A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) surgiu em 1922 e durou até 1991.

 

A União Soviética era formada por 15 repúblicas: Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Moldova, Bielorrússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Uzbequistão, Quirguistão, Armênia, Geórgia, Tadjiquistão, Azerbaidjão e Turcomenistão.

 

As maiores repúblicas em área territorial eram a Rússia, o Cazaquistão e a Ucrânia.

 

A capital da URSS era Moscou – atual capital da Federação Russa.

 

A bandeira soviética consistia em uma bandeira de fundo vermelho com uma estrela (representando o partido comunista), uma foice (que representava os trabalhadores rurais) e um martelo (símbolo do trabalhador urbano). O vermelho é uma alusão ao socialismo.

 

A maior parte da população soviética era de etnia russa (povo eslavo do leste europeu), seguida de ucranianos, turcos, armênios, lituanos, alemães, georgianos e outros.

 

Existiam 14 línguas oficiais no país, mas a maior parte da população falava russo.

 

As principais cidades da União Soviética eram: Moscou, Kiev, Minsk, Ierevan, Tashkent, Baku, Alma-Ata, Frunze, Kishinev, Tallin, Tbilisi, Riga, Vilnus, Dushambe e Ashkhabad.

 

Atualmente, 12 das ex-Repúblicas da União Soviética formam um bloco supranacional chamado Comunidade dos Estados Independentes. Os únicos países que nunca fizeram parte do bloco são Letônia, Estônia e Lituânia.

 

O regime soviético era comunista e o país, governado por um partido único, o Partido Comunista da União Soviética.

 

A União Soviética surgiu em 1922 com apenas quatro Repúblicas (Rússia, Bielo-Rússia, Ucrânia e Transcaucásia) e terminou com 15. O primeiro chefe de Estado foi Vladimir Ilitch Ulianov – mais conhecido como Lênin –, que governou o país até a sua morte no ano de 1924.

 

Uma curiosidade sobre Lênin: após sua morte, o corpo foi embalsamado e exposto em um mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou. O mausoléu é ainda hoje visitado por turistas e saudosistas da antiga União Soviética.

 

O sucessor de Lênin foi Josef Vissarionovitch Stálin, até hoje chamado de Stálin. Seu governo durou até 1953, ano de sua morte. Stálin liderou a União Soviética na luta contra a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Fala-se muito dos campos de concentração nazistas e pouco dos campos soviéticos da era Stálin. Chamados de gulags, esses campos tiveram milhões de prisioneiros, normalmente submetidos a trabalhos forçados. Criminosos, prisioneiros de guerra e presos políticos costumavam ser enviados para os gulags. Acredita-se que mais de um milhão de pessoas tenham morrido desses campos de concentração mantidos pela foice e o martelo.

 

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética estendeu sua influência aos países do Leste Europeu e criou um bloco político-militar conhecido no Ocidente como Pacto de Varsóvia. Formado pelos países que adotaram o comunismo no pós-guerra, o Pacto de Varsóvia (também chamado de Cortina de Ferro) tinha Bulgária, Polônia, Iugoslávia e Alemanha Oriental, entre outros países como membros.

 

Derrotada, a Alemanha foi dividida entre as forças aliadas (EUA, Reino Unido, França…) e soviéticos. No lado soviético nasceu a Alemanha Oriental e no Aliado, a Alemanha Ocidental. A cidade de Berlim foi dividida ao meio. A reunificação alemã só ocorreu no início dos anos 90, com a queda do Muro de Berlim e colapso da União Soviética.

 

O Pacto de Varsóvia fazia oposição política e ideológica a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949), liderada pelos Estados Unidos. Por muito tempo, a União Soviética comunista e os Estados Unidos capitalista foram os principais atores de um conflito conhecido como Guerra Fria.

 

União Soviética e Estados Unidos quase entraram em guerra no início dos anos 1960, época da crise dos mísseis de Cuba. Se o conflito tivesse ocorrido, seria a primeira guerra nuclear da história.

 

A polícia secreta soviética era a KGB. A autoria do assassinato do ex-líder Leon Trotsky na Cidade do México é atribuída à KGB – na época chamada de NKVD.

 

Os rivais Estados Unidos e União Soviética não protagonizaram apenas uma corrida armamentista. Eles foram os maiores protagonistas da corrida espacial. Os Estados Unidos conseguiram levar o primeiro homem a Lua, mas foram os soviéticos que lançaram o primeiro satélite artificial (1957) e mandaram o primeiro ser vivo (uma cadela chamada Laika, em 1957) e o primeiro homem ao espaço (o cosmonauta Yuri Gagarin, em 1961).

 

A União Soviética ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas de sete dos nove Jogos Olímpicos de verão de que participou. Situação idêntica ocorreu nos Jogos de inverno: de nove aparições, os soviéticos abocanharam sete primeiros lugares.

 

Os Jogos Olímpicos de Moscou, ocorrido em 1980, foram boicotados pelos Estados Unidos. Como contrapartida, os Jogos de Los Angeles, em 1984, acabaram sendo boicotados pela União Soviética.

 

Foi na era soviética que ocorreu o maior desastre nuclear da história: o da usina de Chernobyl. Ocorrido em 1986 em território da atual Ucrânia, o acidente de Chernobyl liberou radiação 400 vezes maior do que a da bomba atômica de Hiroshima. Mais de 200 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e 56 morreram em virtude do acidente. As mortes provocadas por doenças relacionados à radiação são incontáveis.

 

Com a morte de Stálin, a União Soviética foi liderada por Nikita Khrushchov (a bem dizer, quem dava as cartas era o Partido Comunista). Khrushchov foi deposto e substituído por Leonid Brejnev. Após a morte de Brejnev, assumiu Yuri Andropov e, em seguida, Constantin Chernenko. O último dirigente soviético foi Mikhail Gorbachov.

 

A União Soviética desapareceu em 1991, evento que começou anos antes com a incapacidade dos dirigentes soviéticos de manter o sistema político e de evitar o sucateamento da infraestrutura e da economia do país. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, os regimes comunistas do Leste europeu foram caindo um a um, até ocorrer o inimaginável: o fim do regime comunista de Moscou e o desmembramento da União Soviética.

 

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