Os maias foram um povo indígena da América Central e do Norte. Habitavam regiões que hoje compreendem Honduras, Guatemala, Belize e sul do México (mais propriamente a Península de Yucatán). Nunca formaram um império unificado. Descubra algumas informações inusitadas e dados surpreendentes a respeito dessa civilização.

 

O grupo linguístico maia era dominante na região até o século XV. No entanto, ele ainda é falado por milhares de pessoas em países como a Guatemala.

 

Assim como os antigos povos da Fenícia e Grécia, os maias nunca formaram um império unificado. Eles viviam em cidades-Estado autônomas e com governo próprio, mas com diversos traços culturais em comum.

 

O povo maia construiu cidades como Tikal, Uaxactún, Palenque, Uxmal, Iximché, Tulum e Chichen Itzá. Foram mais de 40 importantes centros urbanos.

 

Os maias começaram a se organizar em cidades por volta do ano 200 antes de Cristo. Acredita-se que o seu apogeu tenha durado até o ano 900 da nossa era. A última cidade a ser abandonada foi Tulum, no século XVI, época da chegada dos primeiros colonos espanhóis.

 

As construções que hoje atraem milhões de turistas eram na verdade moradias aristocratas e templos religiosos (imagem acima). Isso porque a grande maioria da população era pobre e vivia em casas que mais pareciam choças.

 

Boa parte dessas construções estavam tomadas pelas florestas na época em que foram encontradas. Além de ruínas, ainda hoje são descobertos objetos decorativos e estátuas gigantes em meio à selva.

 

Arenas para atividades esportivas são comuns entre as ruínas maias. Elas eram provavelmente utilizadas para a prática de “esportes rituais” como o ulamaliztli, uma espécie de futevôlei com algumas diferenças: a bola era incandescente, os jogadores não podiam arremessá-la com as mãos e os pés, ela tinha que atravessar um arco e… a equipe perdedora era sacrificada!

 

Os sacrifícios humanos eram comuns entre civilizações meso-americanas como a asteca e a maia. Acredita-se que o topo de monumentos como a pirâmide de Uxmal servia para esse fim.

 

As saunas maias serviam para fins totalmente diferentes das saunas finlandesas. Elas eram elementos de purificação espiritual. O vapor servia para “retirar as impurezas” do corpo.

 

Os maias eram politeístas. Acreditavam em 22 deuses, sendo 13 habitantes das esferas celestes e 9 do mundo subterrâneo. Eram deuses como Chaac, o responsável pelas chuvas, e Ah Puch, o deus da morte.

 

Costumes como empurrar blocos de madeira contra a testa das crianças para que ficassem inclinadas era comum entre os maias. Tornar as crianças estrábicas era outro hábito bastante curioso.

 

As crianças maias recebiam os seus nomes de acordo com o dia em que nasciam.

 

Acredita-se que pratos típicos da culinária mexicana como as tortillas sejam de origem maia.

 

Os maias desconheciam o ferro. As suas armas eram feitas de rochas e vidros vulcânicos (propriamente um tipo de vidro chamado de obsidiana).

 

Não se sabe ao certo o que levou a civilização maia ao declínio. A única certeza é que as suas cidades foram abandonadas aos poucos. Algumas teorias afirmam que a decadência pode ter sido fruto de guerras, escassez de alimentos, super El Niño (o aquecimento do oceano Pacífico na altura da América do Sul, que influencia o clima em quase todo o planeta), superpopulação e até falta de cuidados com o meio ambiente.

 

Você sabia que existe um filme hollywoodiano falado em dialeto maia? Dirigido pelo diretor Mel Gibson, Apocalypto é uma produção norte-americana cuja história conta o possível declínio (ou um dos possíveis) da civilização maia. Ele foi filmado nas regiões mexicanas de Catemaco e Veracruz.

 

Os maias não possuíam um calendário, mas diversos calendários (uma observação: alguns eram mais precisos do que os europeus). O detalhe é que nenhum deles previu o fim do mundo para o ano de 2012, como dizia uma certa lenda a circular nessa época.

 

Fontes: Wikipédia, Hypescience, Super Interessante, Aventuras na História, Enciclopédia Ilustrada Folha.

 

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