Um dos maiores genocídios da história humana ocorreu na Europa da primeira metade do século XX, quando milhões de pessoas, principalmente judeus, foram mortas pelos nazistas. Mas o que você sabe sobre o Holocausto? Confira nas linhas a seguir algumas informações chocantes e curiosidades sobre esse conjunto de crimes que a humanidade jamais esquecerá.

 

A palavra holocausto vem do grego “holo” (“todo”) e “kaustos” (“queimado”). Refere-se ao sacrifício de animais, em que a carne era posteriormente queimada em oferenda aos deuses. Ele é também conhecido como “shoah” (“destruição”), em hebraico.

 

A palavra Holocausto se tornou popular a partir da segunda metade da década de 1970, quando a rede norte-americana NBC lançou uma série sobre o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Embora tenha mencionado os guetos judaicos, assim como os campos de concentração, ela foi duramente criticada por não ter sido tão fiel à realidade. Ou trivial demais.

 

Nas cartas e documentos em que discutiam o Holocausto, os nazistas nunca utilizaram as palavras “extermínio” ou “matança”. Ao invés disso, utilizaram termos como “solução final” e “tratamento especial”, além da palavra “evacuação”.

 

A Noite dos Cristais ou Noite dos Cristais Quebrados foi uma perseguição deliberada contra judeus alemães e austríacos feita por comandos nazistas, entre 9 e 10 de novembro de 1938. Os nazistas saquearam em torno de 1.000 sinagogas e destruíram mais de 7.000 estabelecimentos comerciais e fábricas de propriedade de judeus. Acredita-se que 36 judeus tenham sido mortos, mas tudo indica que esse número tenha sido bem maior.

 

Mais de 1,1 milhão de crianças morreram durante o Holocausto.

 

A pior matança ocorreu nos arredores de Kiev, na Ucrânia, em 1941, quando 33 mil judeus foram mortos em apenas dois dias.

 

A maioria dos judeus mortos no holocausto era do Leste europeu, onde também foram construídos a maior parte dos campos de concentração.

 

Milhares de prisioneiros foram transportados para os campos de concentração em vagões de gado. Como não havia vagões suficientes, eram quase “empilhados” nesses espaços minúsculos. Viajavam em pé em vagões apertados, sem poderem fazer necessidades. Sem ventilação, era comum que morressem asfixiados. A viagem mais demorada durou 18 dias.

 

O maior campo de concentração foi Auschwitz-Birkenau, localizado na Polônia, mas existiam “muitos” outros: Bergen-Belsen, Sobibor, Treblinka, Dachau, Buchewald, Chelmno, Belzec…

 

O campo onde ocorreu o maior número de mortes foi Auschwitz. Estima-se que tenham morrido entre 1 e 1,5 milhão de pessoas em suas dependências entre 1940 e 1945.

 

Treblinka foi o campo com o segundo maior número de mortes. Acredita-se que tenham morrido por lá em torno de 700 mil pessoas no período em que permaneceu ativo.

 

É difícil de acreditar, mas Treblinka era administrado e operado por apenas 150 pessoas. Acredita-se que apenas 100 prisioneiros que passaram por lá tenham sobrevivido.

 

O primeiro campo de concentração foi Dachau, para onde foram inicialmente enviados opositores políticos, comunistas e socialistas. Só mais tarde os judeus passaram a ser enviados para lá.

 

De início, os nazistas tentaram utilizar o monóxido de carbono como arma nas câmeras de gás. O problema era que muitas vítimas sobreviviam, obrigando-os a mudar para o zyklon B, um gás altamente mortífero.

 

Muitos prisioneiros foram usados como cobaias em supostas experiências científicas, muitas conduzidas pelo carrasco Josef Mengele, conhecido como “Anjo da Morte”. Ele realizou experiências com 1.500 gêmeos, sendo que apenas 200 sobreviveram. Numa delas, costurou pares de gêmeos numa macabra tentativa de criar siameses.

 

Chamados de sonderkommando, prisioneiros judeus foram forçados a queimar ou enterrar os cadáveres dos mortos. Depois, eles próprios eram assassinados. Isso porque os nazistas não queriam deixar testemunhas. Dos milhares de sonderkommandos, menos de 30 sobreviveram até o final da guerra.

 

O saldo do Holocausto foi terrível e extremamente lamentável: 11 milhões de pessoas assassinadas, sendo 6 milhões de judeus.

 

As estimativas indicam que 1/3 dos judeus que viviam na Europa daquela época foram assassinados.

 

Entre 200 e 500 mil romanis/ciganos foram assassinados durante o Holocausto.

 

Além de judeus e ciganos, os nazistas exterminaram dezenas de milhares de opositores do regime, Testemunhas de Jeová, homossexuais e outros grupos.

 

Entre 10 a 15 mil homossexuais foram enviados para os campos de concentração, onde eram obrigados a usar um triângulo rosa nas vestimentas. O detalhe é que depois de serem libertados dos nazistas, muitos foram “re-aprisionados” sob a acusação de serem depravados.

 

Os nazistas costumavam saquear quase todos os objetos de valor de suas vítimas: anéis, brincos, pulseiras, relógios, pedras preciosas, obras de arte… Embora não existam estimativas oficiais, acredita-se que o valor tenha ultrapassados os 100 bilhões de dólares.

 

Quem primeiro tomou conhecimento do que realmente ocorria nos campos de concentração foram os soviéticos. Eles tentaram alertar o resto do mundo sobre o problema, mas não foram inicialmente levados a sério.

 

Com a vitória sobre os nazistas, os Aliados obrigaram milhares de cidadãos alemães a visitarem os campos de concentração para que estes tomassem consciência do que realmente havia acontecido por lá.

 

Todos os anos, sempre na mesma data, os israelenses paralisam suas atividades durante dois minutos para lembrar as vítimas do Holacausto. Assim que soam as sirenes, Israel inteira para. A data é conhecida o país como Dia de Lembrança do Holocausto.

 

Imagem acima: campo de concentração de Auschwitz

 

Fontes: Wikipédia, FactRetriever, Segredos do Mundo, Mundo Educação

 

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