Como surgiu a pomada Minancora, o talco Granado e os salgadinhos Elma Chips? Quais as marcas mais antigas do Brasil? O que significa a palavra OMO? Veja as respostas nas linhas a seguir.

 

O nome da marca de cremes e produtos de beleza e higiene Nivea vem do latim niveus/nivea/niveum que significa branco como a neve.

 

O logotipo da KNORR foi bolado em cima da assinatura original de Carl Heinrich Knorr, o fundador da empresa .

 

Muitos dos jovens responsáveis pelo consumo de quase 600 mil pacotes por dia dos salgadinhos Elma Chips pensam que a marca é internacional. A marca surgiu, na verdade, pelas mãos da multinacional Pepsico, mas com as compras e a união da American Potato Chips, de São Paulo, e da curitibana Elma Produtos Alimentícios.

 

Você sabia que OMO é a junção das iniciais de Old Mother Owl (“velha mãe coruja”), nome original do produto?

 

Ao desembarcar no Rio de Janeiro aos 14 anos de idade e com parcas economias, em 1860, o português José Antônio Coxito Granado conseguiu um emprego de lavador de frascos em uma pequena botica. Em 1903 ele criou, com a ajuda de um irmão farmacêutico, o famoso Polvilho Antisséptico Granado, um sucesso que continua até hoje no mercado.

 

A Singer, maior fabricante mundial de máquinas de costura doméstica, tem atualmente uma vasta rede de distribuição que atinge mais de 150 países. É formada por 1.300 lojas operadas pela própria empresa e suas afiliadas, 58.200 outlets e 12.000 agentes de vendas diretas. Atualmente a SINGER produz cerca de 250 modelos diferentes de máquinas de costura em todo o mundo.

 

O Gatorade pode ser encontrado em mais de 50 sabores, sendo vendido em mais de 50 países ao redor do mundo, gerando vendas no valor de US$ 6.4 bilhões.

 

O exótico nome de um dos fármacos mais tradicionais do Brasil, a pomada Minancora, criada em 1913, nada mais é que uma combinação de substantivos. Ele une Minerva, a deusa grega da sabedoria, à palavra âncora, uma alusão à decisão do inventor do produto, o farmacêutico português Eduardo Augusto Gonçalves, de permanecer no Brasil.

 

A área de Pesquisa e Desenvolvimento da L’oréal é responsável por mais de 120 novas moléculas patenteadas e utilizadas pela L’ORÉAL nos últimos 40 anos; mais de 4 mil fórmulas desenvolvidas por ano e 628 patentes registradas anualmente.

 

A farinha Neston da Nestlé é vendida em muitos países como Nestum.

 

Segunda maior e mais reconhecida marca de refrigerante do planeta, a Pepsi está presente em 160 países, com 95 fábricas e engarrafadoras localizadas nos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Grécia, Rússia e Turquia, contando com mais de 200 mil funcionários….Apenas na Arábia Saudita e em algumas províncias do Canadá a Pepsi vende mais que a sua rival Coca-Cola.

 

Lançado no mercado brasileiro em 1932, o achocolatado da Nestlé inicialmente chamava-se Nescáo. A mudança para Nescau aconteceu só em 1955.

 

Diamante Negro é uma marca pertencente à Lacta, que foi posteriormente transferida para a Kraft Foods Inc. com a compra da Lacta. Sua origem, em 1939, faz alusão a Leônidas da Silva, apelidado de “Diamante Negro”, que foi considerado o melhor jogador da copa de 1938.

 

O nome “maionese” foi dado na ocasião de sua criação, em 1756, pelo inventor do molho, o chefe de cozinha do Duque de Richelieu. Era uma homenagem à vitória do duque francês sobre os ingleses na batalha do Porto de Mahon, de onde se originou “mahonnaise”.

 

Já o nome Danone foi criado pelo fundador da companhia, o espanhol Isaac Carasso, ao juntar o apelido de seu filho Daniel (“Dan”) a “one”, pelo fato de ele ser o primogênito.

 

Quando se pensa em um animal presente em rótulos de cervejas nacionais, as imagens que geralmente vêm à cabeça são as dos pingüins da Antarctica, e do touro da Caracu. Os pingüins passaram a integrar os impressos colados nas garrafas da bebida em 1935, e continuam lá até hoje. O touro da Caracu também é veterano: está no rótulo desde 1899.

 

A tecnologia da caneta esferográfica, inventada em 1935 pelo húngaro Laszlo Biro, foi vendida ao francês Marcel Bich, que deu seu sobrenome à marca. Como pretendia exportar para os Estados Unidos, o H do final foi suprimido. Em inglês, bich tem a pronúncia parecida com bitch, um pesado palavrão.

