Localizada no Mar Mediterrâneo, a ilha de Creta foi o berço da Civilização Minoica. Percorra as linhas abaixo e veja alguns fatos interessantes e informações curiosas sobre o rei Minos, o palácio de Cnossos e o lendário minotauro. Você sabia, por exemplo, que as mulheres cretenses tinham tantos direitos quanto os homens?

 

Creta é a quinta maior ilha do mar Mediterrâneo e a primeira da Grécia. A sua capital é a cidade de Heráclion (ou Iráclio).

 

A ilha é um dos destinos mais populares do verão europeu. Entre os motivos estão as suas 350 praias. Uma delas é Elafonisi, outrora considerada uma das 20 praias mais bonitas do mundo.

 

Creta é uma ilha montanhosa, com grandes vales e muitas cavernas. A montanha mais alta é o Monte Ida, com 2.456 metros de altitude.

 

Creta é o berço da Civilização Minoica, uma das mais antigas do mundo. Surgida na Idade do Bronze (cerca de 3 mil anos antes de Cristo), ela é considerada por muitos historiadores mais avançada do que várias civilizações posteriores.

 

Os vestígios da Civilização Minoica permaneceram desaparecidos durante milênios até serem descobertos pelo arqueólogo britânico Arthur Evans, no século XVIII. Foi ele quem utilizou pela primeira vez o termo minoico, em referência ao lendário rei Minos.

 

Em Creta, os reis eram chamados de Minos. Mas, segundo a mitologia, Minos teria sido também um semi-deus filho de Zeus e da princesa fenícia Europa.

 

Um dos maiores achados de Evans foi o palácio de Cnossos, que acreditava-se ser a morada do mítico Minotauro. Metade homem, metade touro, o Minotauro vivia num labirinto supostamente existente no palácio.

 

Segundo a lenda, o herói Teseu teria prometido a seu pai que mataria o Minotauro. Para isso, ele teria que entrar no local onde vivia a criatura: o labirinto. Teseu usou um novelo de lã, que era desenrolado à medida que penetrava no labirinto. Uma das versões dessa lenda diz que Ariadne, a sua amada, segurava a ponta do novelo do lado de fora. Assim, ele conseguiu matar o Minotauro e sair do labirinto sem perder-se.

 

Outra lenda diz que Dédalo (o responsável pela construção do labirinto) e seu filho Ícaro tentaram fugir de Creta voando. Ambos construíram asas de penas de gaivota e cera de abelha para a fuga. Mas ao tentar voar mais alto demais, Ícaro teve as suas asas derretidas pelo calor do sol e caiu no mar Egeu.

 

Ainda segundo a mitologia grega, Zeus viveu em Creta após ter escapado de seu pai Crono, que devorava todos os seus filhos. Lá, teria sido criado por uma cabra chamada Amalteia.

 

Os mais antigos vestígios da ocupação humana na ilha datavam de 7.000 antes de Cristo. Só que os arqueólogos acabaram recentemente topando com coisas ainda mais antigas. Foram encontrados em 2010 machados de pedra e outros itens com aproximadamente 130 mil anos de idade.

 

Os cretenses fabricavam utensílios domésticos, objetos de cerâmica, joias e tecidos. Sua base econômica, no entanto, foi o comércio marítimo. Entre os seus produtos de exportação podemos citar o azeite, o vinho e os óleos perfumados.

 

Os cretenses tinham um sistema de controle da água sofisticado. A população contava com canais que levavam água até as residências. O palácio de Cnossos possuía latrinas, banheiras, fontes e até água corrente.

 

Arquitetura e escultura não eram muito desenvolvidas. Em compensação, os minoicos pintavam maravilhosamente bem, sendo a delicadeza a principal característica da sua arte.

 

A sociedade cretense era em vários aspectos diferente das demais sociedades do mundo antigo. A distinção entre classes sociais, por exemplo, era muito pequena. O direito das mulheres era igual do dos homens e a escravidão tinha pouca importância.

 

A religião cretense era politeísta e matriarcal. A principal divindade era a Deusa-Mãe. As mulheres exerciam um importante papel na religião e não havia locais apropriados para os cultos, que eram feitos ao ar livre.

 

Não se sabe ainda qual o motivo real da destruição da civilização minoica. Uma das teorias sustenta que ela teria sido afeta pela erupção devastadora de um vulcão na ilha de Santorini. A erupção gerou tsunamis gigantescas que varreram todo o litoral da ilha, destruindo aldeias e matando pessoas.

 

Os vestígios arqueológicos indicam que, com exceção de Cnossos, todos os palácios minoicos foram incendiados. Não se sabe o motivo, as hipóteses apontam rebeliões internas e invasões de outros povos.

 

Com o tempo, a ilha foi dominada por aqueus, dórios, gregos e romanos.

 

Fontes: Wikipédia, O Globo, História Viva, História Geral – Antiga e Medieval.

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