Considerado o inventor do avião por boa parte do mundo, o brasileiro Santos Dumont era um homem criativo e generoso. Conheça alguns aspectos interessantes e curiosos sobre a sua vida e invenções através dos tópicos a seguir. Temos certeza de que você vai se surpreender.

 

Alberto Santos Dumont nasceu na localidade mineira de Palmira em 20 de julho do ano de 1873. Em sua homenagem, o nome da cidade foi alterado para Santos Dumont.

 

Era o sexto dos oito filhos do casal Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos.

 

Devido à sua baixa estatura – ele tinha 1,60 metro de altura –, sempre usava sapatos de salto alto. Também para disfarçar a estatura, costumava comprar ternos escuros com listras verticais e colarinho alto para alongar o pescoço.

 

Em visita à fábrica da Peugeot, na França, em 1891, Dumont comprou dois automóveis. Ao trazê-los para o Brasil, tornou-se a primeira pessoa a se locomover de carro no país e em toda a América do Sul.

 

Graças a seu inventos, Dumont se transformou numa das maiores personalidades da Europa do início do século XX. Sua figura aparecia em caixas de fósforos, charutos e até aparelhos de jantar.

 

Costumava doar para os pobres o dinheiro que ganhava nas competições do Aeroclube de Paris. Como pertencia a uma família rica, dizia não precisar do dinheiro.

 

Por sinal, Dumont possuía uma personalidade muito competitiva. Tinha mais interesse em desenvolver seus modelos de balões para competições do que interesse científico.

 

O 14-Bis voou em 12 de novembro de 1906, em Paris. O feito foi assistido por centenas de parisienses estupefatos, embora o veículo tenha voado apenas 200 metros.

 

Os norte-americanos irmãos Wright realizaram seus primeiros voos em 1903, mas secretamente. Dois anos depois, chegaram a repetir o voo mais de uma vez. A diferença é que Santos Dumont não fazia nada em segredo, era tudo em público.

 

Enquanto Orville e Wilbur Wright realizaram voos com a ajuda de mecanismos como catapultas, Alberto Santos Dumont realizou com um aparelho que conseguia decolar e pousar com autonomia.

 

O 14-Bis foi construído com bambu, seda japonesa, alumínio e um motor bastante leve. Um detalhe: praticamente toda a equipe que trabalhou nesse projeto era francesa.

 

Os amigos teimavam para que Santos Dumont patenteasse os seus inventos, mas ele sempre recusava. Dizia que preferia “terminar os seus dias num asilo de pobres a cobrar o privilégio de copiar os meus experimentos aéreos”.

 

Um acidente com o Demoiselle, seu avião de uso particular, afetou seriamente a sua saúde. Depois disso, Dumont começou a ter crises de vertigens e visão dupla com frequência.

 

A explosão de um hidroavião que levava seu nome durante um voo no Rio de Janeiro matou 12 pessoas. Dizem que o episódio afetou seriamente a saúde mental de Dumont, que passou a sofrer cada vez mais de depressão.

 

Com a eclosão da Revolução Constitucionalista, foi aconselhado a não permanecer na cidade de São Paulo. Foi assim que Dumont foi parar no Guarujá, onde permaneceu em companhia de um sobrinho. Jorge – era esse o nome do sobrinho – fazia questão de esconder os jornais com medo de que as notícias sobre o conflito afetassem a saúde mental do tio. Mas de nada adiantou. Ao testemunhar um bombardeio, o inventor pediu que o sobrinho levasse um recado e foi sozinho para o quarto, onde se suicidou.

 

O suicídio de Santos Dumont permaneceu escondido do grande público durante décadas. O médico legista forjou o atestado de óbito com a versão de que o aviador teria morrido de ataque cardíaco.

 

A cubana Aida de Acosta, a primeira mulher do mundo a voar num balão, foi orientada por Santos Dumont, de quem era grande amiga.

 

Santos Dumont foi um dos primeiros frequentadores do lendário restaurante Maxim’s, de Paris, considerado até hoje um ícone da alta gastronomia francesa.

 

Costumava zombar das superstições alheias, mas mantinha as suas próprias. Tinha, por exemplo, aversão aos números 8 e 50. Outra mania era entrar nos lugares e começar a subir escadas sempre com o pé direito.

 

Costumava receber para jantares em seu apartamento na badaladíssima Champs Elysées, em Paris, personalidades como o joalheiro Louis Cartier, o arquiteto Gustave Eiffel e a princesa Isabel.

 

Uma das cartas que mais o emocionaram foi escrita por ninguém menos que o escritor francês Júlio Verne, de quem Santos Dumont sempre fora admirador. Ele costumava repetir que a ideia de que o homem podia um dia voar num objeto pesado foi inspirada em Verne.

 

Existe na cidade de São Paulo, mais propriamente no bairro de Santana, uma praça chamada Campo de Bagatelle com um monumento na forma do 14-Bis. Campo de Bagatelle é um lugar em Paris onde as máquinas de Dumont voaram e, por sinal, onde existe até hoje um monólito em homenagem ao inventor.

 

Teve sua efígie estampada na nota de 10 cruzeiros novos, que circulou na década de 1960.

 

Além do avião, Santos Dumont foi responsável pela invenção do hidroavião, do hangar e do relógio de pulso.

 

Santos Dumont foi homenageado na abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 com um imaginário voo do 14-Bis sobre a cidade do Rio de Janeiro, que sediou as competições.

 

Fontes: Wikipédia, Guia dos Curiosos, Enciclopédia do Estudante, Fundação Santos Dumont.

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