinhos na praia. Também é consumido frito na manteiga.

 

O queijo mais estranho do mundo é o cazu marzu, da Itália. Ele leva larvas vivas em seus ingredientes.

 

Um dos queijos mais caros do mundo é o pule, da Sérvia. Ele é feito com leite de burra e custa cerca de R$ 3.000 o quilo.

 

Produzido na Espanha, o queijo cabrales é feito a partir da mistura de vários queijos: vaca, cabra e ovelha.

 

O maior fabricante mundial de queijos não é a França, mas os Estados Unidos. Só o estado de Wisconsin produz mais de 600 tipos do produto. A França é o maior consumidor por pessoa.

 

Queijo? Que nada, os alimentos preferidos dos ratos são os doces, as massas e os cereais. Detalhe: são todos ricos em carboidratos.

 

Você sabia que é possível produzir queijo com leite humano?

 

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