Autora de livros como A Obscena Senhor D, O Caderno Rosa de Lory Lamb e Com Meus Olhos de Cão, a escritora paulista Hilda Hilst não teve muita fama em vida. Mesmo assim foi uma das mais reconhecidas autoras pela crítica, além de uma pessoa bastante querida entre os intelectuais. Percorra as linhas a seguir e descubra algumas curiosidades e fatos ocultos sobre a sua vida.

 

O nome completo da poetisa e cronista Hilda Hilst era Hilda de Almeida Prado Hilst.

 

Hilda nasceu na cidade de Jaú, em 1930, e faleceu em Campinas, em 2004.

 

Ela era filha do fazendeiro, poeta e jornalista Apolônio de Almeida Prado Hilst, e de Bedecilda Vaz Cardoso. Com a separação dos pais quando os filhos ainda eram pequenos, Hilda foi morar com a mãe um meio-irmão na cidade de Santos.

 

Hilda fez o primário, curso secundário e faculdade na capital paulista, onde formou-se pela prestigiada Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi na época em que estudava Direito que conheceu uma das suas grandes amiga: a também escritora Lygia Fagundes Telles.

 

Hilda estreou na poesia com apenas 20 anos de idade, quando lançou o seu primeiro livro: Presságio.

 

Com 35 anos, construiu uma casa em Campinas para servir de local de inspiração e criação artística. Chamada de Casa do Sol, ela costumava abrigar intelectuais e escritores como Caio Fernando Abreu, Bruno Tolentino e outros.

 

Hilda era uma apaixonada por animais. Na época em que faleceu, a Casa do Sol abrigava em torno de (acredite se quiser!) 100 cachorros.

 

Consta que teria namorado o ator norte-americano Dean Martin apenas para se aproximar de outro astro de quem gostava bastante: Marlon Brando. Mas quando finalmente teve a oportunidade de conhecer o ator de O Selvagem da Motocicleta, não teria sido bem recebida por ele e desistido. Ainda não se sabe se a história era realmente verdadeira, uma vez que Hilda costumava contar várias versões dela.

 

A doença mental do pai sempre influenciou a vida da autora, que receava ser ela hereditária. Daí que Hilda nunca quis ter filhos (e, segundo alguns amigos, chegou fazer diversos abortos).

 

Ela acreditava piamente em espíritos. Após a morte de Vladmir Herzog, por exemplo, tentou um “contato espírita” com o jornalista para ter certeza de que ele realmente tinha sido assassinado. Hilda também costumava deixar gravadores ligados em sua casa, na vã esperança de captar vozes do além.

 

Com a morte de Hilda, a Casa do Sol foi transformada em centro cultural em sua memória. Administrada pela família do amigo Mora Fuentes, ela também é responsável pela divulgação da obra da poetisa e escritora para todo o Brasil.

 

Hilda Hilst foi a principal homenageada na versão 2018 da Festa Literária de Paraty/FLIP.

 

Fontes: Wikipédia, IstoÉ, Galileu.

 

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