 

Muitas pessoas supõem que o nome do antiácido Eno tenha a ver com o radical da palavra enologia, já que o produto é um derivado do ácido tartárico, obtido como subproduto da indústria do vinho, ou seja, de uvas. No entanto, essa relação não existe. O que ocorreu foi o que se costuma chamar de feliz coincidência: em 1920, o laboratório Beecham, até hoje fabricante do famoso Sal de Fruta, comprou a marca e a fórmula do fabricante original inglês, J. C. Eno. Produzido desde 1846, o Sal de Fruta Eno foi lançado no Brasil no ano de 1928. Foi acondicionado em frasco de vidro até 1990, quando passou para PET, com formato idêntico.

 

Pincipalmente entre estrangeiros, os refrigerantes à base de guaraná fazem sucesso devido ao sabor diferente, às propriedades terapêuticas do fruto e à mística de seu habitat, a Amazônia. No Brasil, antes de passar a ser consumido em larga escala como refrigerante, o produto também já teve como apelo de venda as virtudes medicinais.

 

Abaixo, uma curiosa relação dos anos em que determinados produtos foram criados ou lançados no Brasil. Como dá para notar, as marcas Singer e Farinha Láctea Nestlé eram usadas pelas nossas tataravós.

 

Aji-no-moto, tempero (glutamato monossódico) – 1949

Antarctica, guaraná – 1921

Aspirina, comprimidos – 1912

Avon, cosméticos – 1959

Axe, desodorante – 1985

Band-aid, curativo – 1947

Bic, canetas – 1956

Biotônico Fontoura, xarope “fortificante” – 1910

Bis, chocolate – 1942

C&A, lojas – 1976

Catupiry, queijo – 1911

Chevrolet, automóveis -1924

Cheetos, salgadinhos – 1976

Chicabon, sorvete – 1942

Cinzano, vermute – 1878

Close Up, gel dental – 1971

Coca-Cola, refrigerante – 1942

Colgate, creme dental – 1927

Confort, amaciante de roupas – 1975

Copag, baralhos – 1908

Coppertone, protetor solar – 1960

Cornetto, sorvete – 1971

Corn Flakes, cereal – 1965

Danette, sobremesa – 1979

Danone, iogurtes – 1970

Diamante Negro, chocolate – 1939

Dona Benta, farinha de trigo – 1979

Doriana, margarina – 1970

Dove, sabonete – 1992

Eno, antiácido – 1928

Eskibon, sorvete – 1942

Esso, postos de combustíveis – 1912

Fanta, refrigerante – 1964

Farinha Láctea Nestlté – 1876

Ferla, aveia – 1948

Ford, automóveis – 1919

Fujifilm, filmes fotográficos – 1958

Gatorade, isotônico – 1994

Gessy, sabonete – 1913

Glasurit, tintas – 1967

Goodyear, pneus – 1919

Granado, polvilho antisséptico – 1903

Halls, pastilhas – 1971

Hellmans, maionese – 1942

Hollywood, cigarros – 1931

Jimmi, molho inglês – 1945

Juquinha, balas – 1945

Karo, xarope de glucose de milho – 1933

Knorr, caldos de carne e galinha – 1961

Kolynos, creme dental – 1917

L’oréal, cosméticos – 1939

Lux, sabonete – 1932

Maggi, caldos de carne e galinha – 1961

Maizena, amido de milho – 1874

Martini, vermoute – 1950

Matte Leão, chá – 1938

Mazola, óleo de soja – 1954

Melitta, filtro de papel – 1968

Mentos, confeitos mastigáveis – 1993

Minâncora, pomada – 1913

Moça, leite condensado – 1890

Nadir Figueiredo, copos – 1912

Nescafé, café solúvel – 1953

Nescau, achocolatado – 1932

Neston, farinha de cereais – 1958

Ninho, leite em pó – 1928

Omo, sabão em pó – 1957

Ovomaltine, achocolatado – 1930

Phebo, sabonete – 1936

Phillips, leite de magnésia – 1930

Prestígio, chocolate – 1962

Quaker, aveia – 1953

Rexona, desodorante – 1967

Royal, fermento em pó – 1945

Salada, óleo de soja – 1929

Seda, produtos para o cabelo – 1968

Seleções, revista – 1942

Seven Boys, pães e bolos – 1950

Shell, postos – 1914

Singer, máquinas de costura – 1858

Tang, sucos em pó – 1978

Tic Tac, balas – 1995

Toddy, achocolatado – 1933

União, açucar – 1910

Yakult, leite fermentado – 1966

Ypióca, aguardente – 1846

 

Fontes de pesquisa: O Mundo das Marcas, Embalagem & Marca, Wikipédia.

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